Faxina Sustentável

O Menino Maluquinho

Trago do Blog O FUTURO DO PRESENTE a dica excelente da Mercedes Lorenzo que, atenta à necessidade de consumir sem poluir,  resolveu experimentar e acabou encontrando uma fórmula maravilhosa de material de limpeza que não usa cloro, alvejantes, detergentes, enfim, nenhum produto químico agressivo ao Meio Ambiente.

Para quem nunca pensou sobre o assunto, a quantidade de cloro e produtos agressivos ao Meio Ambiente despejados no esgoto nas grandes cidades é absurda e o esgoto vai parar no rio que vai para os mares e… Sabe aquela história de corais morrendo, de mortandade de peixes… Nós somos responsáveis também. Pense nisso e depois de ler a “dica” da Mercedes, vai ver que pode ser prático, econômico e, principalmente ecológico fazer seu próprio material de limpeza doméstica!

 O Planeta agradece e o Futuro também .

PRODUTOS DE LIMPEZA ATÓXICOS E EFICAZES

“Quando paramos para pensar nas atitudes que podemos tomar em relação à nossa saúde e à saúde do meio ambiente, invariavelmente tudo começa na nossa casa.

Assim como a separação do lixo para reciclagem, a escolha de alimentos sem agrotóxicos, etc… o uso de produtos de limpeza também pode ser pensado com critério.

Buscando informações a esse respeito, fiquei surpresa com a quantidade de receitas de produtos de limpeza caseiros e não poluentes disponível na internet, para quem quiser realmente deixar de despejar pelo ralo aqueles líquidos coloridos e perfumados que escondem vários componentes nocivos (e na maioria das vezes bem pouco eficientes).

Uma outra informação, que poderíamos chamar mesmo de alerta, vem da Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos Estados Unidos: a agência afirma em relatório que a poluição do ar no interior das casas é um dos problemas de saúde ambiental mais importantes do país.

A concentração de substâncias químicas nocivas provenientes de produtos de limpeza tóxicos é de 2 a 70 vezes mais alta do que nos ambientes externos.

Foram detectadas 150 substâncias químicas nas casas.
E parece que a situação é a mesma no Brasil.

Diante desse quadro, porque não experimentar as inúmeras alternativas ao nosso dispor?
Foi o que resolvi fazer.

Já consegui substituir quase a totalidade dos produtos de limpeza aqui de casa, e agora posso afirmar com absoluta certeza: não há dificuldade nenhuma nessa mudança.
Um bom exemplo é a receita de limpador multiuso ecológico que deixo para vocês a seguir, encontrada no site do IPEMA (
http://www.ipemabrasil.org.br/receita.htm ), que me deixou absolutamente encantada.

Esse limpador pode substituir sozinho 80% de tudo o que há na sua prateleira: ele limpa pisos, azulejos, banheiro, cozinha, fórmicas, granito, ardósia, vidros… nem sei o que mais!

E o mais bacana é que limpa com facilidade, sem precisar fazer força.
O cheiro é agradável e o preço é ridículo.

Todos os ingredientes são biodegradáveis, e eu os encontrei numa farmácia de manipulação (fora o vinagre, que comprei no mercado).

Veja só:

  1. · Vinagre branco – (1 colher de sopa)
    · Amônia líquida (amoníaco) – (1 colher de sopa)
    · Bicarbonato de sódio – (1 colher de sopa)
    . Ácido bórico (bórax) – (1 colher de sopa)
    . 1 litro de água

Como qualquer produto de limpeza convencional, mantenha os produtos ecológicos fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Minhas dicas: se quiser “incrementar” o produto com um cheirinho gostoso, em vez de água pura use um chá forte (sem açúcar) feito de folhas de alecrim, folhas de eucalipto ou casca de limão fervido e coado. Eu faço uma receita dupla (dois litros de água e duas colheres de cada ingrediente) para deixar pronta numa garrafa PET devidamente rotulada, na área de serviço.
Agora é com você!”

Mercedes Lorenzo Folha Verde
Abraços.

Matéria relacionada: Faxina Sustentável II

https://ecoamigos.wordpress.com/2007/10/09/faxina-sustentavel-ii/

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Sacolas são para sempre!

EU NÃO SOU UMA SACOLA PLÁSTICA
EU NÃO QUERO ENGOLIR MAIS PLÁSTICO
SACOLAS PLÁSTICAS? DIGA NÃO!

 

Inconformados e assustados com os novos rumos e “tendências de mercado” de um comportamento sustentável, a PLASTIVIDA e seus parceiros tentam organizar uma espécie de “contra ataque” na Guerra das Sacolas Plásticas. Isso porque já existe felizmente no Brasil uma simpatia ao uso das sacolas retornáveis e os meios de comunição vem abordando esse tema cada vez mais claramente, mostrando os malefícios causados pela degradação do plástico, no meio ambiente.

Tendo recebido o email que transcrevo abaixo, originalmente enviado pela PLASTIVIDA aos seus “parceiros” e “associados”, todos fabricantes de plástico e todos comprometidos com a manutenção dessa matéria prima que tem permanecido no Meio Ambiente de forma intocada ao longo de dezenas de anos, me sinto na obrigação moral de publicar um post sobre as verdades sobre o plástico a fim de tentar esclarecer aos leitores e à Sociedade em geral sobre os malefícios causados pelos polímeros em nosso planeta. Cabe ao Homem moderno pensar, detentor de todas as informações sobre Meio Ambiente e a Degradação Acelerada do Planeta e ESCOLHER sobre o que usar, como usar e quando usar. Chegamos a um momento crítico em que não é mais possível continuar agindo como “cordeirinhos” ou “massa de manobra” diante dos grandes empresários, políticos e toda sorte de gananciosos “fabricantes da morte”, verdadeiros algozes dos oceanos, do solo e do ar.
Tal assunto é tão sério e há tantas “respostas” para a Plastivida que decidi dedicar o resto da semana aos parágrafos desse email, não só como forma de esclarecer à Sociedade, como também para deixar claro à Indústria Petroquímica que nem todos vão mais “engolir” o plástico como desejam os seus fabricantes.

Transcrevo partes do teor completo do email, como abaixo, em destaque:

“Comunicado interno à indústria petroquímica e de transformação do plástico sobre as sacolas plásticas

Prezado(a)s Sr(a)s,
Desde o início deste mês, firmamos Convênio entre a Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos e o INP – Instituto Nacional do Plástico para divulgar o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas.Nossos objetivos são oferecer à sociedade sacolas plásticas de qualidade comprovada e também orientar a população a utilizá-las de forma responsável.“

Os objetivos da PLASTIVIDA são, claramente, continuar vendendo o produto plástico ainda que à custa da degradação ambiental.

NÃO É PRECISO COMPROVAR A QUALIDADE DO PLÁSTICO

Isso já foi comprovado, desde sua invenção. A “qualidade comprovada” dos plásticos já é historicamente conhecida pela sociedade e, graças à durabilidade do plástico, enfrentamos grave problema ambiental devido à natureza duradoura do resíduo descartado na Natureza.

Mais um trecho do email da Plastivida:

“Como forma de resolver antigos problemas de qualidade na produção das sacolas, o setor desenvolveu em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis – ABIEF, um programa de auto-regulamentação (Norma Técnica NBR 14937), a exemplo de outros processos bem sucedidos, como as normas para tubos de PVC e de copos descartáveis.”

O PVC não é biodegradável, não é reciclável, contém muitos aditivos tóxicos e é um perigo sério para seus usuários. A única solução para os problemas causados pelo PVC é parar de produzi-lo, o que é possível já que existem alternativas para todos os usos do PVC.

Brinquedos de PVC contém grande quantidades de produtos tóxicos (10 – 40% do peso final do produto). Essas substâncias são danosas ao meio ambiente. São conhecidas por serem liberadas dos brinquedos, especialmente quando uma criança pequena está levando a boca os materiais de PVC.

Segundo o site da própria PLASTIVIDA

“Plásticos são materiais formados pela união de grandes cadeias moleculares chamadas polímeros que, por sua vez, são formadas por moléculas menores denominadas monômeros.
Os plásticos são produzidos através de um processo químico conhecido como polimerização, a união química de monômeros que forma polímeros.”

Uma História de terror, nos oceanos …

Curtis Ebbesmeyer, conhecido mundialmente pela sua especialidade em despojos de naufrágios, se referem a essa área do oceano como o grande Remendo de Lixo do Pacífico. O problema é que não se trata de um remendo, tem o tamanho de um continente, e está sendo entulhado por lixo plástico flutuante. Minhas pesquisas tem documentado 6 libras de plástico para cada libra de plâncton nesta área.

Charles Moore, relata que em uma de suas viagens de pesquisa de três meses de ida e volta (2003) chegaram mais perto do Remendo de Lixo do que na anterior, e encontraram níveis de fragmentos de plástico muito maiores por centenas de milhas. Consumimos semanas documentando os efeitos que provocam as areias que flutuam nesses plásticos nas criaturas que vivem nesta área. Nossos fotógrafos capturaram imagens de águas-vivas irreversivelmente enredadas em linhas, e organismos filtradores transparentes com fragmentos de plásticos coloridos em suas barrigas.

Há cinqüenta anos, todas as peças de plástico que chegaram ao Oceano Pacífico oriundas do continente, quebraram-se em partículas e acumularam-se no “giro” central do Pacífico.

OS POLÍMEROS E A VIDA MARINHA

É ali, no Oceano Pacífico que acabam todas as coisas que são carregadas rio abaixo para o mar. Correntes oceânicas com a rotação contrária criam longas linhas de material, visíveis de cima como listras no oceano. Normalmente elas são formadas por organismos plantônicos ou espuma, mas nós descobrimos uma feita de plástico.

Tudo desde enormes mangueiras até minúsculos fragmentos formavam uma linha de uma milha de comprimento. Pegamos centenas de libras de redes de todos os tipos arroladas neste sistema, junto com todo o tipo de entulho imaginável. Algumas vezes correntes deste tipo derivam para cima das ilhas havaianas.

Na Reserva do Ecossistema de Corais, focas, os mais ameaçados mamíferos dos Estados Unidos ficam enredadas nos entulhos, especialmente em redes baratas de plástico abandonadas pelos pescadores industriais.

Para aqueles que ainda não sabem, os corais são responsáveis pelo seqüestro de CO2 da atmosfera, tanto ou mais quanto as Florestas ….

Noventa por cento das tartarugas verdes do mar havaiano aninham-se ali e comem aqueles entulhos, confundindo com alimento natural, como também fazem os albatrozes. Na verdade o estômago dos albatrozes se parecem com uma prateleira de isqueiros em loja de conveniência, de tantos que contêm.

Tartaruga aberta mostrando os plásticos em seu estôgado

 Entretanto, os problemas causados por entulhos de plástico não são apenas o enredamento e a indigestão. Há uma face ainda mais perversa da onipresença da poluição marinha pelos plásticos. Como esses fragmentos flutuam por aí, eles acumulam os venenos que nós fabricamos para várias aplicações e que não são biodegradáveis.

E você consumidor? O que está concluindo? Ainda está seguro de que precisamos tanto das sacolas plásticas?

Amanhã eu continuo …

 

 

Biologia na Compostagem

Mais uma vez, o assunto é o Lixo nosso de cada dia.

Introdução


Foto cedida por Karim Nice
A compostagem caseira é o modo ideal para reduzir resíduos sólidos

Os americanos geram aproximadamente 210 milhões de toneladas de lixo ou resíduos sólidos, anualmente. A maior parte desse lixo (57%) é colocada em depósitos de lixo municipais. Aproximadamente 56 milhões de toneladas (27%) são recuperadas através da reciclagem, no caso de vidros, produtos de papel, plástico ou metais ou através da compostagem, no caso do lixo de quintal. A compostagem é um método para tratamento dos resíduos sólidos no qual o material orgânico é decomposto por microorganismos na presença de oxigênio até o ponto em que poderá ser armazenado e manuseado com segurança e aplicado ao meio ambiente. A compostagem é essencial  na redução de resíduos domésticos. Ela pode ser feita sem muitos gastos em qualquer domicílio e produz o composto fertilizante ou húmus, que pode beneficiar o meio ambiente como fertilizante natural em jardins e na agricultura.

Neste artigo, veremos o que acontece quando o resíduo sólido é transformado em fertilizante, como você pode fazer seu próprio fertilizante, quais os benefícios em se transformar lixo em fertilizante e como você pode fazer uma coluna de compostagem de bancada para estudar a transformação do lixo em fertilizante no laboratório da sala de aula ou no estande de uma feira de ciências.

 

Biologia na compostagem

A compostagem cria as condições ideais para os processos de decomposição e apodrecimento que acontecem na natureza. Ela requer o seguinte material:

  • resíduos orgânicos: jornais, folhas, grama, restos de cozinha (frutas, vegetais), materiais de madeira
  • terra: fonte de microorganismos
  • agua
  • ar: fonte de oxigênio
Auditoria do lixoQuanto lixo você produz em um ano? Que tipo de coisas você joga fora? Quanto pode ser reduzido pela reciclagem ou pela compostagem? Para responder estas perguntas, faça uma auditoria do lixo (veja abaixo).

Durante a compostagem, os microorganismos da terra comem os resíduos orgânicos (contendo carbono) e os decompõem em suas menores partes. Isto produz um húmus rico em fibras, contendo carbono, com nutrientes inorgânicos como nitrogênio, fósforo e potássio. Os microorganismos decompõem o material através da respiração aeróbica e precisam de oxigênio do ar. Eles também precisam de água para viver e multiplicar. Através do processo da respiração, os microorganismos liberam dióxido de carbono e calor e as temperaturas dentro das pilhas de compostagem podem atingir de 28°C a 66°C. Se a pilha ou recipiente de compostagem for ativamente cuidada, remexida e regada com água regularmente, o processo de decomposição e formação da compostagem final pode acontecer em apenas duas ou três semanas (do contrário, poderá levar meses).


O processo de compostagem

As condições de compostagem devem ser balanceadas para uma decomposição eficiente. Deverá haver:

  • ar em abundância: a mistura deve ser remexida diariamente ou a cada dois dias;
  • água suficiente: a mistura deve ser umedecida, mas não encharcada;
  • mistura apropriada de carbono e nitrogênio: a relação deve ser de aproximadamente 30:1 (consulte Elementos da compostagem: relação C:N e Pilha virtual para detalhes- em inglês);
  • tamanho de partícula pequeno: pedaços grandes devem ser desmembrados, pois partículas pequenas se decompõem mais rapidamente;
  • quantidade de terra adequada: deve fornecer microorganismos suficientes para o processo.

A pilha de compostagem tem, na verdade, uma organização complexa de organismos vivos ou cadeia alimentar. As bactérias e os fungos decompõem primeiramente a matéria orgânica do lixo. Organismos de uma única célula (protozoários), pequenos vermes (nematódeos) e aracnídeos se alimentam das bactérias e fungos. Nematódeos e aracnídeos predatórios e outros invertebrados (piolhos d’água, miriópodes, besouros) se alimentam dos protozoários. Todos esses organismos trabalham para balancear a população de organismos dentro do composto, o que aumenta a eficiência do processo inteiro.

Por que fazer a compostagem?O principal objetivo da compostagem é reduzir a quantidade de resíduos sólidos que você produz. Se você reduzir os resíduos sólidos, poupará espaço nos depósitos de lixo municipais, fazendo com que seus impostos sejam reduzidos. O composto acabado tem a vantagem de ser um útil fertilizante natural, sendo ambientalmente mais amigável do que fertilizantes sintéticos.

Fazendo a Compostagem


Foto cedida por Karim Nice
Onde você quer colocar sua pilha de compostagem?

Para realizar a compostagem, você deve fazer o seguinte:

  • escolha um lugar para a pilha de compostagem
  • escolha uma estrutura
  • adicione os ingredientes
  • cuide e alimente a pilha de compostagem
  • colha o composto acabado para uso

Escolha um lugar
Escolher bem o local onde você vai querer colocar sua pilha de compostagem é importante. Você vai querer fabricar seu fertilizante longe da sua casa, mas não tão longe que você não queira sair para ter de cuidar disso. Da mesma forma, você não vai querer que fique muito perto dos limites de sua propriedade porque seus vizinhos poderão reclamar. Uma parte da resposta pode ser ditada pela regulamentação domiciliar local ou pelas regras da organização dos proprietários que podem especificar onde a pilha de compostagem poderá ser localizada. Outros fatores a serem considerados incluem o seguinte:

  • vento a favor de sua casa: mesmo uma pilha de compostagem bem cuidada pode, ocasionalmente, emitir odores desagradáveis;
  • vento: Apesar de o vento fornecer ar, muito vento pode secar e/ou espalhar o material;
  • luz do sol: a luz do sol pode ajudar a aquecer a pilha de compostagem no inverno, mas muito sol pode secar o produto. Se a pilha estiver localizada sob uma árvore caidiça, você terá a sombra refrescante no verão e a luz do sol no inverno;
  • drenagem: você precisa de uma boa drenagem para que a água não acumule perto da pilha;
  • superfície: terra descoberta é melhor do que concreto. Certifique-se de deixar uma área suficiente para você poder trabalhar ao redor da pilha (cerca de 2 m).

Escolha uma estrutura
As estruturas para fazer fertilizante podem ser tão simples como um empilhador onde você vai amontoando todos os ingredientes e deixa a natureza seguir seu curso. Esta é a compostagem passiva. A compostagem passiva é menos eficiente e mais vagarosa do que a compostagem ativa, na qual você controla o processo de compostagem diariamente.


As estruturas para compostagem se apresentam em vários formatos

Foto cedida por Karim Nice
Unidade caseira para compostagem
disponível comercialmente

Você também pode construir recipientes para compostagem mais complicados feitos de cerca de arame, madeira ou blocos de concreto. Elas podem ser estruturas simples, de um só compartimento, no qual você adiciona novos materiais na parte de cima, remexe o composto freqüentemente e colhe o fertilizante pronto na parte de baixo.

Elas também podem ser estruturas com vários compartimentos (três compartimentos) nos quais você adiciona o material novo a um compartimento, transfere o composto parcialmente completado para o compartimento do meio e move o composto finalizado para o compartimento final. Uma tampa deverá cobrir a parte de cima do compartimento para minimizar o excesso de água da chuva e reduzir o espalhamento pelo vento. Muitos tipos de recipientes de compostagem estão disponíveis comercialmente.

A escolha depende inteiramente do esforço e gastos que você deseja dedicar ao projeto, bem como a quantidade de fertilizante que você deseja fazer. Da mesma forma, os regulamentos locais podem ditar que tipo de recipiente poderá ser usado.

Adicione os ingredientes

Compostagem de carne e laticíniosA carne e os laticínios são ricos em gordura. Esses materiais causarão um odor desagradável se adicionados a uma pilha passiva ou a uma pilha de compostagem ativa mal administrada. Para uma pilha de compostagem bem remexida e quente, os resíduos de carne e laticínios não causam problema. No entanto, é melhor passar os resíduos em um liquidificador ou processador de alimentos para reduzir seu tamanho e acelerar sua decomposição.

Você pode fazer a compostagem dos seguintes materiais facilmente:

  • Restos de cozinha: é melhor cortar ou triturar os resíduos para que possam decompor mais rápido.
    • resíduos de frutas e vegetais: cascas, peles, sementes, folhas
    • cascas de ovos
    • grãos de café (inclusive filtros de papel), saquinhos de chá, guardanapos de papel usados
    • espigas de milho: devem ser trituradas para poder decompor rapidamente
    • produtos feitos de carne/laticínios: veja quadro ao lado
  • Resíduos do quintal
    • aparas de grama: um pouco de grama, tudo bem, mas muita quantidade irá adicionar um excesso de nitrogênio à pilha de compostagem, fazendo com que cheire mal. Seria melhor usar um aparador de grama com distribuidor de aparas para a sua grama.
    • folhas
    • agulhas de pinho
    • ervas daninhas
    • materiais de madeira (galhos, ramos)
    • palha ou forragem
  • Jornais
  • Erva marinha, alga marinha ou forragem de grama no pântano: se você vive perto da praia e for permitida a colheita destes materiais, eles são excelentes e ricos em nutrientes. Lave-os ou enxágüe-os totalmente em água fresca para remover o excesso de sal antes de adicioná-los à sua pilha de compostagem.
  • Serragem: esta é uma excelente fonte de carbono.

Foto cedida por Karim Nice
Resíduos de cozinha e do quintal em um recipiente para compostagem

Os materiais a seguir NÃO DEVERÃO SER USADOS PARA COMPOSTAGEM:

  • Resíduos humanos ou dejetos de animais domésticos: eles carregam doenças e parasitas, bem como causam odor desagradável.
  • Plantas doentes do jardim: elas podem infectar a pilha de compostagem e influenciar no produto final.
  • Ervas daninhas invasoras: as esporas e as sementes das ervas daninhas invasoras (ranúnculo amarelo, glória da manhã, grama-curandeiro) podem sobreviver ao processo de decomposição e se espalhar às suas queridas plantas quando você usar o produto final.
  • Cinzas de carvão: elas são tóxicas para os microorganismos da terra.
  • Papel lustroso: as tintas são tóxicas para os microorganismos da terra.
  • Plantas tratadas com pesticidas: são perigosas para os organismos da cadeia de alimentação do fertilizante e os pesticidas podem sobreviver dentro do produto final.

Cubra os materiais para compostagem com muita terra no recipiente de preparação do fertilizante. Algumas fontes dizem que é melhor colocar materiais ricos em carbono e nitrogênio em camadas alternadas. Adicionar água para umedecer o composto, mas não encharcar. Remexa o composto com uma pá ou garfo de adubar para misturá-lo e fornecer bastante ar.

Cuidados e alimentação
Adicione novas camadas de material de compostagem na parte de cima junto com terra fresca. Regue o recipiente de compostagem regularmente para manter o composto umedecido. Remexa o composto todos os dias ou a cada dois dias, para assegurar o fornecimento adequado de oxigênio. Com alguns recipientes, você pode eliminar a necessidade de remexer o composto, inserindo canos de PVC perfurados dentro dos recipientes para ter um fornecimento regular de ar.

Compostagem usando minhocasAs minhocas podem reduzir o tempo de compostagem em até 50%. Você pode semear sua pilha de compostagem com minhocas da terra ou comprar minhocas especiais para compostagem. Você também pode armar uma caixa de minhocas do lado de fora da casa para processar resíduos de cozinha e dejetos de carne. Consulte a seção Mais informações para outros detalhes sobre compostagem usando minhocas.

À medida que você adiciona novas camadas e remexe o composto, você estará misturando novas camadas de lixo intacto com camadas parcialmente decompostas. O material quase (parcialmente) acabado assentará no fundo porque as partículas são menores. O fertilizante final sairá pelo lado inferior do recipiente. Nos sistemas de três recipientes, você adiciona lixo intacto ao primeiro recipiente e transfere efetivamente o composto parcial e final para o segundo e terceiro recipientes.

Aqui estão alguns sinais de que sua pilha de compostagem está funcionando adequadamente:

  • não cheira mal. Ela deve ter um cheiro doce de terra como um musgo de turfa;
  • é quente. Os microorganismos ficam “cozinhando” e você pode ver até algum vapor saindo da pilha, especialmente em uma manhã fria;
  • pode ser que você veja algumas bolhas de gás na pilha, porque o dióxido de carbono vai sendo liberado quando os microorganismos fazem seu trabalho.

Coletar o produto final
O produto final será coletado na parte inferior do recipiente em um sistema de um só recipiente ou no terceiro recipiente em um sistema de três recipientes. Não há uma definição exata de quando o fertilizante está pronto. Basicamente, se você pensa que está pronto, está pronto. Aqui estão alguns parâmetros que podem ser usados para julgar isto.

  • Temperatura: depois de remexer a pilha, meça a temperatura. Se estiver abaixo de 38°C, provavelmente já está pronto.
  • Aparência: o material parece pelo menos 50% decomposto? Você consegue reconhecer alguma coisa nele parecida com o lixo que foi colocado?
  • Tamanho: o volume do composto foi reduzido de 50% a 75%?
  • Cor: está marrom escuro ou preto?
  • Textura: está macia ou esfarelada?
  • Cheiro: cheira como terra?

Quando a compostagem terminar, o seu fertilizante estará pronto para ser usado. Os fertilizantes podem fazer o seguinte:

  • melhorar a estrutura do terreno no seu jardim ou quintal
  • aumentar a atividade dos micróbios da terra
  • enriquecer os nutrientes da terra
  • melhorar a química do seu solo, particularmente o grau de acidez (pH)
  • isolar as alterações na temperatura da terra em volta de plantas e árvores
  • melhorar a resistência a insetos e doenças das plantas e árvores do seu jardim

A maioria dos praticantes de compostagem caseira usa seu produto acabado em volta da própria casa, das árvores ou jardins. Alguns deles vendem seus compostos finais a creches locais ou outros jardineiros vizinhos.

Fazendo uma Coluna de CompostagemVocê pode fazer colunas de compostagem para estudar o processo de compostagem em pequena escala, para experiências científicas caseiras e projetos de feiras de ciências. As colunas de compostagem podem ser feitas facilmente com os seguintes materiais:

  • três garrafas de refrigerante de 2 litros, de plástico transparente, com tampa: limpas, com os rótulos removidos
  • tela de janela: pedaço quadrado de 5 cm x 5 cm (lojas de materiais devem ter pedaços de retalhos neste tamanho)
  • pedaço de fio: 15 cm de comprimento. Fio de moldura de retrato ou fio elétrico serve (lojas de materiais devem ter pedaços de retalhos disponíveis)
  • pequeno prego, espeto ou agulha de dissecação
  • fita de embalagem plástica, transparente
  • filtro de café: do tipo cesto
  • um par de meia-calça
  • tesoura
  • jornais
  • terra
  • lixo a ser compostado

Montagem da coluna de compostagem a partir dos pedaços das garrafas de refrigerante de 2 litros (em cima, à esquerda): a tela de janela é enrolada em volta da garrafa 3 (em cima, à direita), furos de ar são feitos nas garrafas 2 e 3 com uma agulha (parte inferior, à direita e esquerda)

Para montar a coluna de compostagem, siga os passos abaixo. 

  1. Use a tesoura para cortar as três garrafas como mostrado acima. Corte a garrafa 1 pela metade e corte a parte superior logo abaixo da curva. Corte a parte superior e inferior da garrafa 2 na altura das partes curvadas. Corte a parte inferior da garrafa 3 na altura da parte curvada.
  2. Pegue a garrafa 3, enrole a tela de janela sobre a boca da garrafa e prenda a tela abaixo do gargalo com o fio, como mostrado acima.
  3. Com o prego, espeto ou agulha, faça vários furos de ar nas laterais das garrafas 2 e 3, como mostrado acima.
  4. Coloque a garrafa 3 de cabeça para baixo na metade inferior que foi cortada da garrafa 1, como mostrado abaixo, e prenda-a com a fita. Será melhor usar alguns pedaços de fita que você possa remover periodicamente para drenar a água que será armazenada na metade inferior.
  5. Coloque a garrafa 2 dentro da garrafa 3, como mostrado abaixo, e prenda-a com a fita.
  6. Pegue a parte superior da garrafa 1, com a tampa, e use-a para cobrir a extremidade aberta da garrafa 2. Esta será a tampa da coluna de compostagem finalizada, como mostrado abaixo.

Montando os pedaços da coluna de compostagem (a fita foi omitida para maior clareza)

Para carregar a coluna de compostagem, siga os procedimentos.

  1. Coloque o filtro de café rente ao fundo da garrafa 2 deixando assentar logo acima da abertura. O filtro de café atua como um pré-filtro para impedir que a tela fique entupida com partículas de terra.

Filtro de café usado como pré-filtro
  1. Em uma folha de jornal, misture a terra e o lixo a ser compostado. Você pode experimentar as relações entre as quantidades de terra e lixo usadas.
  2. Encha a coluna de compostagem com a mistura de terra/lixo.
  3. Tampe a coluna de compostagem. Prenda a tampa com a fita.
  4. Adicione água à coluna através da garrafa superior (tampa). Você pode medir a quantidade de água que quiser e verificar qual quantidade funcionará melhor. A água será filtrada através da mistura de terra/lixo e coletada no fundo. Você terá de drenar o fundo periodicamente.
  5. Corte uma das pernas da meia-calça, vire-a de cabeça para baixo e cubra a coluna de compostagem com ela. A cobertura de meia-calça serve para evitar que moscas e mosquitos de frutas fiquem entrando e saindo da coluna.

Você terá de adicionar água e drenar o fundo diariamente ou a cada dois dias. Você pode remexer o composto se quiser, mas também pode deixar como está, pois os furos de ar nas laterais fornecem ventilação suficiente.Veja aqui algumas experiências que você pode fazer com sua coluna.

  • Pese a coluna diariamente e faça um gráfico da alteração de peso à medida que a compostagem se desenvolver.
  • Monitore e faça um gráfico da quantidade de água usada pela coluna diariamente. Faça isso subtraindo o volume de água coletado no fundo do volume de água que você adicionou na parte superior.
  • Meça a temperatura da coluna com um termômetro de solo diariamente e faça um gráfico.
  • Faça um registro da aparência do lixo na coluna diariamente. Quanto tempo leva para a decomposição?
  • Colha a água da drenagem e analise-a em um microscópio para ver os organismos microscópicos que vivem no composto.

Auditoria do lixo

Quanto lixo sua família produz em um ano? Que tipo de coisas você joga fora? Quanto pode ser reduzido pela reciclagem ou pelo processo de transformação de lixo em fertilizante? Para responder estas perguntas, execute uma auditoria do lixo.

  1. Faça uma estimativa do lixo total que você produz em um ano:
    • separe uma quantidade de lixo de uma semana em sacos de lixo e pese ou estime o volume de cada saco. Assuma que o saco é uma bola, então volume = 4,19 x

      raio3;

    • multiplique o peso ou volume por 52 semanas.
  2. Determine a composição do lixo da sua família:
    • usando luvas de borracha, pegue cada saco de lixo e separe o lixo em vários sacos de lixo por várias categorias como vidro, jornais, garrafas de plástico, latas de alumínio, papel branco, papel impresso/revistas, resíduos de frutas/vegetais, resíduos de carne/laticínios, outros resíduos e resíduos do quintal;
    • lacre e pese ou estime o volume de cada saco de categoria individual (volume = 4,19 x raio3).
  3. Determine a porcentagem do lixo total para cada categoria:
    • divida o peso ou volume do saco de lixo de cada categoria pelo peso ou volume do lixo combinado;
    • multiplique cada quociente por 100.
  4. Olhe as categorias e determine que porcentagem de lixo você pode reduzir, reciclando ou compostando.
    • você pode reciclar itens tais como vidro, jornais, papel impresso, latas de alumínio, folhas de alumínio e garrafas de plástico;
    • você pode compostar jornais, resíduos de quintal e a maioria dos restos de cozinha (apesar de que produtos feitos de carnes/laticínios têm compostagem especial).
    • Você verá a quantidade de lixo formada só de embalagens (alguns produtos usam excesso de embalagem). Você pode reduzir esta categoria de lixo, comprando produtos com um mínimo de embalagem, tais como cereais em sacos e não em caixas.

Se você puder reduzir a produção do seu lixo reciclando e compostando, poderá poupar espaço no depósito de lixo e reduzir os gastos com resíduos em sua cidade.

(retirado do Folha Verde)http://mercedeslorenzo.multiply.com/journal/item/460/Como_funciona_a_compostagem

Nossa Fonte:  http://casa.hsw.uol.com.br/compostagem.htm

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