GE aposta na mudança, para sobreviver.

É preciso coragem para mudar!

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Em busca de ambiente mais limpo, empresa fecha fábrica

Apesar de ser uma notícia triste para os 900 funcionários o fechamento da fábrica de lâmpadas incandescentes no bairro de Maria da Graça, no Rio, a GE está agindo de maneira correta, socialmente responsável, em termos de comunicação. Primeiro, anunciou com alguma antecedência. Pôs um executivo, diretor de Relações Institucionais, Newton Galvão, para explicar o que levou a empresa a tomar tal atitude e prometeu dar apoio financeiro e assistência individual a cada um dos funcionários para ajudá-los durante o período de transição para dar continuidade a suas carreiras. Muitos, no entanto, ainda estão desorientados, dando depoimentos pessimistas com relação a um tipo de atividade que, sabem, não é mais necessária. Outras fábricas da empresa também serão fechadas nos Estados Unidos e México.

No exterior, a pressão nasceu entre os ambientalistas, que começaram a questionar a eficiência energética dessas lâmpadas – que consomem, em média, 30% mais energia do que as lâmpadas frias. No Brasil, a queda nas vendas ocorreu após o racionamento de energia elétrica, em 2001 – responsável por uma redução de 50% na produção da fábrica da GE do Rio. A diminuição nos volumes produzidos provocou anos seguidos de perdas operacionais.

Apontada em várias publicações sobre o tema responsabilidade sócio-ambiental, a multinacional teve, segundo o livro “The Corporation”, um caminhão de multas nos Estados Unidos, de 1990 a 2001, por desrespeitar algumas leis sociais e ambientais. Passado esse mau momento, no entanto, parece que a corporação tomou outro rumo. Andrew Savitz, em “A empresa sustentável”, conta que a GE tenta aumentar suas chances de sucesso com investimentos em tecnologia limpa, trabalhando com novos aliados no movimento ambientalista para reforçar a opinião pública de que é preciso proteger o meio ambiente.

Talvez tenha sido justamente o início do fim da fábrica de Maria da Graça, que desde 1921 fabricava lâmpadas incandescentes, consideradas menos econômicas e mais poluentes do que as fluorescentes. E, segundo o jornal “The Wall Street”, de mais outras 53 espalhadas pelo resto do mundo. Seja como for, é importante lembrar que a empresa não está negando recursos para fazer o que está prometendo: deixar bem seus funcionários demitidos. Há menos de uma semana, o mesmo jornal dava ma nota registrando que a a GE espera divulgar crescimento de dois dígitos no lucro e na receita este ano, impulsionada justamente por seus negócios em mercados emergentes.

Fonte: http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=386667 e

http://oglobo.globo.com/blogs/razaosocial/#76210

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3 Respostas

  1. É uma boa notícia.
    Mas cabe perguntar sobre o destino das lâmpadas fluorescentes.
    Se cada lâmpada, tipo tubo, tem cerca de 10mg de MERCÚRIO, depois de queimadas qual o destino do mercúrio?
    Normalmente vai para o aterro sanitário…
    Em Porto Alegre ainda não temos nenhuma empresa que recicle lâmpadas fluorescentes e o consumo delas aumenta cada vez mais.

  2. Olá,
    depois que li seu comentário sobre o destino das lâmpadas fluorescentes, comecei a pesquisar e prometo postar alguns locais de coleta espalhados pelo Brasil. Infelizmente, ainda são poucos os locais, mas acredito que depende muito de nós, consumidores, cobrar das empresas que fabricam ou revendem tais materiais dar destino adequado aos resíduos que produzem. Vamos em frente e obrigada por visitar esse espaço. Gostei também do seu espaço e vou linkar. Toda luta para que que um mundo sustentável exista, vale à pena.
    Abraço Fraterno!

  3. Faz algum tempo postamos e mandamos para a nossa Secretaria Municipal do Meio Ambiente cobrando algumas ações, entre elas destino das lâmpadas fluorescentes, uso de sacolas plásticas e reciclagem do óleo de cozinha.
    Fomos atendidos parcialmente, continuaremos cobrando soluções.
    A solução apresentada para as lâmpadas foi entregar as lâmpadas queimadas para os comerciantes. Mas qual a garantia que darão destino adequado para elas? Duvido que mandem para fora do estado para reciclagem…

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