Créditos de Carbono – Índios suruí apostam no mercado de carbono para conservar sua terra em Roraima

Índios da etnia suruí, em Rondônia, começam a investir na venda de créditos de carbono. Eles utilizam a internet para divulgar o trabalho de preservação de sua reserva.

De qualquer parte do planeta é possível ver a terra indígena Sete de Setembro, que pertence ao povo suruí e fica na divisa entre Rondônia e Mato Grosso.
Técnicos do Google reproduziram no computador tudo que tem na floresta. Pela internet, o usuário pode fazer um tour pelas árvores e ver o que os suruís estão fazendo.

Enquanto caminha no meio da floresta, o índio carrega na mão um celular com sistema localizador GPS. Seis aparelhos foram doados no ano passado para o projeto. Com outra ferramenta, os índios da etnia suruí fazem o levantamento da biomassa.

“Avanço bastante nosso trabalho relativo à biomassa. A tecnologia está ajudando bastante ao trabalho relativo ao campo. A gente pensou que ia levar mais tempo”, diz Naraymi Suruí, coordenador do projeto.

Ao mostrar a floresta para o mundo os índios podem divulgar o que estão fazendo para conservar a área. Com isso, será possível vender créditos de carbono para financiar projetos sociais e ambientais nas aldeias.

Simplificadamente, o crédito de carbono é uma compensação em dinheiro paga por empresas de qualquer parte do mundo que emitem carbono na atmosfera para uma pessoa ou grupo de alguma forma conservar a natureza.

O Projeto Carbono Suruí utiliza duas formas de compensação: o seqüestro de carbono propriamente dito, por reflorestamento, e o desmatamento evitado e conservação de estoques de carbono através da redução do desmatamento e degradação florestal.

Os recursos recebidos vão para o Fundo Carbono Suruí. Técnicos do Idesam, o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, acompanham o processo.

“Eles aprenderam muito rápido. Pegaram muito rápido a forma de utilizar o aparelho”, explicou Heberton Barros, engenheiro florestal do Idesam.

O projeto começou a ser desenvolvido em 2007, com o reflorestamento. A criação do fundo indígena pode ser mais um passo para ajudar os suruís a conservar a região em que vivem.

Vejam o vídeo sobre a Tribo Suruí, no Youtube:

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Ponto para São Paulo – Menos óleo vai para o ralo…

A reciclagem de óleo de cozinha em Cerqueira César, bairro central de São Paulo, baixou em 26% o número de casos de entupimento na rede de esgoto da região entre 2008 e 2009.
Iniciado há três anos, o programa de reaproveitamento tem a adesão de 1.500 dos 1.600 prédios do bairro.

Nesse projeto, os prédios recolhem os restos da fritura nas casas e entregam o material para reciclagem.

Segundo a Sabesp, os pedidos para desobstrução de dutos caíram de 727 para 539.

Além disso, sem tanta gordura descendo pelos ralos, a tubulação de esgoto do próprio prédio fica mais limpa.

O custo geral de um condomínio com serviços de desentupimento chega a cair 50%, estimam as organizações que coletam o óleo.

Waltemir Munhoz, síndico de um prédio na alameda Franca, usa o ganho individual para incentivar a participação na reciclagem.

“Quem faz a reciclagem não tem mais problemas com entupimento de pias.” Ele cita ainda o ganho ambiental: “O óleo, quando vai para a rede, acaba servindo de alimento para ratos e baratas”.

Célia Marcondes, presidente da Associação de Moradores de Cerqueira César, relata que os zeladores do prédio estão felizes. “Eles dizem que o problema deles, de desentupir a pia das madames, acabou.”

Marcondes liderou, em 2007, o programa de reciclagem intensiva no bairro, que depois ganhou a adesão da Sabesp e da prefeitura. Mais  tarde, ela criou a associação Ecóleo para divulgar o projeto para outras cidades.

“Em muitos lugares, essa é uma oportunidade para que postos de trabalho possam ser abertos”, diz. “Existem pessoas que coletam milhares de litros de óleo porta a porta e depois revendem.”

Hoje, o litro, em São Paulo, é vendido a cerca de R$ 0,90.

Asfixia de peixes
O dano ambiental do óleo ocorre porque muitas pessoas tentam fugir do problema do entupimento. Elas jogam o óleo em vasilhames na rede de água da chuva ou diretamente na terra. Todo o resíduo vai parar em lagos, represas, rios e mares.

“O impacto do óleo no tratamento da água potável é nenhum. Mas, no ambiente, ele pode poluir e matar uma série de organismos”, diz Marcelo Morgado, assessor de meio ambiente da presidência da Sabesp.

Segundo o dirigente, apesar da exigência da lei, muitos prédios e casas de São Paulo não têm a caixa de gordura, instalação que evita que o óleo jogado fora chegue à rede da companhia.

Clique aqui para ter acesso a endereços de entrega de óleo de cozinha saturado.

fonte: www.folha.com.br

Costumo dizer que em São Paulo é que as coisas acontecem primeiro. A Secretaria de Meio Ambiente em parceria com o Governo do Estado lançou  um site chamado E-LIXO onde você digita o cep, informa o tipo de resíduo que deseja descartar e é exibido no mapa os postos de coleta. Claro que testei alguns ítens e devo dizer que para as baterias de celular e lâmpadas fluorescentes, não encontrei nenhum lugar de coleta. Mas já é uma iniciativa. Resta divulgar e sugerir às empresas que fazem reciclagem de componentes eletrônicos que se cadastrem nos sites das Secretarias de Meio Ambiente de todos os estados no Brasil, para que, cada vez menos óleo e lixo eletrônico vá parar no solo, nos rios e nos oceanos.  Paulistanos, podem conferir. E cobrar.

Cláudia Costa

FAÇA E ACONTEÇA

Toda vez que recebo um elogio ou incentivo pelos meus textos do Orkut, me vem à mente aquela cena do nadador Thiago nos Jogos Panamericanos do Rio (ou foi  nas últimas Olimpíadas ?), com a sua mãe gritando nas arquibancadas: “Vai Thiago !”. É claro que o meu esforço nem se compara ao dele: primeiro, que não disputo nenhuma competição; e segundo, que a minha atuação está mais para a tranqüilidade de um artesão ao confeccionar um cesto de palha, do que a pressa do Thiago na piscina ou a do Felipe Massa na Fórmula 1.

 

Entre as manifestações de apoio dos orkutianos, hoje, uma me deixou comovido. Um amigo de uma comunidade, revelou-me que gostaria de fazer algo, concretamente, pelo meio ambiente. Foi um dos poucos que parece ter deixado a passividade de lado e demonstrou (pelo menos) vontade de participar (com seu esforço), de alguma coisa que ajudasse a natureza em seu calvário diário pelas agressões dos homens. Esse enfecho poético foi meu.

 

Há poucos dias, também, uma amiga que se diz favelada e mora na periferia de uma cidade no interior de São Paulo, disse-me que gostaria de fazer algo pela sua comunidade (não virtual, mas a real), tipo organizar uma cooperativa de catadores para a coleta seletiva de lixo, mas nem sabia por onde começar. Quando lhe passei umas dicas, ela ficou radiante e me agradeceu de coração.

 

Com esses dois fatos pitorescos, parei para pensar, ou melhor, para filosofar. Os nossos arquivos mentais já devem estar lotados de tantas fichas com soluções para as mazelas que os indivíduos impõem à natureza diariamente, seja com os seus resíduos como pela sua insensibilidade ecológica. O meu tópico (no Orkut)  “O ABC da Gestão Ambiental” deve ter contribuído um pouco para os seus arquivos, modéstia à parte. O que nos falta, pois, para agirmos ?

 

Aí entra o título deste post, tomado emprestado de uma campanha publicitária nos jornais e na TV incentivando o empreendedorismo: “Faça e Aconteça”, ou seja, “Vamos botar pra quebrar!” (no bom sentido). Por que não “botamos pra quebrar”, num mutirão cívico em prol da natureza ? Essa ação nada teria de “romântica” ou “Donquixotesca”, já que estaríamos com ela, apenas, preparando o terreno para nossos filhos e netos pisarem. E, de quebra, aliviando o nosso bolso, a parte mais sensível do corpo humano.

 

Neste ponto, outra lembrança me assola. No Globo Rural de domingo passado, na TV, eu soube que a água bebida pelos nova-iorquinos é excelente, mas não é tratada (como acontece na quase totalidade das cidades do mundo), mas “preservada” na zona rural, onde estão suas nascentes, graças ao pagamento por serviços ambientais – PSA, tema de um dos últimos blocos do meu ABC.

 

VOCÊ SABE O QUE QUER ?

 

O principal motivo que impede a maioria das pessoas de conseguir o que quer é não saber o que quer.

(“O segredo da mente milionária”, T.Harv, ed. Sextante, RJ, 2006)

 

À pág.93, o autor revela que nos cursos que promove, quase todos os participantes querem saber a mesma coisa: “O que fazer se as pessoas do meu convívio íntimo não estão interessadas no crescimento pessoal e até me criticam porque eu estou ?”. A resposta é a seguinte: primeiro, não perca tempo tentando mudar pessoas negativas. Não é sua obrigação. O seu dever é usar o que aprendeu para melhorar a si mesmo e a sua vida (o grifo é nosso). Seja o exemplo, seja bem-sucedido, seja feliz e, quem sabe, as pessoas vejam a luz (em você) e queiram um pouco dela para si próprias (foi isso que senti na mensagem do amigo de que lhe falei, aqui no Orkut). Repito (diz o autor), a energia é contagiosa. A escuridão se dissipa na luz. As pessoas têm que se esforçar para se manter “escuras” quando há luz à sua volta. A sua tarefa é apenas ser o melhor que puder (mais uma vez, grifei e negritei este ensinamento exemplar). Se lhe perguntarem o seu segredo, conte.

 

ALGUMAS DICAS PARA AGIR

 

Aproveito o “embalo” da leitura recente desse livro, para reproduzir as etapas que, segundo o autor, são necessárias para o indivíduo sair da inércia e partir para a ação.

1 – O condicionamento do seu SUBCONSCIENTE determina o seu pensamento.

2 – O seu PENSAMENTO determina as suas decisões.

3 – As suas DECISÕES determinam as suas ações.

4 – E finalmente, as suas AÇÕES determinam os seus resultados.

(Observe a sequência: pensamento – decisões – ações – resultados).

 

No lugar do subconsciente, eu colocaria duas coisas: PATRIOTISMO e CONHECIMENTO TÉCNICO; e substituiria pensamento por CONSCIENTIZAÇÃO. Pronto ! Aí está a receita para você, amigo, a partir do ABC (e dos arquivos mentais de que já dispunha antes dele), e PARTIR PARA A AÇÃO ! Mas não esqueça (mais uma tirada do autor do livro aí de cima):

Nada tem significado, exceto aquele que nós mesmos atribuímos às coisas.

 

Sem querer me “promover” de Ambientalista de Carteirinha a Guru de auto-ajuda, permita-me reproduzir um último parágrafo do livro “Os segredos da mente milionária”:

 

Se você tem um grande problema, isso quer dizer apenas que está sendo uma pessoa pequena. Não se deixe enganar pelas aparências. O seu mundo exterior é um simples reflexo do seu mundo interior. Caso queira fazer uma mudança permanente, redirecione o foco: do tamanho dos seus problemas para o tamanho da sua pessoa. (pág. 103)

 

PEGUE SUA ARMA E ATINJA A BOP

 

Calma! Não estou pregando uma revolução, pelo menos como você pode ter imaginado, lembrando talvez, de cenas do BOPE (com “e” no final) invadindo favelas, no filme “Tropa de Elite”. Sua ARMA é o conhecimento e “atingir a BOP” significa: chegar à base da pirâmide (Base of Pyramid = BOP, em inglês), ou à população mais pobre.

 

É onde a atenção está que a energia flui e o resultado aparece.

(ainda respingos filosóficos “daquele livro…”)

Comprovei esta máxima no meu “O ABC da Gestão Ambiental”. Embora muitos o achem prolixo e enfadonho (já fui criticado por isso, acredite), como taurino que sou (“cabeçudo”, em linguagem vulgar), não tenho dado trela para as críticas e dou o melhor que posso. Agora que estou nas letras finais do abecedário ambiental, o resultado do meu esforço começa a aparecer e mais pessoas se solidarizam comigo e “querem fazer algo, também, pelo meio ambiente”. Veja mais um “adepto” ou SEGUIDOR, na minha página de recados do dia 23/10/08.

 

As pessoas ricas aprendem e se aprimoram o tempo todo. As pessoas de mentalidade pobre acreditam que já sabem tudo.

Dito de outra forma: se você não estiver aprendendo continuamente, será deixado para trás. E para terminar: conhecimento é poder. E poder é capacidade de agir.

Como você sabe que sabe alguma coisa ? É simples. Se você a vivencia, você sabe sobre ela. Do contrário, ouviu falar, leu sobre ou comentou a respeito, mas não sabe (pág. 164 do…você sabe).

Como ex-Professor universitário, “estou careca de saber disso”. Depois de expor uma lição aos meus alunos, perguntava: “entenderam ?”. A resposta era SIM. Aí eu chegava perto de um e dizia: “então me mostre como se faz”.

 

A marca da verdadeira riqueza é determinada por quanto a pessoa é capaz de dar.

Essa é fácil de entender e é superada, de longe, pela famosa oração de São Francisco: é dando que se recebe. Qualquer Professor sabe disso: sempre aprende com seus alunos.

 

Quando incito os amigos do Orkut a agirem, muitos dizem que não sabem “o suficiente”. Aqui com os meus botões, acho que é uma baita falta de patriotismo. O POUCO que você sabe, já seria MUITO para quem NADA sabe. Depois que li, décadas atrás, que um Engenheiro Agrônomo de Minas ganhou um prêmio nacional ao bolar um clorador portátil com garrafa de água sanitária com areia e cloro, e que acabou com a disenteria de uma cidadezinha inteira que bebia água de poço, é que me dei conta do alcance de uma informação técnica e sua difusão. Ele “deu” sua idéia e “recebeu” um prêmio nacional.

 

OBJETIVO DESTE TÓPICO

 

Mas vamos deixar de bla-bla-blá e dizer logo o que espero deste tópico. Nunca insisti em pedir a colaboração dos amigos nos tópicos que escrevo mas, neste, ela é fundamental. Espero discutir alternativas tecnológicas simples e de grande alcance (lembre-se do clorador-portátil-para-poço).

 

Vou dar um exemplo. O Globo de quinta-feira, 23/10/08, à pág. 14, publica uma reportagem de página inteira de Túlio Brandão sob o título Valões Oficiais. Trata-se de uma modalidade de estação de tratamento de esgoto – ETE chamada de “ETE com captação de tempo seco” (pois não funciona durante as chuvas) e “Estações de tratamento de rio” (todo o volume do rio é tratado através de um sistema de flutuação), a serem implantadas em áreas carentes do Rio de Janeiro. A justificativa é que, nas favelas é caro e difícil fazer as ligações domiciliares convencionais (rede de esgotos), que levam os efluentes até a ETE. É bom que se diga (e o jornal deixa isso bem claro num sub-título): Especialistas criticam as tecnologias. Bem, agora que você tem uma pálida idéia do que se trata (eu também), voltemos à “vaca fria”.

 

Quando ainda lecionava na UFRRJ, visitei à convite, a experiência piloto de um Professor de origem alemã da UFF, numa favela de Niterói-RJ. Junto com seus alunos, ele preparou uma casa para efeito-demonstração: captava água da chuva para consumo, no telhado e implantou uma fossa (criada na Alemanha e feita em fibra de vidro, mas relativamente barata) que fazia simplesmente o seguinte: além das fezes, reunia o lixo da residência e, como era inclinada e a casa estava numa encosta, abaixo do piso saía “adubo”, ou seja, composto orgânico. Em resumo: com uma simples calha+tambor+fossa, resolvia os principais problemas sanitários de uma residência: água, esgoto e lixo e, de lucro, DAVA o adubo e RETIRAVA a água que, se não fosse captada, desceria o morro para erodir a favela. Lembre-se de que 29% da população brasileira vive em favelas.

 

Não estou insinuando que a Caixa Econômica e a Petrobrás (com a dinheirama do PAC e do Pré-sal) financiassem uma fábrica de fossa-adubo (se bem que seria uma boa!) mas, no caso da ÁGUA, p.ex., se os moradores das favelas e os da BOP captassem água da chuva, as colocasse em garrafas PET com 2 a 4 gotinhas de água sanitária (as de 1 litro teriam 2 e as de 2 e 2,5 litros, 4 gotinhas) e, depois, ou invés disso (puro preconceito contra a água sanitária, imagino), as colocassem sob o sol direto durante 4 a 6 horas (isso foi comprovado cientificamente), resolveriam, em grande parte, o problema da água para beber.

 

Mas como PASSAR ESSA INFORMAÇÃO ? Aí está a verdadeira motivação deste tópico. Façamos um brainstorming (revolução ou tempestade mental, em tradução literal), aqui na comunidade virtual, para que possamos atingir a comunidade real. Eu “atiro a primeira pedra”: por comodismo e idade avançada, prefiro ficar aqui no Google procurando por “Associação de moradores de favela”, para “vender” ali a idéia, ou idéias. Aliás, já encaminhei mensagem à CUFA mas, até agora, não obtive resposta. Se quiserem tentar contato com um DEPUTADO, é só escolher no endereço aí de baixo. O que acham ? Qual a SUA sugestão ?

 

P.S.

Veja uma notícia que li hoje na Internet sobre a P´ETE (ou seja, a garrafa PET que é uma Estação de Tratamento de Água, ou ETE):

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=41500

Tratamento de esgoto não convencional (de riachos):

http://www2.sirkis.com.br/noticia.kmf?noticia=5533610&canal=260&total=53&indice=30

Central Única de Favelas – CUFA:

http://www.cufa.org.br/

Câmara dos Deputados:

http://www.camara.gov.br/Internet/Deputado/DepNovos_Lista.asp

 

PENSAR PARA AGIR

 

Para o filósofo grego Sócrates (470-399 a.C.),

Quem sabe o que é bom acaba fazendo o bem.

(“O Mundo de Sofia”, J. Gaarder, 37 ed., Cia.Das Letras, São Paulo, 1999, pág.84)

 

Trocando em miúdos, Sócrates acreditava que o conhecimento do que é CERTO, leva ao agir CORRETO. E só quem faz o que é certo – assim dizia ele – pode se transformar num homem de verdade. Tudo o que tenho postado aqui, julgo ser de importância para os indivíduos que se preocupam com o meio ambiente e, portanto, acho certo. Acontece que, como as pessoas não gostam de “se expor” opinando nos posts que escrevo (aqui e no Orkut), fico sem saber se eu atingi o meu objetivo de conscientização. Agora, parei pra pensar, uma forma de me tornar mais efetivo na minha comunicação. Também mudarei meu FOCO: de VOCÊ para a COMUNIDADE.

 

A grande diferença entre um professor e um verdadeiro filósofo é que o professor pensa que sabe um monte de coisas e tenta enfiar essas coisas na cabeça de seus alunos. Um filósofo, ao contrário, tenta ir ao fundo das coisas dialogando com seus alunos.

Quero dar esse passo qualitativo (que presunçoso eu sou, hein!), saltando do meu ABC para FAÇA E ACONTEÇA, e discutindo idéias com você.

 

Para Sócrates, todas as pessoas são capazes de entender as verdades filosóficas, bastando para isto que usem a sua razão. O filósofo tenta entender algo que é eterno e imutável. Em resumo: não podemos ter senão opiniões incertas sobre tudo que sentimos ou percebemos sensorialmente. Mas podemos chegar a um conhecimento seguro sobre aquilo que reconhecemos com nossa RAZÃO. A nossa razão (ou será nossa consciência ?) nos diz que o pouco que já sabemos sobre meio ambiente, faria uma enorme diferença numa comunidade carente (da nossa própria cidade), por exemplo. Por mais insensível que você seja, eu não acredito que não se sentisse realizado ao informar para um favelado que a água contaminada que ele bebe, transmite doenças mortais e que o simples fato de colocá-la numa garrafa PET, ao sol por 6 horas, opera um milagre semelhante ao que fez Jesus transformando a água em vinho !

 

Mais um Filósofo Grego (Aristóteles)

O homem só é feliz se puder desenvolver e utilizar todas as suas capacidades e possibilidades., tais como:

a)     as suas satisfações;

b)     responsabilidades; e

c)      o dom de “filosofar”.

Ele também dizia que não devemos ser nem covardes, nem audaciosos, mas corajosos. (Coragem de menos significa COVARDIA e coragem demais significa AUDÁCIA). Também não devemos ser nem avarentos, nem extravagantes, mas generosos. (Generosidade de menos é AVAREZA e generosidade demais é EXTRAVAGÂNCIA). Pág. 131, você sabe…

 

Aplico este ensinamento aristotélico com a variedade de temas ambientais do meu ABC e de outros tópicos (que a turma nem imagina que já escrevi, por terem “afundado” nas comunidades) ambientais e, pode crer, me sinto feliz em poder ajudar. Faça, você também, a sua parte. Tenho certeza que vai se sentir muito bem consigo mesmo. Esse gesto, antes de ser “corajoso” ou “generoso” (termos usados por Aristóteles), ao meu ver é PATRIÓTICO. Ou você nem dá a mínima para que, como diz o nosso Hino, continuemos “dormindo eternamente em berço esplêndido” ?

 

É preciso também enfatizar que TER uma consciência e USAR esta consciência, são duas coisas diferentes. Razão e consciência poder ser comparadas a um músculo. Quando um músculo não é exercitado ele vai ficando cada vez mais fraco e indolente. Conclamo pois VOCÊ, meu caro amigo a exercer a sua cidadania, dando um pouco do seu esforço e/ou do seu conhecimento, para os mais necessitados.

 

 Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver. Ama a educação como fonte de esperança e transformação. Ama as crianças e os filósofos – ambos têm algo em comum: fazem perguntas.

Rubem Alves (Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, Psicanalista e Professor Emérito da UNICAMP).

 

PALAVRAS FINAIS

Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.

 

Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso “porque não estamos acostumados com isso” e não dizemos  que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.

 

Beth Norling (copiado da rede)

 

Faça a SUA parte, amigão !

 

 

Desequilíbrio Ecológico – Taturanas Assassinas

Um alerta especial para a população

do Sul do Brasil.

 

Pode parecer nome de filme de terror mas é mais sério que isso. Com o desmatamento acentuado e o uso de agrotóxicos de forma sistêmica pelos agricultores, os predadores de algumas espécies acabam desaparecendo. Aqui falamos das vespas, predadoras naturais das lagartas e recentemente foi encontrada uma espécie rara e extremamente venenosa de lagartas numa residência localizada na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, o que deixou as autoridades sanitárias do Estado em alerta. Segundo os especialistas, o registro das taturanas assassinas na região comprovaria que o desequilíbrio ambiental na capital catarinense é responsável por problemas sérios, como a proliferação da temida espécie.

Marlene Zannin, professora de Toxicologia e coordenadora do CIT (Centro de Informações Toxicológicas) de Santa Catarina, órgão vinculado à diretoria de Vigilância Sanitária do Estado, destaca que cerca de 170 lagartas foram encontradas em duas colônias. Um jardineiro ficou curioso pois nunca havia visto a espécie e levou para identificação.

Ela afirma que quem tiver contato com o animal deve procurar atendimento médico imediato. “Quem encosta numa lagarta tem que procurar assistência nas primeiras horas e, de preferência, levar uma amostra do animal para análise”. Os centros de toxicologia dos hospitais são os mais indicados para orientarem a população sobre o que fazer caso novas taturanas sejam localizadas.

“É muito preocupante encontrar tantas lagartas em uma árvore no quintal, muito próximo da varanda da casa”, diz a professora. “Qualquer familiar poderia ter encostado nestas lagartas ou até os animais domésticos e o contato poderia resultar no envenenamento. Em Florianópolis nunca tínhamos coletado tantas lagartas juntas”.

Chamada de lonomia obliqua e também conhecidas popularmente como taturana assassina, a espécie chega a ter 8 centímetros de comprimento quando adulta e se caracteriza por possuir grandes espinhos verdes pelo corpo, em forma de pinheiro, e de viver em grupos alojadas em árvores. Nos espinhos, está o veneno, que chega a ser mais letal do que o de uma cobra jararaca.

Em contato com os seres humanos, a taturana libera o veneno que influencia na coagulação do sangue, provocando hemorragias, náuseas e até mesmo um quadro grave de insuficiência renal crônica. “O veneno ativa a coagulação do sangue, consome rapidamente as proteínas resultando numa incoagulabilidade sangüínea”, destaca Zannin. “O paciente, horas depois, começa apresentar hemorragias graves e insuficiência renal aguda.”

O que preocupa, no caso registrado em Florianópolis, é que a espécie nunca esteve tão perto do homem. “Estas lagartas sempre existiram, mas é importante destacar que em número controlado. Tanto a lagarta como os seus predadores (pequenas moscas e vespas) viviam mais na mata”, afirma a coordenadora do CIT.

Para Zannin, o desmatamento e o uso contínuo de agrotóxicos podem ocasionar novos problemas. “O homem vem desmatando as florestas cada vez mais, conseqüentemente as lagartas migram para as árvores nos quintais, pomares das casas e parques das cidades”, disse.

“Com o uso do agrotóxico, os predadores naturais das lagartas são mortos e o desequilíbrio é visível: o resultado é esta grande quantidade de lagartas e o risco da população acidentalmente no lazer ou no trabalho encostar nos espinhos e se envenenar”.

Os primeiros casos de envenenamento no país foram registrados por pesquisadores em 1989. Seis pessoas morreram em Santa Catarina e outras 2 mil sofreram acidentes até que o Instituto Butantan conseguiu criar um soro para o veneno da lagarta.

A taturana assassina, ou lonomia obliqua foi registrada em várias regiões do oeste do Estado. Na capital catarinense nunca havia sido notada a sua presença até a tarde do último sábado. A fiscalização em alguns bairros pode aumentar nos próximos dias, mas as autoridades estão pedindo que a comunidade permaneça em alerta.

“Cada mariposa coloca em média 70 ovos nas folhas das árvores e após cerca de 15 dias nascem de 60 a 70 lagartas. A proliferação é grande e o risco também: durante o dia elas ficam agregadas no tronco das árvores, mimetizam o tronco da árvore, o que dificulta a sua visualização”, revela Marlene.


As lagartas foram colocadas numa caixa de madeira e enviadas na noite desta segunda-feira para o Instituto Butantan, que produz um antídoto específico para o veneno liberado pela espécie, o soro Antilonômico. O soro é comprado pelo Ministério da Saúde e distribuído para as regiões sul e norte do Brasil.

Para ficar sabendo:

Cientistas da Unifesp e do Instituto Butantan descobriram como a “lagarta assassina” – que ganhou fama há dez anos – fez suas vítimas. Os primeiros casos de acidentes com taturanas surgiram em 1989, no sul do Brasil, mas nada se sabia sobre a ação do veneno no corpo humano.
O estudo analisou a ação do principal componente do veneno da lagarta Lonomia obliqua, um ativador do sistema de coagulação do sangue. O componente foi purificado, 60% dele foi mapeado quimicamente, o que mostrou, já de início, que se trata de um novo tipo de ativador de protrombina, proteína que, quando ativada, desencadeia a formação de coágulos do sangue.
Desenvolvido pelo bioquímico Cleison Valença Reis, como mestrado na Unifesp/EPM, por Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, do Instituto Butantan, e Cláudio Sampaio, professor da Bioquímica da Unifesp, o trabalho mostrou que essa substância, quando injetada pelas cerdas da lagarta no corpo, faz com que se formem coágulos no sangue. Com isso, os fatores responsáveis pela coagulação são consumidos, o que torna o sangue incoagulável para uma necessidade futura. Esse problema tem nome: é a coagulação intravascular disseminada. 
Recomendo então, aos leitores que observem o aspecto da lagarta em questão e, na dúvida, não toquem nem deixem as crianças tocarem e avisem às Secretarias de Meio Ambiente e Zoonoses da região, no caso de avistarem colônias.

Claudia Costa

 

Fontes: http://www.unifesp.br/comunicacao/jpta/ed144/pesqui4.htm

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2070882-EI8145,00.html

Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo de plantamos.
Proverbio Chinês

Taturana assassina

Setor de Transportes vai tentar reduzir emissão de poluentes

Programa ambiental do setor de Transportes busca contribuir para redução das emissões de CO2

Mônica Pinto / AmbienteBrasil

No Brasil, o setor de transporte é o segundo maior emissor de CO2, com 9% do total, montante liderado pelas queimadas e pelo desmatamento, que respondem por 75% das emissões de gases causadores de efeito estufa. No âmbito do transporte, o principal emissor de CO2 (com 88% do total) é o modal rodoviário.Estes dados são da Confederação Nacional do Transporte – CNT – que, com base neles, investiu em um programa meritório, batizado de Despoluir. “O aquecimento global deixou de ser apenas uma ameaça e hoje é uma realidade que torna necessária a imediata mobilização de todos, indivíduos, comunidades, nações, governos, entidades e empresas, inclusive do setor de transporte, para minimizar as graves mudanças climáticas em curso”, disse a AmbienteBrasil a coordenadora de Projetos Especiais da CNT, engenheira Marilei Menezes.

O programa envolve seis projetos. O primeiro, já em andamento, é o de Redução da Emissão de Poluentes pelos Veículos, que compreende, entre outras ações, o equipamento de unidades móveis e postos fixos de inspeção veicular voltadas para o atendimento de empresas de transporte e autônomos. Essas unidades já foram enviadas às federações de transportadores dos 27 estados do país.

Nesses locais, as empresas e os caminhoneiros autônomos são estimulados a submeterem seus veículos à aferição do opacímetro, um instrumento portátil utilizado para medição da quantidade de material particulado (fumaça preta) emitido por veículos a diesel.

O equipamento é montado no escapamento do veículo, para medição de fumaça através da absorção da luz. O procedimento transcorre conforme os padrões estabelecidos pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), criado pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) por meio de resoluções que estabelecem diretrizes, prazos e padrões legais de emissão admissíveis para as diferentes categorias de veículos automotores, nacionais e importados.

“Com a aferição dos veículos, consegue-se reduzir a contaminação atmosférica, através da busca dos limites máximos de emissão”, explica Marilei. Além disso, segundo ela, o método fornece um bom indicativo do estado de manutenção do conjunto do motor, bomba e bicos injetores, regulagem do ponto de injeção e filtros de ar e combustível.

Ela informa que a adesão das empresas tem sido bastante satisfatória, sobretudo porque a estratégia funciona agregada ao Projeto de Aprimoramento da Gestão Ambiental nas Empresas, Garagens e Terminais de Transporte, que começa a valorizar a gestão ambiental em todo o setor, incentivando ações de certificação, regulação e capacitação ambiental.

Parte dessa meta é cumprida por meio dos projetos Caminhoneiro Amigo do Meio Ambiente, Taxista Amigo do Meio Ambiente e Trabalhador em Transporte Amigo do Meio Ambiente, cujo objetivo é fazer, destes três públicos específicos, através da educação ambiental, disseminadores de boas práticas.

Essa saudável consciência em prol do desenvolvimento sustentável ganha especial significado quando se observa seu potencial alcance – a CNT engloba 31 federações, 348 sindicatos e 32 associações; um universo que compreende 146 mil empresas, 733 mil autônomos e 2,5 milhões de trabalhadores, que juntos geram cerca de 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Biocombustíveis

Segundo Marilei, a CNT tem procurado acompanhar a disponibilidade de energias mais limpas, avaliando a garantia de abastecimento, de que as indústrias terão plena capacidade de processamento e de que haverá logística para a distribuição dos novos combustíveis.

“Com a devida cautela, a CNT está incentivando o uso de biocombustíveis e outros combustíveis menos poluentes, pelos transportadores, de maneira que possamos forçar a ampliação da cadeia de produção e distribuição dessas energias mais limpas”, diz ela.

O objetivo do segundo projeto do Despoluir – Incentivo ao Uso de Energia Limpa pelo Setor Transportador – é justamente mostrar as vantagens econômicas, sociais, ambientais e, sobretudo, as operacionais do uso de combustíveis alternativos.

As empresas e os caminhoneiros autônomos interessados podem ter seus veículos aferidos gratuitamente. Para maiores informações, devem entrar em contato com a CNT pelo e-mail despoluir@cnt.org.br ou pelo telefone 0800-7282891.

Notícias de Arrepiar …

Murilo Alves Pereira
Agência FAPESP
25/10/2007

Manchetes sensacionalistas sobre o aquecimento global chamam a atenção das pessoas para o tema, mas provocam arrepio na comunidade científica.

Catastrofismo

“O catastrofismo feito pela mídia é preocupante, pois tira a esperança das pessoas. Para que vão se preocupar em fazer algo se o futuro já é incerto?”, disse José Antonio Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O meteorologista foi um dos debatedores da conferência “Mudanças Climáticas” durante o 2º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado em Porto Alegre.

Cobertura irregular

Segundo Marengo, a cobertura da imprensa brasileira sobre o aquecimento global tem ocorrido de forma cíclica, nos últimos tempos acompanhando especialmente a divulgação dos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) – que dividiu com o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore o Prêmio Nobel da Paz de 2007.

“As reportagens vêm em pulsos. Quando houve o furacão Katrina foram três dias falando sobre isso, depois parou”, disse à Agência FAPESP, sugerindo que a imprensa mantenha um fluxo contínuo de informações sobre o tema.

Equívocos conceituais

O pesquisador criticou a forma como alguns veículos de comunicação chamaram a atenção para o aquecimento global, apelando para imagens como a de um urso polar perdido em um pequeno bloco de gelo. “O Brasil, por exemplo, tem outras representações para os dilemas tropicais, como as hipóteses da ?savanização? da Amazônia ou da desertificação do semi-árido nordestino”, afirmou.

Os equívocos conceituais de muitas matérias também foram alvos de críticas. Segundo o glaciólogo Jefferson Cárdia Simões, professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a mídia confunde termos distintos como aquecimento global, mudanças climáticas, efeito estufa e camada de ozônio.

Derretimento das calotas polares

“Ainda leio na imprensa que o derretimento da calota polar vai aumentar o nível no mar”, disse. Segundo ele, a mídia não distingue diferenças entre o gelo da Antártica e do Ártico – o ‘manto de gelo?, formado pelo acúmulo da neve precipitada no continente antártico é diferente do mar congelado comum ao ártico.

O aumento do nível do mar só ocorreria se as grandes geleiras da Antártica e da Groenlândia derretessem, mas o gelo marítimo do pólo Norte não contribui para isso. “É um conceito simples de física. Pelo princípio de Arquimedes, o gelo em suspensão no líquido, se derreter, não elevará o nível da água”, destacou.

Gelo no topo das montanhas

Por outro lado, a Antártica representa apenas 0,08% do gelo que está derretendo no mundo – a maior parte da perda de gelo ocorre no topo das montanhas. “A visão que impera é que o derretimento das calotas polares vai elevar o nível do mar. Os números são absurdos e chegam a 70 metros, que representa a elevação do nível se todo o gelo do mundo derretesse, mas isso jamais ocorreu na história da Terra”, disse.

Para Simões, falta aos jornalistas conhecimento sobre como ocorre o “fazer científico”. A imprensa também não diferenciaria publicações avaliadas por pares daquelas que representam “opiniões pessoais”. “É preciso pesar as fontes quando for dado espaço para esse ou aquele cientista”, afirmou.

A ciência não é perfeita

Mas a ciência não é perfeita e nem pode ser apresentada como tal, apontou o glaciólogo em tom de mea-culpa. “O IPCC faz previsões e é arriscado tratá-las como verdades absolutas. Se essas previsões não ocorrerem, o público pode deixar de acreditar na ciência”, disse.

De acordo com os presentes na conferência na capital gaúcha a comunidade científica entende quais são as dificuldades da imprensa nas matérias sobre o aquecimento global. Segundo o jornalista Ulisses Almeida Nenê, do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul, os pesquisadores deveriam usar sua experiência de modo a facilitar a comunicação com a imprensa, utilizando uma linguagem mais acessível.

“Os cientistas se preocupam com a própria pesquisa, mas não pensam em como ajudar a imprensa na divulgação desses estudos”, disse. Surge, então, um grande desafio para os jornalistas: despertar o interesse na população sobre questões ambientais e divulgar as pesquisas com precisão.

Banalização do aquecimento global

Segundo Almeida Nenê, a saturação de matérias sobre o aquecimento global na imprensa nos últimos meses pode provocar a banalização do tema, como ocorreu com a questão da violência. Para justificar a continuidade do tema na mídia, é preciso buscar aspectos voltados à realidade local ou a pesquisas específicas e ainda não cobertas pela mídia.

“Hoje, o interesse pela questão ambiental tem muito fogo de palha. Há pouco compromisso dos atores. As empresas de mídia deveriam se engajar de verdade”, disse. Para ele, a união entre jornalistas e cientistas melhoraria a comunicação da ciência na mídia. 
 

Sucata que vira brinquedo, Recicloteca e Outras Idéias Legais

Descobri essa semana, que muito se pesquisa em busca dos brinquedos feitos à partir de PET e de outros materiais recicláveis. Resolvi reunir aqui, um pouco do que eu descobri, com direito até à passo a passo dos brinquedos, para ninguém dizer que não teve infância ou que não fez a infância feliz de uma criança, por falta de idéias.

É bom que o adulto saiba que o que preenche a infância com os ingredientes necessários para torná-lo um adulto feliz e equilibrado, passa longe das opções caras ou importadas. Criança não gosta de brinquedo caro. Criança gosta de brinquedo. Criança gosta de brincar. Quem não se lembra de uma infância perfeita, passada no quintal, entre árvores, arco e flecha, feito de galhos finos de árvores ou de bambús?    A mídia, que estimula a criança a pensar que o brinquedo caro o fará mais feliz, deveria ser severamente fiscalizada, assim como os comerciais que associam um carro novo à poder, felicidade e sucesso e que nos tornam adultos infelizes, desfilando com seus carros possantes numa cidade repleta de buracos, engarrafamentos quilomêtricos e muita, muita poluição.  Hoje, que é feriado nacional, tire o dia para construir um brinquedo junto com seu filho. Não espere o dia das crianças ou o Natal chegar. Faça hoje mesmo: Umas caixinhas de Leite Longa Vida, umas tampinhas de refrigerante, um pouco de cola e você verá, na sua frente, a transformação de crianças apáticas, viciadas em desenhos e vídeo-games, em crianças sorridentes, cheias de imaginação e Alegria!

Deixo, abaixo relacionados, os links dos sites que encontrei e que ensinam a fazer, fácil, fácil, um brinquedo novinho, a partir do …. Lixo(?) Vamos brincar de ser criança? Tesouras e imaginação à obra!                               Clique!

Clic Filhos

Recicloteca

Algumas receitas de brinquedos, bastante simples, retiradas do site:

http://www.brinquedotecavirtual.unopar.br/#

Chocalho de lata de alumínio

Você vai precisar:

01 lata de alumínio
Semente de feijão, milho, arroz ou pedrinhas
Fita adesiva

Modo de fazer:

Você pode enfeitar seu chocalho com figuras que você imprime e cola. Ou pode pintar sua lata com tinta plástica.
Encha sua lata com a semente que você tiver ou pedrinhas.
Cada semente fará um barulho diferente e você pode fazer vários chocalhos conseguir diversos sons.
Vede o buraco da latinha com fita adesiva e cole uma figura por cima para dar um acabamento legal.

Flauta de Papelão

Você vai precisar:
01 tubo grande de papelão – use o tubo vazio de papel alumínio ou tubo de filme de PVC aqueles de embrulhar comida.
Um pedaço de papel vegetal
Elástico ou fita adesiva

Modo de fazer:

Fure o tubo com lápis ou recorte os furos, mas cuidado: se for usar alguma coisa que corte, peça ajuda para um adulto, ok?
Prenda o pedaço de papel vegetal em uma das extremidades com elástico ou fita adesiva.
Toque a flauta soprando pelo lado que ficou aberto e fechando e abrindo os furos com os dedos

Violão de Caixa de Sapatos

Você vai precisar:
01 caixa de sapatos
06 elásticos
Fita adesiva

Modo de fazer:
Recorte uma abertura na tampa da caixa de sapatos.
Prenda a tampa com fita adesiva.
Coloque os 06 elásticos no centro da caixa, sobre o buraco, conforme a figura acima e divirta-se!

Não deixe de visitar o Site Toys from Trash (brinquedos de lixo)! O site está em inglês, mas os passo a passo, ilustrados são, na maior parte das vezes, muito simples de intuir e compreender.  Resgate o menino que existe em você e estimule seus filhos nessa viagem de resgate à infância com sustentabilidade.

TOYS FROM TRASH

Vassoura de Garrafa PETE o site Setor Reciclagem também tem inúmeras idéias e passo a passo para se construir à partir do descartável. Destaque para a vassoura feita de garrafas PET, além de muitas outras idéias legais.

Provavelmente, seus filhos vão esquecer aquele brinquedo caríssimo que você comprou, no Natal de 2003, mas com certeza vão lembrar para sempre dos dias em que você, junto com eles, sentado na sala, construiu um brinquedo de papelão, ou um bichinho do Chuchu meio murcho esquecido na gaveta da geladeira.  E no final, é isso que conta.

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