Descarte de Lâmpadas – Uma idéia luminosa!

Muito se tem recomendado,  para economia de energia e consequentemente menor impacto ao Meio  Ambiente, a substituição das tradicionais lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, de maior durabilidade e menor consumo.  Porém a pergunta que não quer calar é: 

Do que são feitas as lâmpadas fluorescentes e mais: onde descartá-las, após o seu uso?

Busquei algumas respostas e compartilho com vocês:

LÂMPADAS FLUORESCENTES

Uma lâmpada fluorescente típica é composta de um tubo selado de vidro preenchido com gás argônio e vapor de mercúrio à baixa pressão parcial. Nestas condições, o tubo está em vácuo parcial. O interior do tubo é revestido com uma poeira fosforosa composta de vários elementos. Espirais de tungstênio, revestidas com substância emissora de elétrons, forma os eletrodos em cada uma das extremidades do tubo. Quando a voltagem é aplicada, os elétrons passam de um eletrodo para outro, criando um fluxo de corrente, denominado de arco voltaico, ou descarga elétrica. Estes elétrons chocam-se com os átomos de argônio, os quais por sua vez emitem mais elétrons. Os elétrons chocam-se com os átomos do vapor de mercúrio, e energizam o vapor causando a emissão de radiação ultravioleta (UV). Quando os raios ultravioletas atingem a camada fosforosa que reveste a parede do tubo, ocorre então a fluorescência, produzindo luz visível.

COMO OCORRE A DESCONTAMINAÇÃO

 As lâmpadas fluorescentes são, primeiramente, classificadas por comprimento e diâmetro e em seguida são encaminhadas para o processo de descontaminação propriamente dito.  

O processo de descontaminação ocorre na máquina de descontaminação que está enclausurada e sob pressão negativa para que não haja fuga do vapor de mercúrio.  A máquina fará o corte e a limpeza das lâmpadas através de processo automatizado.

Durante o processo de corte o vapor de mercúrio é capturado, através de exaustão forçada, em filtros de carvão ativado. O ar carregado de partículas de pó de fosfato exaurido durante a limpeza das lâmpadas passa através de filtros onde as partículas ficam retidas e o ar segue passando pelo filtro de carvão ativado saindo limpo para a atmosfera. O tubo de vidro descontaminado é recolhido no final da linha de produção.

 

LÂMPADAS DE VAPOR DE MERCÚRIO

Lâmpadas do tipo vapor de mercúrio são lâmpadas de descarga, do tipo alta pressão, pertencentes a um grupo denominado HID – High Intensity Discharge . Nestas lâmpadas, uma pequena quantidade do metal Mercúrio (Hg), no estado líquido, é colocado em uma cápsula de vidro com gás Argônio em seu interior. O Argônio serve para ativar o arco voltaico que é formado entre eletrodos colocados nas extremidades da cápsula. Durante o aquecimento inicial da lâmpada, o Mercúrio gradativamente se vaporiza, enquanto uma luz fraca é produzida. A pressão aumenta a seguir e a luz produzida pelo arco voltaico com o vapor de mercúrio a alta pressão ganha intensidade. Na realidade, o que o arco emite são raios UV, invisíveis ao olho humano. A ampola, no entanto, é montada no interior de um bulbo revestido internamente com uma camada de fósforo, que passa a emitir luz assim que recebe os raios UV. Utilizadas geralmente em iluminação pública, estádios, fábricas, etc.

O mercúrio é considerado o elemento potencialmente mais perigoso entre os constituintes das lâmpadas, encontrando-se num estado e composição bastante volátil nas condições normais de pressão e temperatura.Ao final de sua vida útil as lâmpadas contendo mercúrio são, na maioria das vezes, destinadas aos aterros sanitários contaminando o solo e, mais tarde, os cursos d’água. A presença de mercúrio nas águas, mesmo que em pequenas quantidades, representa um grande problema ecológico devido à sua bioconcentração, ou seja, a concentração de mercúrio aumenta nos organismos animais com a passagem através da cadeia alimentar, devido ao depósito do metal em vários tecidos vivos.Assim, os organismos situados no final da cadeia alimentar apresentam uma concentração mais elevada e, por vezes, perigosa para o próprio animal ou para os que deste se alimentam, originando sérios problemas de saúde pública, podendo intoxicar comunidades inteiras, além dos prejuízos econômicos que daí possam advir.A via respiratória é a mais importante via de penetração e absorção do mercúrio pelo organismo do ser humano. A ação tóxica do mercúrio se manifesta, sobretudo, nas células do sistema nervoso, originando o quadro clínico característico do mercurialismo, com tremores das mãos e eretismo, que é um comportamento anormal e introvertido.A exposição mercurial tem provocado profundos efeitos sobre a saúde humana. Antologicamente, um dos mais trágicos exemplos de envenenamento pelo mercúrio aconteceu na Baía de Minamata – Japão, na década de 1950, onde mulheres grávidas foram expostas a altos níveis de mercúrio através do consumo de peixes contaminados. Como resultado desta exposição, seus descendentes desenvolveram múltiplos sintomas neurológicos (microcefalia, hipoplasia e atrofia do cérebro).

É importante salientar, porém, que as lâmpadas não são os únicos produtos ou resíduos contendo mercúrio. O mercúrio é amplamente utilizado em centenas de aplicações industriais e domésticas.

LÃMPADA DE VAPOR DE SÓDIO

Lâmpadas do tipo vapor de sódio são lâmpadas de descarga, pertencentes a um grupo denominado HID – High Intensity Discharge. Existem em duas variedades, alta pressão, também conhecidas como HPS (High Pressure Sodium) e baixa pressão, também conhecidas como LPS (Low Pressure Sodium). No primeiro tipo (HPS), uma pequena quantidade do metal Sódio (Na) misturada com Mercúrio (Hg) é colocada em uma cápsula de vidro com gás Xenônio (ou Argônio) em seu interior. Estes gases servem para ativar o arco voltaico que é formado entre eletrodos colocados nas extremidades da cápsula. Durante o aquecimento inicial da lâmpada, o Sódio/Mercúrio gradativamente se vaporizam, fazendo com que uma tênue luz seja emitida pela lâmpada. A pressão aumenta a seguir e a luz produzida intensidade. Na realidade o arco emite raios UV, invisíveis ao olho humano, mas a ampola é montada no interior de um bulbo revestido internamente com uma camada de fósforo, que passa a emitir luz assim que recebe os raios UV. No segundo tipo (LPS), uma pequena quantidade do metal Sódio (Na) é colocada em um tubo de vidro com gás Neon e Argônio. Estes gases servem para ativar o arco voltaico que é formado entre eletrodos colocados nas extremidades do tubo. Durante o aquecimento inicial da lâmpada, o Sódio se vaporiza passando a emitir luz visível. O tubo onde forma-se o arco e onde é colocado o Sódio é dobrado na forma de um longo “U” e montado dentro de outro tubo maior, que forma o corpo da lâmpada. Lâmpadas LPS constituem a fonte de luz mais eficiente entre todas as lâmpadas (consumo de energia – iluminação produzida), sendo por este motivo muito utilizadas em iluminação pública (em ruas e frequentemente em túneis). 

Prefeitura de Jahu lança cartilha sobre o destarte das lâmpadas. Clique para abrir o documento.

No Brasil, ainda são poucas as empresas responsáveis, que indicam locais para entrega das lâmpadas fluorescentes usadas. Abaixo, uma lista das empresas que recebem. Os dados foram coletados no site da OSRAM

Contato com empresas de reciclagem de lâmpadasEmpresas recicladoras:

Contato com empresas de reciclagem de lâmpadasA OSRAM acompanha o desenvolvimento do mercado de reciclagem de lâmpadas fluorescentes e de iluminação pública.Empresas recicladoras:

São Paulo
WPA AmbientalContato: José Ângelo Rigo
Dir. Comercial
Rua Aral, 115 – Jardim do Mar
CEP 09750-330
S. Bernardo do Campo – SP
Unidade Industrial: Rodovia PR 469, Km 03 – Parque Tecnológico Industrial
Pato Branco – PR
Tel.: (0xx11) 4330-1133 / Fax: (0xx11) 4330-0094
E-mail: wpa@wpaambiental.com.br
Web Site: www.wpaambiental.com.brEsta empresa só recicla reatores
REGIÃO SUL
Mega ReciclagemContato: José Carlos Capelup – Diretor Comercial
Rua Ilnah Pacheco Secundino de Oliveira, 261
CEP 81460-032
CIC – Curitiba – Paraná
Tel: (41) 3268-6030
Fax: (41) 3268-6031
Web Site: www.megareciclagem.com.br
E-mail: mega@megareciclagem.com.br
ApliquimContatos: Norberto Gaviolle / Fernando / Elimara
Escritório/Fábrica:
Avenida Irene Karcher, 1201 – Betel
CEP 13140-000 – Paulínia – SP – Caixa Postal 170
Tel.: (19) 3884-7184 / 3884-8140 / 3884-8141
Fax: (19) 3884-7562
E-mail: apliquim@apliquim.com.br
Web Site: www.apliquim.com.br
Brasil RecicleContatos: Márcia Rosário Goll – Comercial / Márcio Adilson Goulart – Diretor
Rua Brasília, 85 – Bairro Tapajós
CEP 89130-000 – Indaial – SC
Tel./Fax: (47) 3333-5055
E-mail: descontaminacao@brasilrecicle.com.br
Web Site: www.brasilrecicle.com.br
São Paulo
Naturalis BrasilDesenvolvimento de Negócios
Contato: Plínio C. Di Masi – Diretor
Rua Manuel Lopes, 85 – V. Municipal
CEP 13201-190 – Jundiaí – SP
Tel: (11) 4521-5645
Fax: (11) 4521-2793
E-mail: naturalisbrasil@naturalisbrasil.com.br
Web Site: www.naturalisbrasil.com.br
Rio de Janeiro
ELRECRecicladora de lâmpadas / Envirochemie Tratamentos Especializados Ltda.
Contato: Marcio Valli Braile – Gerente Comercial
Estrada da Curicica, 1280 – CEP 22770-552 Rio de Janeiro / RJ
Tel./Fax: (21) 2441 – 4393
Cel: (21) 9222- 8755
E-mail: marcio@enviro-chemie.com.br
Internet: www.enviro-chemie.com
Minas Gerais
RECITECReciclagem Técnica do Brasil Ltda.
Contato: Renato Barros – Diretor Comercial
Tel: (31) 3213-0898 / 3274-5614 / (31) 9139-1460 / (31) 9631-7272
Fábrica: Rua Zico Barbosa, 426 – Distrito Industrial Teotônio B. Freitas
CEP 33600-000
Pedro Leopoldo – MG
Tel: (31) 3660-8332
E-mail: comercial.recitec@uol.com.br
Web Site: www.recitecmg.com.br
Minas Gerais
HG DescontanimaçãoContato: Fábio Quirós da Silva – Diretor
Rua Projetada, 89 – Jardim Canadá
CEP 34000-000 – Nova Lima – MG
Tel.: (31) 3581-8725
Fax: (31) 3541-8696
E-mail: hg@hgmg.com.br
Web site: www.hgmg.com.br

Recebi a informação fresquinha, lá no Blog da FUNVERDE, sobre a empresa NORTEVISUAL, que dá destinação correta a estas lâmpadas, em sua própria empresa.
em  Maringá, no Paraná, que coleta as lâmpadas, a partir de um determinado número  e tritura com uma máquina chamada bulbox. Eles tem um pequeno vídeo no Youtube, que compartilho com os leitores.

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