As Vacas do Cowparade, a Fome de Floresta e o Aquecimento Global

A primeira vez que vi a estátua de uma vaca em pleno Centro do Rio de Janeiro, não sabia nada sobre a tal “Cowparade“, mundialmente famosa e seus objetivos sociais, dos quais, na verdade, só me inteirei há muito pouco tempo.  Como a estátua estava devorando um prato de spaguete em frente ao Spoleto,  associei de imediato ao aquecimento global e pensei, do alto da minha ignorância: “devem estar fazendo uma propaganda para estimular o consumo de massas ao invés de carne, por causa do aquecimento global. Que legal!”… tsc, tsc, tsc.   Não era nada disso.  Dias depois eu vi outra vaca, no Largo da Carioca e aí percebi que não tinha nada a ver com a preocupação ambiental. Era alguma exposição, eu vira na TV, tomei profunda antipatia e esqueci o assunto. Aliás, mentira. Não esqueci. Sempre que eu passava por uma dessas vacas, ficava tentada a desenhar um Planeta derretendo. Aí ouvi dizer que estavam pichando as vacas e roubando os acessórios, achei melhor esquecer de verdade o assunto, porque poderia acabar presa por depredar patrimônio “cultural” da cidade. E ainda ia ter que dar conta das panelas e chapéus, sem saber de nenhum desses acessórios. Me contentei em desprezar as vacas e seguir meu caminho. Dia 8 deste mês eu li que as “mudanças no clima eram o maior motivo de retirada das vacas da áreas da cidade.” O excesso de sol, vento e chuva (choveu no Rio, em novembro, como não chovia há meses) vinha danificando as peças expostas, obrigando a uma rotatividade e manutenção maiores do que seria esperado. Bem, as vacas foram pro brejo e eu acabei descobrindo que essa exposição acontece anualmente (é a primeira vez no Rio de Janeiro), já tendo sido expostas em São Paulo e em Belo Horizonte, assim como em grandes capitais mundiais e o objetivo, além de divertir e inovar, tem sempre um cunho social.  Menos mal, pensei. Mas, ainda assim, apesar de gostar muito das vaquinhas enquanto animais, com sua passividade ruminante, e dos nomezinhos engraçados que eles criaram, quase sempre fazendo um trocadilho com a palavra cow (vaca, em inglês),  que é bom que se observe, nada tem a ver com o nosso idioma,  em tempos de aquecimento global e reflexão obrigatória sobre o consumo de carne, a cowparade poderia ter sido de alerta para os efeitos dos gases de efeito estufa. Uma das vacas me chamou a atenção e espero que tenha causado a mesma impressão em mais pessoas. Essa aqui,  batizada pelos criadores de “Fome de Floresta”.

Fome de Floresta

Fome de Florestas  – Artistas: Mana e Pedro Bernardes

exposta na Avenida Armando Lombardi, na Barra da Tijuca. Eu não tenho certeza mas espero que o objetivo desses artistas tenha sido alertar para a devastação das florestas causada pela criação de gado. Se foi esse o objetivo, parabéns aos criadores da única escultura criativa da exposição.  As vacas permanecerão expostas até o dia 26 e depois serão leiloadas e a renda arrecadada será entregue a uma organização social. Seria muito infeliz sugerir que os próximos eventos tivessem outros animais em exposição? Quem sabe um urso polar ou outras espécies, ameaçadas de extinção, por causa do Aquecimento Global.

Quem quiser conferir a exposição das vaquinhas, visite o link: http://rio.cowparade.com/cow/gallery  e divirta-se, antes que a vaca vá para o brejo, de vez.

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Ainda sobre vacas …  =]

Campanha de ex-mulher de McCartney liga carne a efeito estufa

Nada contra a ex de Paul, Heather Mills. O assunto importante é que ela, à frente da Organização Não-Governamental Viva!, lançou esta semana a campanha HOT, numa tentativa de convencer mais pessoas a deixarem de comer carne.

A campanha é baseada em estatísticas publicadas em um relatório da agência de Alimentação e Agricultura da ONU e em um estudo da própria ONG Viva!.

Efeito estufa

De acordo com os estudos, a criação de gado para corte e laticínios é a segunda atividade que mais emite gases do efeito estufa, atingindo 18% do total.

A propaganda compara este número com as emissões combinadas de todos os meios de transporte, que ficariam em 13,5% do total.

“Essas atividades são a maior causa de extinção de florestas e de desmatamento de florestas: 70% da Amazônia desmatada é usada como pastagem e os outros 30% para o cultivo de forragem para animais”, diz a campanha da Viva!

Nas palavras de Heather Mills, a criação de animais para abate e laticínios “é hoje uma das maiores ameaças ao nosso planeta”.

Num dos cartazes, a modelo aparece em cima de terra desertificada com a frase “Hey Meaty! You’re making me so hot!” (ei, carnívoro, você está me deixando tão quente!, em tradução livre).

A bem humorada Heather Mills, que não tem uma perna, ainda brinca em outro cartaz, com a frase: “You haven’t got a leg to stand on!” (você não tem uma perna para te sustentar, em tradução livre), que é endereçado a organizações e pessoas que se dizem ambientalistas mas continuam consumindo carne.

 

 Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/


 

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Feliz Natal com PET!

Logo eu, que demorei anos até me render à Internet, para efeitos de Blog, para uso de Orkut, nos últimos meses, me encontro cada vez mais envolvida e encantada com as inúmeras possibilidades existentes na blogsfera.  

Eu tenho falado tanto nas garrafas PET e nos malefícios que elas causam ao Meio Ambiente, recomendando, inclusive que se adote de uma vez a garrafa de vidro, em substituição às nada ecológicas garrafinhas plásticas, cujos fabricantes têm levado o consumidor a erro, uma vez que o consumidor se baseia na premissa – errada – de que Descartável é o mesmo que Reciclável – Engano que vem sendo mantido anos à fio e que agora resulta em milhares, milhões de garrafinhas PET espalhadas nos lixões, nos leitos dos rios, nos oceanos.  Tampinhas de refrigerante engolidas por animais marinhos, o que pode provocar o adoecimento e a morte do animal.

Bem, dia desses, no Orkut, encontrei uma pessoa, que guarda fotos incríveis da imensa criatividade aliada à preocupação que também tem com o Planeta e o destino que os plásticos estão tendo em nossas cidades consumistas. Encontrei as fotos e me apaixonei.

Pedi à ela autorização para divulgar e compartilho com vocês a beleza e delicadeza do trabalho que ela, a Maria Luíza, faz:

Natal com Pet

O Perfil dela no Orkut é: 

http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=17861771101425417901

e,  ela aceita encomendas. Quem não gostaria de ver um desses enfeites no seu prédio ou empresa, mostrando, pelo exemplo, que é possível sim, evitar que esse plástico todo vá parar nos bueiros, rede de esgotos e nos lixões, levando séculos para se decompor?
Espero que essa pequena “mostra” nos inspire a fazer a nossa parte, assim como a Luiza vem fazendo tão bonito, o seu “dever de casa”. Parabéns Luíza e Feliz Natal!
Até a próxima!

Post Relacionado: https://ecoamigos.wordpress.com/2007/10/22/garrafas-pet-ideias-brilhantes/

Globalização… Para alguns

Bangladesh

Países menos desenvolvidos não se beneficiam da globalização

 Esta semana estou triste.  O Ciclone que arrasou Bangladesh, com ventos de até 250 Km/h, me fez refletir sobre um texto que li, há algum tempo, que fala sobre os “Condenados ou Malditos da Terra”, numa referência aos Países mais pobres do Mundo, uma espécie de lista em que é preciso mergulhar fundo na miséria para ingressar nela.  Num mundo globalizado, que corre contra o tempo, tentando prever e deter as mudanças climáticas, que vão afetar de alguma forma a vida de bilhões de pessoas, em todos os continentes, eu hoje me pergunto: É possível indignar-se, tanto e tão definitivamente, com a repetição dessas tragédias anunciadas, a ponto de exigir-se dos países ricos que protejam esses povos, muito depois que os interesses comerciais ali havidos já estarem extintos?  (leia-se colonização e exploração extrativista).

Bangladesh é um País entre rios. Nascido no delta dos rios Ganges e Brahmaputra, depois de anos de colonização inglesa e instabilidades, na partilha política que deu origem ao Bangladesh, os monumentos ficaram na Índia, à exceção de um punhado, espalhado pelo Paquistão. O grande porto de Calcutá, que facilitaria a exportação das poucas produções nacionais – juta, couros e chá – ficou do lado indiano. A língua e, sobretudo, a política e o muro silencioso da religião, com hindus de um lado e muçulmanos do outro, acabaram por dividir muito mais do que fatores geográficos como rios ou cadeias de montanhas. O que sobrou em Bangladesh? Eu diria que sobrou gente.  Um dos países mais populosos do mundo, com mais de 1000 pessoas por km² – é impossível trafegar por mais de 300 metros sem encontrar uma aglomeração de pessoas –  Estima-se 130 milhões de habitantes, podendo ser 150 milhões. Uma população quase igual à do nosso País, no espaço de 144.000 Km². Para se ter idéia, caberiam aproximadamente 59 Bangladesh’s dentro do Brasil.

“Enquanto alguns países se integram e prosperam, outros ficam mais marginalizados e isolados”, alertou a diretora do escritório da ONU para os países menos desenvolvidos, os países em desenvolvimento sem litoral e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, Harriet Schmidt.   

Esta é a triste realidade dos Países Menos Desenvolvidos. “Enquanto a globalização permitiu, nos últimos 30 anos, ampliar o comércio, aumentar o rendimento econômico e criar uma riqueza global sem igual, os LDC não conseguiram se beneficiar dela”  De acordo com critérios estabelecidos pela ONU, 50 países figuram na categoria de LDC – Least Developed Countries –  países menos desenvolvidos –  25 a mais do que em 1971.  A maioria está na África, mas também constam do relatório nações de Ásia, Oceania e Caribe (apenas o Haiti). A lista inclui Afeganistão, Bangladesh, Eritréia, Etiópia, Gâmbia, Sudão e Mauritânia. Estes países concentram 12% da população mundial e menos de 2% do investimento global direto – a maioria nos setores de hidrocarbonetos e mineração. A situação é ainda mais alarmante no âmbito comercial. A participação dos LDC nas exportações mundiais caiu de 3%, nos anos 50, para 0,7%, na presente década, enquanto que em matéria agrícola essa redução foi de 3,3% para 1,5%, entre os anos 70 e 90.  

Fatores “domésticos” são apontados como responsáveis por impedir que os LDC tirem proveito da globalização, entre eles o analfabetismo, a deficiência ou falta de infra-estrutura, explosão urbana e a desertificação.  

O ex-presidente tanzaniano Benjamin Mkapa acredita que a globalização, regida por instituições fundadas pelos vencedores da Segunda Guerra Mundial, teve como objeto e resultado “reforçar a dominação econômica e geopolítica do Norte e preservar seus interesses“. “Eu fiquei menos convencido de que a comunidade internacional, em particular o mundo rico industrializado, seja séria e decidida a cumprir suas promessas (…) de apoiar o desenvolvimento das populações mais pobres da humanidade”, criticou. Sua constatação encontra eco nas declarações do turco Kemal Dervis, à frente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). “Os avanços foram muito fracos, se não nulos”, avaliou. “É frustrante ver aqueles que exaltam o livre-comércio e o mercado liberal tomarem, às vezes, as medidas mais radicalmente protecionistas que bloqueiam completamente todas as oportunidades para os países em desenvolvimento”. De acordo com a presidente da Assembléia-Geral da ONU, Sheikha Haya Rashed Al Khalifa, em referência aos Objetivos do Milênio estabelecidos pelas Nações Unidas em 2000 para combater a fome e a pobreza e àqueles fixados para estes países para o decênio 2001-2010, “os LDCs têm poucas chances de atingir nas datas previstas seus objetivos de desenvolvimento internacional”.

A lista dos países menos desenvolvidos, com menores chances de desenvolvimento, são, em sua maioria, aqueles mesmos países espoliados no passado por colonizadores, hoje chamados, Países desenvolvidos.   

Alguém tem alguma idéia sobre  quem deve ajudar os LDCs à sobreviver, além das migalhas atiradas por eficientes helicópteros, em ajuda “humanitária”?   

Minhas preces e indignação por Bangladesh e mais 49 LDCs, cujo destino parece ser o sofrimento, enquanto o nosso parece ser a indiferença.

 familia.jpgCláudia Costa

De abelhas e Esperanças

     Abelhas Jata�Eu li em diversos lugares que as Abelhas estão desaparecendo de alguns cantos do Planeta. Isso me assustou. Porque junto dessas informações, vinha a sombria afirmação atribuída à Einstein, de que “quando as abelhas desaparecessem do cenário humano, a nossa espécie teria apenas mais quatro anos de sobrevivência”. Os cientistas começaram a buscar respostas e apareceram mil e uma teses, das mais críveis às mais bizarras e nenhuma, até o momento, parece haver respondido completamente à pergunta. Onde estão indo parar as abelhas?

Pus minhas barbas de molho e volta e meia procuro consultar matérias sobre o “sumiço das abelhas” para ver se os cientistas já conseguiram encontrar alguma resposta.

Há alguns dias atrás encontrei abelhas… no quintal de minha casa! Uma colmeiazinha minúscula, abelhas filhotes, pequeninas, esvoaçando sem muita organização e eu logo me lembrei do assunto e pensei: Ora, ora, então, pelo menos aqui no Brasil, as abelhas ainda andam a fazer suas colmeias! E achei que isso poderia ser interessante para algum pesquisador, afinal, por aqui, há rumores de sumiço das “apis melliferas” (abelhas produtoras de mel) . Para onde ligar? Quem se interessaria por abelhas no Brasil?

Pensei, pensei e resolvi ligar para a Universidade Rural do Rio de Janeiro, uma conceituada e respeitada Universidade que forma biólogos, veterinários. Alguém ali haveria de se interessar por Abelhas! Lá descobri, depois de ligar insistentemente, que há pessoas interessadas em abelhas. Mas essas pessoas não possuem as roupas adequadas para a manipulação segura, nem tampouco transporte para deslocar-se até fora do bairro de Itaguaí, onde fica a referida Universidade.

Me informaram também, que é precária a estrutura para pesquisas e que eu deveria pagar a um estagiário para que ele viesse até minha casa, remover sem matar, as abelhas e sua colmeia. Argumentei que as abelhas estavam desaparecendo no mundo, daí minha preocupação em mantê-las vivas e seguras em alguma floresta ou sítio, mas não obtive sucesso. A pessoa que me atendeu disse que já “doa” parte de seu salário para o Governo, comprando à própria custa, material para que os alunos possam manter suas pesquisas e que não poderia fazer mais esse sacrifício. Disse que sentia muito mesmo, mas que eu deveria procurar a Defesa Civil ou os Bombeiros.

Por estes fui informada de que há uma Lei que proíbe matar abelhas, já que elas estão ameaçadas de extinção. Mas eu não queria MATAR ABELHAS. Eu justamente queria removê-las em segurança, argumentei. Pior ainda! foi o que me respondeu o funcionário da Defesa Civil (onde é que já CIVIL?) Se eu não queria a morte das abelhas não deveria estar ligando para lá e sim para um apicultor. Disse que eu deveria ligar para os Bombeiro que eles, sim, deveriam ter o telefone de algum apicultor.

As abelhas ficaram e ficaram também algumas perguntas difíceis de calar.

Fala-se em Aquecimento Global e em Mitigação dos Impactos negativos que aquele certamente causará. Fala-se em elevação dos oceanos, em períodos de estiagem e seca e no aumento do desequilíbrio biológico, por conta do desmatamento, algumas espécies predadoras de outras, acabam morrendo e algumas crescem descontroladamente, causando doenças e problemas para as sociedades urbanizadas. A pergunta que não quer calar é: Se nossas Secretarias de Meio Ambiente, nossas Defesas Civis, Nossos Ministérios, não estão preparados para capacitação de pessoal para remover colmeias em segurança, se as roupas especiais, necessárias ao manejo de abelhas, na Universidade Rural estão RASGADAS, impossibilitando o atendimento fora dos muros da Universidade… Para quem vamos apelar se algo sério de verdade acontecer? E para quando será isso? Quando é que vamos parar de falar em Meio Ambiente e Aquecimento Global e vamos realmente começar a agir preventivamente, capacitando, preparando, construindo, reflorestando, reequilibrando o Meio Ambiente? Depois da Copa de 2014?

Nunca se falou tanto em Proteção Ambiental, defesa das espécies, porém eu temo que seja em grande parte, a mesma falácia que sempre permeou as ações de governos em nosso País que só agem quando o “leite” já está derramado.

A Esperança é que, as abelhas não estejam desaparecendo, mas sim, se mudando, para longe dos pesticidas, dos agrotóxicos, das torres de telefonia celular e se for esse o caso, elas podem ficar com o meu quintal.

O Homem terá que aprender que não se pode comer dinheiro, nem votos.

Deixo um vídeo colhido no Youtube, postado por um amante de melliferas, benéficas, fantásticas Abelhas!

Conheçam, mostrem aos seus filhos e amem, antes que elas acabem.

Está mais do que na hora de pararmos com as respostas simplistas aos nossos filhos. Abelha não “serve apenas” para fazer mel e produzir cera!

Abelhas – Polinizadora de mais de 90 espécies de frutas, carrega a floresta nas patas, em seu vôo, vai espalhando as sementes e o pólen, de flor em flor, fazendo a fecundação entre flor macho e fêmea. Mas isso, já é outra história. Sem alarmismos, deixe as abelhas viverem, em paz, pelo bem do Planeta. Pelo nosso bem. Vejam o vídeo e aprendam um pouquinho mais sobre as nossas melhores amigas. Abelhas.

Para quem quer saber mais, visite o site da EMBRAPA

http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mel/SPMel/racas.htm

Ps: Hoje, dia 24 de novembro, depois de muito pesquisar, descobri que as abelhas que estão morando no meu quintal, são da espécie Jataí, abelhas brasileiras, inofensivas, com um ferrão atrofiado e que, se Deus quiser, vão continuar vivendo em paz, com minhas flores, frutos e os passarinhos.

 

Veja também “Entendendo a importância das Abelhas”

Setor de Transportes vai tentar reduzir emissão de poluentes

Programa ambiental do setor de Transportes busca contribuir para redução das emissões de CO2

Mônica Pinto / AmbienteBrasil

No Brasil, o setor de transporte é o segundo maior emissor de CO2, com 9% do total, montante liderado pelas queimadas e pelo desmatamento, que respondem por 75% das emissões de gases causadores de efeito estufa. No âmbito do transporte, o principal emissor de CO2 (com 88% do total) é o modal rodoviário.Estes dados são da Confederação Nacional do Transporte – CNT – que, com base neles, investiu em um programa meritório, batizado de Despoluir. “O aquecimento global deixou de ser apenas uma ameaça e hoje é uma realidade que torna necessária a imediata mobilização de todos, indivíduos, comunidades, nações, governos, entidades e empresas, inclusive do setor de transporte, para minimizar as graves mudanças climáticas em curso”, disse a AmbienteBrasil a coordenadora de Projetos Especiais da CNT, engenheira Marilei Menezes.

O programa envolve seis projetos. O primeiro, já em andamento, é o de Redução da Emissão de Poluentes pelos Veículos, que compreende, entre outras ações, o equipamento de unidades móveis e postos fixos de inspeção veicular voltadas para o atendimento de empresas de transporte e autônomos. Essas unidades já foram enviadas às federações de transportadores dos 27 estados do país.

Nesses locais, as empresas e os caminhoneiros autônomos são estimulados a submeterem seus veículos à aferição do opacímetro, um instrumento portátil utilizado para medição da quantidade de material particulado (fumaça preta) emitido por veículos a diesel.

O equipamento é montado no escapamento do veículo, para medição de fumaça através da absorção da luz. O procedimento transcorre conforme os padrões estabelecidos pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), criado pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) por meio de resoluções que estabelecem diretrizes, prazos e padrões legais de emissão admissíveis para as diferentes categorias de veículos automotores, nacionais e importados.

“Com a aferição dos veículos, consegue-se reduzir a contaminação atmosférica, através da busca dos limites máximos de emissão”, explica Marilei. Além disso, segundo ela, o método fornece um bom indicativo do estado de manutenção do conjunto do motor, bomba e bicos injetores, regulagem do ponto de injeção e filtros de ar e combustível.

Ela informa que a adesão das empresas tem sido bastante satisfatória, sobretudo porque a estratégia funciona agregada ao Projeto de Aprimoramento da Gestão Ambiental nas Empresas, Garagens e Terminais de Transporte, que começa a valorizar a gestão ambiental em todo o setor, incentivando ações de certificação, regulação e capacitação ambiental.

Parte dessa meta é cumprida por meio dos projetos Caminhoneiro Amigo do Meio Ambiente, Taxista Amigo do Meio Ambiente e Trabalhador em Transporte Amigo do Meio Ambiente, cujo objetivo é fazer, destes três públicos específicos, através da educação ambiental, disseminadores de boas práticas.

Essa saudável consciência em prol do desenvolvimento sustentável ganha especial significado quando se observa seu potencial alcance – a CNT engloba 31 federações, 348 sindicatos e 32 associações; um universo que compreende 146 mil empresas, 733 mil autônomos e 2,5 milhões de trabalhadores, que juntos geram cerca de 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Biocombustíveis

Segundo Marilei, a CNT tem procurado acompanhar a disponibilidade de energias mais limpas, avaliando a garantia de abastecimento, de que as indústrias terão plena capacidade de processamento e de que haverá logística para a distribuição dos novos combustíveis.

“Com a devida cautela, a CNT está incentivando o uso de biocombustíveis e outros combustíveis menos poluentes, pelos transportadores, de maneira que possamos forçar a ampliação da cadeia de produção e distribuição dessas energias mais limpas”, diz ela.

O objetivo do segundo projeto do Despoluir – Incentivo ao Uso de Energia Limpa pelo Setor Transportador – é justamente mostrar as vantagens econômicas, sociais, ambientais e, sobretudo, as operacionais do uso de combustíveis alternativos.

As empresas e os caminhoneiros autônomos interessados podem ter seus veículos aferidos gratuitamente. Para maiores informações, devem entrar em contato com a CNT pelo e-mail despoluir@cnt.org.br ou pelo telefone 0800-7282891.

Notícias de Arrepiar …

Murilo Alves Pereira
Agência FAPESP
25/10/2007

Manchetes sensacionalistas sobre o aquecimento global chamam a atenção das pessoas para o tema, mas provocam arrepio na comunidade científica.

Catastrofismo

“O catastrofismo feito pela mídia é preocupante, pois tira a esperança das pessoas. Para que vão se preocupar em fazer algo se o futuro já é incerto?”, disse José Antonio Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O meteorologista foi um dos debatedores da conferência “Mudanças Climáticas” durante o 2º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado em Porto Alegre.

Cobertura irregular

Segundo Marengo, a cobertura da imprensa brasileira sobre o aquecimento global tem ocorrido de forma cíclica, nos últimos tempos acompanhando especialmente a divulgação dos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) – que dividiu com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore o Prêmio Nobel da Paz de 2007.

“As reportagens vêm em pulsos. Quando houve o furacão Katrina foram três dias falando sobre isso, depois parou”, disse à Agência FAPESP, sugerindo que a imprensa mantenha um fluxo contínuo de informações sobre o tema.

Equívocos conceituais

O pesquisador criticou a forma como alguns veículos de comunicação chamaram a atenção para o aquecimento global, apelando para imagens como a de um urso polar perdido em um pequeno bloco de gelo. “O Brasil, por exemplo, tem outras representações para os dilemas tropicais, como as hipóteses da ?savanização? da Amazônia ou da desertificação do semi-árido nordestino”, afirmou.

Os equívocos conceituais de muitas matérias também foram alvos de críticas. Segundo o glaciólogo Jefferson Cárdia Simões, professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a mídia confunde termos distintos como aquecimento global, mudanças climáticas, efeito estufa e camada de ozônio.

Derretimento das calotas polares

“Ainda leio na imprensa que o derretimento da calota polar vai aumentar o nível no mar”, disse. Segundo ele, a mídia não distingue diferenças entre o gelo da Antártica e do Ártico – o ‘manto de gelo?, formado pelo acúmulo da neve precipitada no continente antártico é diferente do mar congelado comum ao ártico.

O aumento do nível do mar só ocorreria se as grandes geleiras da Antártica e da Groenlândia derretessem, mas o gelo marítimo do pólo Norte não contribui para isso. “É um conceito simples de física. Pelo princípio de Arquimedes, o gelo em suspensão no líquido, se derreter, não elevará o nível da água”, destacou.

Gelo no topo das montanhas

Por outro lado, a Antártica representa apenas 0,08% do gelo que está derretendo no mundo – a maior parte da perda de gelo ocorre no topo das montanhas. “A visão que impera é que o derretimento das calotas polares vai elevar o nível do mar. Os números são absurdos e chegam a 70 metros, que representa a elevação do nível se todo o gelo do mundo derretesse, mas isso jamais ocorreu na história da Terra”, disse.

Para Simões, falta aos jornalistas conhecimento sobre como ocorre o “fazer científico”. A imprensa também não diferenciaria publicações avaliadas por pares daquelas que representam “opiniões pessoais”. “É preciso pesar as fontes quando for dado espaço para esse ou aquele cientista”, afirmou.

A ciência não é perfeita

Mas a ciência não é perfeita e nem pode ser apresentada como tal, apontou o glaciólogo em tom de mea-culpa. “O IPCC faz previsões e é arriscado tratá-las como verdades absolutas. Se essas previsões não ocorrerem, o público pode deixar de acreditar na ciência”, disse.

De acordo com os presentes na conferência na capital gaúcha a comunidade científica entende quais são as dificuldades da imprensa nas matérias sobre o aquecimento global. Segundo o jornalista Ulisses Almeida Nenê, do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul, os pesquisadores deveriam usar sua experiência de modo a facilitar a comunicação com a imprensa, utilizando uma linguagem mais acessível.

“Os cientistas se preocupam com a própria pesquisa, mas não pensam em como ajudar a imprensa na divulgação desses estudos”, disse. Surge, então, um grande desafio para os jornalistas: despertar o interesse na população sobre questões ambientais e divulgar as pesquisas com precisão.

Banalização do aquecimento global

Segundo Almeida Nenê, a saturação de matérias sobre o aquecimento global na imprensa nos últimos meses pode provocar a banalização do tema, como ocorreu com a questão da violência. Para justificar a continuidade do tema na mídia, é preciso buscar aspectos voltados à realidade local ou a pesquisas específicas e ainda não cobertas pela mídia.

“Hoje, o interesse pela questão ambiental tem muito fogo de palha. Há pouco compromisso dos atores. As empresas de mídia deveriam se engajar de verdade”, disse. Para ele, a união entre jornalistas e cientistas melhoraria a comunicação da ciência na mídia. 
 

Sucata que vira brinquedo, Recicloteca e Outras Idéias Legais

Descobri essa semana, que muito se pesquisa em busca dos brinquedos feitos à partir de PET e de outros materiais recicláveis. Resolvi reunir aqui, um pouco do que eu descobri, com direito até à passo a passo dos brinquedos, para ninguém dizer que não teve infância ou que não fez a infância feliz de uma criança, por falta de idéias.

É bom que o adulto saiba que o que preenche a infância com os ingredientes necessários para torná-lo um adulto feliz e equilibrado, passa longe das opções caras ou importadas. Criança não gosta de brinquedo caro. Criança gosta de brinquedo. Criança gosta de brincar. Quem não se lembra de uma infância perfeita, passada no quintal, entre árvores, arco e flecha, feito de galhos finos de árvores ou de bambús?    A mídia, que estimula a criança a pensar que o brinquedo caro o fará mais feliz, deveria ser severamente fiscalizada, assim como os comerciais que associam um carro novo à poder, felicidade e sucesso e que nos tornam adultos infelizes, desfilando com seus carros possantes numa cidade repleta de buracos, engarrafamentos quilomêtricos e muita, muita poluição.  Hoje, que é feriado nacional, tire o dia para construir um brinquedo junto com seu filho. Não espere o dia das crianças ou o Natal chegar. Faça hoje mesmo: Umas caixinhas de Leite Longa Vida, umas tampinhas de refrigerante, um pouco de cola e você verá, na sua frente, a transformação de crianças apáticas, viciadas em desenhos e vídeo-games, em crianças sorridentes, cheias de imaginação e Alegria!

Deixo, abaixo relacionados, os links dos sites que encontrei e que ensinam a fazer, fácil, fácil, um brinquedo novinho, a partir do …. Lixo(?) Vamos brincar de ser criança? Tesouras e imaginação à obra!                               Clique!

Clic Filhos

Recicloteca

Algumas receitas de brinquedos, bastante simples, retiradas do site:

http://www.brinquedotecavirtual.unopar.br/#

Chocalho de lata de alumínio

Você vai precisar:

01 lata de alumínio
Semente de feijão, milho, arroz ou pedrinhas
Fita adesiva

Modo de fazer:

Você pode enfeitar seu chocalho com figuras que você imprime e cola. Ou pode pintar sua lata com tinta plástica.
Encha sua lata com a semente que você tiver ou pedrinhas.
Cada semente fará um barulho diferente e você pode fazer vários chocalhos conseguir diversos sons.
Vede o buraco da latinha com fita adesiva e cole uma figura por cima para dar um acabamento legal.

Flauta de Papelão

Você vai precisar:
01 tubo grande de papelão – use o tubo vazio de papel alumínio ou tubo de filme de PVC aqueles de embrulhar comida.
Um pedaço de papel vegetal
Elástico ou fita adesiva

Modo de fazer:

Fure o tubo com lápis ou recorte os furos, mas cuidado: se for usar alguma coisa que corte, peça ajuda para um adulto, ok?
Prenda o pedaço de papel vegetal em uma das extremidades com elástico ou fita adesiva.
Toque a flauta soprando pelo lado que ficou aberto e fechando e abrindo os furos com os dedos

Violão de Caixa de Sapatos

Você vai precisar:
01 caixa de sapatos
06 elásticos
Fita adesiva

Modo de fazer:
Recorte uma abertura na tampa da caixa de sapatos.
Prenda a tampa com fita adesiva.
Coloque os 06 elásticos no centro da caixa, sobre o buraco, conforme a figura acima e divirta-se!

Não deixe de visitar o Site Toys from Trash (brinquedos de lixo)! O site está em inglês, mas os passo a passo, ilustrados são, na maior parte das vezes, muito simples de intuir e compreender.  Resgate o menino que existe em você e estimule seus filhos nessa viagem de resgate à infância com sustentabilidade.

TOYS FROM TRASH

Vassoura de Garrafa PETE o site Setor Reciclagem também tem inúmeras idéias e passo a passo para se construir à partir do descartável. Destaque para a vassoura feita de garrafas PET, além de muitas outras idéias legais.

Provavelmente, seus filhos vão esquecer aquele brinquedo caríssimo que você comprou, no Natal de 2003, mas com certeza vão lembrar para sempre dos dias em que você, junto com eles, sentado na sala, construiu um brinquedo de papelão, ou um bichinho do Chuchu meio murcho esquecido na gaveta da geladeira.  E no final, é isso que conta.

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