As Vacas do Cowparade, a Fome de Floresta e o Aquecimento Global

A primeira vez que vi a estátua de uma vaca em pleno Centro do Rio de Janeiro, não sabia nada sobre a tal “Cowparade“, mundialmente famosa e seus objetivos sociais, dos quais, na verdade, só me inteirei há muito pouco tempo.  Como a estátua estava devorando um prato de spaguete em frente ao Spoleto,  associei de imediato ao aquecimento global e pensei, do alto da minha ignorância: “devem estar fazendo uma propaganda para estimular o consumo de massas ao invés de carne, por causa do aquecimento global. Que legal!”… tsc, tsc, tsc.   Não era nada disso.  Dias depois eu vi outra vaca, no Largo da Carioca e aí percebi que não tinha nada a ver com a preocupação ambiental. Era alguma exposição, eu vira na TV, tomei profunda antipatia e esqueci o assunto. Aliás, mentira. Não esqueci. Sempre que eu passava por uma dessas vacas, ficava tentada a desenhar um Planeta derretendo. Aí ouvi dizer que estavam pichando as vacas e roubando os acessórios, achei melhor esquecer de verdade o assunto, porque poderia acabar presa por depredar patrimônio “cultural” da cidade. E ainda ia ter que dar conta das panelas e chapéus, sem saber de nenhum desses acessórios. Me contentei em desprezar as vacas e seguir meu caminho. Dia 8 deste mês eu li que as “mudanças no clima eram o maior motivo de retirada das vacas da áreas da cidade.” O excesso de sol, vento e chuva (choveu no Rio, em novembro, como não chovia há meses) vinha danificando as peças expostas, obrigando a uma rotatividade e manutenção maiores do que seria esperado. Bem, as vacas foram pro brejo e eu acabei descobrindo que essa exposição acontece anualmente (é a primeira vez no Rio de Janeiro), já tendo sido expostas em São Paulo e em Belo Horizonte, assim como em grandes capitais mundiais e o objetivo, além de divertir e inovar, tem sempre um cunho social.  Menos mal, pensei. Mas, ainda assim, apesar de gostar muito das vaquinhas enquanto animais, com sua passividade ruminante, e dos nomezinhos engraçados que eles criaram, quase sempre fazendo um trocadilho com a palavra cow (vaca, em inglês),  que é bom que se observe, nada tem a ver com o nosso idioma,  em tempos de aquecimento global e reflexão obrigatória sobre o consumo de carne, a cowparade poderia ter sido de alerta para os efeitos dos gases de efeito estufa. Uma das vacas me chamou a atenção e espero que tenha causado a mesma impressão em mais pessoas. Essa aqui,  batizada pelos criadores de “Fome de Floresta”.

Fome de Floresta

Fome de Florestas  – Artistas: Mana e Pedro Bernardes

exposta na Avenida Armando Lombardi, na Barra da Tijuca. Eu não tenho certeza mas espero que o objetivo desses artistas tenha sido alertar para a devastação das florestas causada pela criação de gado. Se foi esse o objetivo, parabéns aos criadores da única escultura criativa da exposição.  As vacas permanecerão expostas até o dia 26 e depois serão leiloadas e a renda arrecadada será entregue a uma organização social. Seria muito infeliz sugerir que os próximos eventos tivessem outros animais em exposição? Quem sabe um urso polar ou outras espécies, ameaçadas de extinção, por causa do Aquecimento Global.

Quem quiser conferir a exposição das vaquinhas, visite o link: http://rio.cowparade.com/cow/gallery  e divirta-se, antes que a vaca vá para o brejo, de vez.

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Ainda sobre vacas …  =]

Campanha de ex-mulher de McCartney liga carne a efeito estufa

Nada contra a ex de Paul, Heather Mills. O assunto importante é que ela, à frente da Organização Não-Governamental Viva!, lançou esta semana a campanha HOT, numa tentativa de convencer mais pessoas a deixarem de comer carne.

A campanha é baseada em estatísticas publicadas em um relatório da agência de Alimentação e Agricultura da ONU e em um estudo da própria ONG Viva!.

Efeito estufa

De acordo com os estudos, a criação de gado para corte e laticínios é a segunda atividade que mais emite gases do efeito estufa, atingindo 18% do total.

A propaganda compara este número com as emissões combinadas de todos os meios de transporte, que ficariam em 13,5% do total.

“Essas atividades são a maior causa de extinção de florestas e de desmatamento de florestas: 70% da Amazônia desmatada é usada como pastagem e os outros 30% para o cultivo de forragem para animais”, diz a campanha da Viva!

Nas palavras de Heather Mills, a criação de animais para abate e laticínios “é hoje uma das maiores ameaças ao nosso planeta”.

Num dos cartazes, a modelo aparece em cima de terra desertificada com a frase “Hey Meaty! You’re making me so hot!” (ei, carnívoro, você está me deixando tão quente!, em tradução livre).

A bem humorada Heather Mills, que não tem uma perna, ainda brinca em outro cartaz, com a frase: “You haven’t got a leg to stand on!” (você não tem uma perna para te sustentar, em tradução livre), que é endereçado a organizações e pessoas que se dizem ambientalistas mas continuam consumindo carne.

 

 Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/


 

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Uma Horta Suspensa

Por Cristiane Marangon

Canteiros Suspensos

Os vasinhos vão comprovar a importância da terra e das plantas e despertar na turma a responsabilidade pela natureza

Para mostrar aos alunos que muitos dos alimentos que consomem são produzidos pela terra, nada como montar uma horta. O trabalho se torna ainda mais rico quando eles aprendem a plantar e a colher os vegetais. Mesmo que a escola não tenha uma área livre para esse fim, é possível desenvolver o trabalho.

O modelo aqui proposto, com vasos feitos de garrafas PET, possibilita cultivar temperos, como salsinha e cebolinha (foto), ervas medicinais e flores, todas plantas com pouca raiz. Embora seja uma horta compacta, seus produtos podem ser consumidos. Aproveite-os no enriquecimento da merenda escolar.

Quando o trabalho é desenvolvido com crianças, prefira as sementes às mudas. Assim elas podem acompanhar todo o processo de germinação. Ensine a turma que para as plantas crescerem viçosas é necessário que tomem cinco horas de sol por dia. Por isso, devem ficar fora da sala de aula. Também precisam de água diariamente. No período de calor, são duas regas, uma de manhã bem cedo e outra no final da tarde. Na hora da colheita, um cuidado é essencial para evitar que as raízes da salsinha e da cebolinha morram: cortar as ervas três dedos acima da terra.

De acordo com Marcelo Alexander Mattiuci, coordenador de Educação Ambiental da Associação Ituana de Proteção Ambiental, o fato de a horta estar vistosa não é o mais importante num trabalho desse tipo. “O que realmente interessa é que o aluno crie responsabilidade em torno de tudo o que diz respeito à natureza e também ao lugar em que vive, como a escola, ou a sua casa.”

Material necessário

  3 garrafas PET vaziasMaterial
  3 suportes para floreira
  1,2 quilos de terra
  800 gramas de adubo
  1 quilo de areia
  Sementes de salsinha e   cebolinha
 Água
 Estilete
 Tesoura
12 parafusos com bucha
Pá e rastelo

Como fazer

1. Corte as garrafas
Com o estilete, faça uma abertura de 13 por 20 centímetros nas três garrafas. Duas delas, que servirão de jardineiras, devem ser furadas na parte de baixo para que a água escorra (foto). A terceira garrafa terá a função de armazenar a água excedente da rega.

Cortando a garrafa PET

 2. Prepare a terra
Misture três partes de terra com duas de esterco de gado bem curtido, que não tem cheiro como o de galinha. Coloque a terra em duas garrafas, plante as sementes e regue.

3. Evite a água parada
Coloque areia na terceira garrafa, que funcionará como prato. Assim, você impede que surjam na água focos de mosquito da dengue.

4. Pendure a horta
Escolha uma parede em que bata bastante sol e fixe os suportes, deixando 20 centímetros de espaço entre um e outro. Pendure as jardineiras a uma altura que permita às crianças ver as plantas.

faca_5.jpg

Outra opção
Se você preferir, pode montar sua hortinha utilizando outros modelos de suporte.
No mercado existem vários tipos. Outra opção é pendurar as garrafas com cordas finas, que são mais baratas. Para deixar os vasos ainda mais bonitos, pinte-os com tinta acrílica, como o da foto ao lado.

Outra dica interessante da Gilda Lima, lá do Multiply, é que se pode plantar pimentões, a partir das sementes que descascamos! Eu aqui, planto tomates e vou tentar plantar nesses vasinhos estilosos também! Abriu a geladeira e o tempero acabou ou está murcho? Não tem problema, vamos pegar lá na horta da varanda!

Fonte: http://novaescola.abril.com.br

Até as Cascas! Dicas para economizar de forma saudável

 

 Algumas atitudes comuns do dia a dia praticadas pela maioria da população, como por exemplo, cozinhar os alimentos como cenoura, chuchu, e legumes em geral sem a casca, podem retirar as barreiras naturais de proteção destes alimentos contra a perda de seus elementos nutritivos durante a fervura. Excluindo a casca comestível de algumas frutas, acabamos perdendo muitas fibras, que são importantíssimas para o bom funcionamento do intestino. Também não se deve cozinhar os legumes em água e depois jogá-la fora, já que todas as  vitaminas hidrossolúveis (aquelas diluídas na água) se perdem. 

Você quer saber mais dicas? 

  • Dicas para evitar maiores perdas dos alimentos:

  • Quando for usar uma metade de abacate, deixe a outra com o caroço – isso evita que ela se deteriore com rapidez;

  • A abóbora é altamente nutritiva, e devemos nos lembrar de aproveitá-la inteira: casca, folhas, polpa e o cabo. Seus caroços, quando torrados com sal, servem como aperitivo. Use o mesmo procedimento para a soja e sementes do melão;

  • Cascas, talos e folhas das hortaliças são ricos em fibras e podem ser utilizados em refogados, sopas, bolinhos, recheios para tortas, farofa e etc;

  • Não adicione bicarbonato de sódio ou outras substâncias químicas na água do cozimento para acentuar sua cor. Alguns nutrientes são destruídos por elas;

Agora, aprenda a reaproveitar sobras de alimentos em algumas receitas interessantes com ingredientes que você nunca pensou em utilizar na sua cozinha:

Pó de Casca de Ovo Separe a casca, ferva por cinco minutos e seque ao sol. Bata no liquidificador e depois passe por um pano fino. Deve ficar como pó. Utilize uma colherinha nos refogados, sopas, arroz, feijão, molhos, etc.. O pó de casca de ovo é riquíssimo em cálcio, nutriente importante para o crescimento e prevenção da osteoporose, na gravidez e amamentação.

Talos de Agrião Faça bolinhos ou refogados com carne moída.

Folhas de Brócolis ao Forno

600 g de folhas de brócolis (1 pé)
2 ovos batidos
2 colheres (sopa) de margarina
¼ xícara (chá) de farinha de rosca
2 colheres (sopa) de queijo ralado
sal à gosto
Cozinhe um pouco as folhas de brócolis com sal e escorra. Misture a farinha de rosca com a margarina derretida e junte todos os outros ingredientes, menos o queijo ralado que deve ser salpicado por cima. Asse em forno moderado por 30 à 40 minutos.

Cascas de Goiaba

Lave-as bem e bata-as no liqüidificador com água. Adoce à gosto.

Cascas da Maçã

Utilize-as no preparo de sucos e chás.

Doce de Casca de Maracujá

Lave 6 maracujás, descasque-os deixando toda a parte branca e dura com água. Deixe de molho de um dia para outro. Escorra, coloque em uma panela com 2 xícaras de açúcar e 3 xícaras de água. Deixe apurar. Se desejar acrescente canela.

Folhas de Couve-Flor

Prepare sopas com folhas desta hortaliça.

Bolinhos de Folhas de Beterraba

1 copo de talos e folhas lavadas e picadas
2 ovos
5 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de água
Cebola picada
Sal à gosto
Óleo para fritar
Bata bem os ovos e misture os outros ingredientes. Frite os bolinhos em óleo quente e escorra em papel absorvente.

Folhas de Uva

Podem ser enroladas com carne moída e servidas com molho de tomate.

Folhas de Figo

Pode-se utilizá-las no preparo de licores, chás ou xaropes.

Doce de Casca de Banana

5 copos de cascas de banana nanica, bem lavadas e picadas
2 1/2 copos de açúcar.
Cozinhe as cascas, em pouca água, até amolecerem. Retire do fogo, escorra, reserve o caldo do cozimento e deixe esfriar. Bata as cascas e o caldo no liqüidificador e passe por peneira grossa. Junte o açúcar e leve novamente ao fogo lento. Mexendo sempre, até o doce desprender do fundo da panela.

Aperitivo de Cascas de Batata

Cascas de batata
Óleo e sal.
Lave as cascas e frite-as em óleo quente, até ficarem douradas e sequinhas. Tempere à gosto.

Pó de Folha de Mandioca

A folha de mandioca é rica em vitaminas e ferro. Seque as folhas de mandioca na sombra e depois bata no liqüidificador. Use uma pitada de sal ao preparar um prato.

Molho de Cascas de Berinjela para Massas

2 dentes de alho picados
3 colheres (sopa) de óleo
2 copos de cascas de berinjelas cortadas em tiras de 1 cm de largura.
1 1/2 copo de água
Sal e pimenta do reino à gosto
1 colher (chá) de orégano
4 tomates sem pele e sem sementes ou
6 colheres (sopa) de polpa de tomate.
Doure o alho no óleo. Junte as cascas de berinjelas e refogue por 5 minutos. Junte a água, o sal, a pimenta do reino, o orégano e os tomates. Cozinhe por uns 5 minutos até engrossar ligeiramente. Dá para meio pacote da massa de sua preferência.

Bolinho de Talo de Brócolis

2 xícaras (chá) de talos de brócolis cozido
2 ovos
1 cebola média picada
Sal à gosto
6 colheres (sopa) de farinha de trigo
Óleo para fritar.
Bata no liqüidificador os talos cozidos juntamente com os ovos. Retire e misture os ingredientes restantes. Frite as colheradas em óleo quente.

Rama de Cenoura

Com o ramo de cenoura, experimente preparar bolinhos, sopas, refogados e enriquecer tortas e suflês .

Ramas de Cenoura Crocantes

1 xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) de óleo
Sal a gosto
30 raminhos de folhas de cenoura
Óleo para fritar
Misture a farinha com o óleo, o sal e 1/2 xícara de água. Passe ligeiramente os raminhos na massa sem cobrí-los totalmente e frite no óleo quente.

Doce de Casca de Melancia

Cascas de 1/2 melancia
1/2 kg. de açúcar
Cravo à gosto
Canela em pau à gosto
Remova a parte verde da casca, passe a polpa branca pelo ralador grosso e reserve. Misture o açúcar com 1/2 copo de água, junte cravo, canela e faça uma calda deixando ferver por 10 minutos .

Patê de Talos de Legumes

2 colheres de talos de beterraba e de espinafre
1 copo de ricota ou maionese
Sal e pimenta à gosto.
Bata tudo no liqüidificador. Sirva gelado.

Pudim de Casca de Goiaba

1 copo de suco de casca de goiaba
1 copo de água
2 colheres bem cheias de maisena
3 colheres bem cheias de açúcar.
Dissolva a maisena, junte os demais ingredientes e misture bem. Leve ao fogo mexendo sempre até engrossar. Despeje em forma umedecida e leve à geladeira.

Geléia de Casca de Abacaxi

Cascas de um abacaxi
4 copos de água
Açúcar, o quanto baste
3 colheres bem cheias de maisena .
Lave com uma escovinha as cascas do abacaxi. Bata as cascas junto com a água no liqüidificador. Passe por uma peneira. Junte o açúcar e a maisena dissolvida. Leve ao fogo e deixe cozinhar bem. Despeje em pirex previamente umedecido. Sirva gelado.

A receita abaixo foi extraída do livro “Diga não ao desperdício” – Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo

Doce de Casca de Abacaxi com Côco

Casca de 1 abacaxi picada
2 xícaras (chá) de açúcar
1 pacote de 100g de côco ralado
1 colher (sopa) de margarina
Descasque 1 abacaxi, lave a casca e ferva com um pouco de água.
Bata a mistura no liquidificador e coe.
A parte que ficou na peneira leve ao fogo em uma panela e acrescente o açúcar, o côco, a margarina e o cravo, se quiser.
Mexa sempre até desprender do fundo da panela. Dá 16 porções

Por
Equipe de Jornalismo
Planeta Natural
jornalismo@planetanatural.com.br

Quer saber mais sobre o assunto?

Visite a Comunidade no Orkut: Nada se Perde, Tudo se Aproveita,  que fica em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13790462 

 

Assista o vídeo excelente do Globo Repórter onde se aprende a fazer “Sal de Ervas”, que é uma mistura simples, excelente para combater o colesterol e a pressão alta, além de dar mais dicas sobre o cozimento dos alimentos em tempo mínimo, numa economia de gás e a manutenção dos nutrientes dos vegetais. O bolso agradece, além da nossa saúde (e a do Planeta também)! Clique na imagem abaixo, para assistir .

Globo Repórter

Assista ainda o vídeo do Programa Cidades & Soluções, com o Jornalista André Trigueiro, dessa vez, falando sobre o desperdício e iniciativas de alguns CEASAS de cidades do Brasil. Porque não no Rio de Janeiro ? Essa é a pergunta que não quer calar.

O PUM DA VACA

Rio – Um vídeo publicado no site Youtube ilustra com bastante humor como os gases emitidos pelos sistema digestivo das vacas é um dos grandes responsáveis pela emissão de gás metano na atmosfera, quantia que contribuiu bastante com a elevação da temperatura do planeta.

No vídeo, a animação de uma vaquinha soltando “pum” mostra as estatísticas em torno do problema, que se agrava diante da enorme quantidade de bovinos no mundo. No Brasil, eles ultrapassam a quantidade de seres humanos. Em todo o mundo emitem cerca de 350 mil toneladas de metano anualmente.

  

De acordo com um recente relatório da ONU, os 1,5 bilhão de cabeças de gado e búfalos, mais o 1,7 bilhão de ovinos e caprinos, com suínos e aves, são responsáveis por cerca de um quinto do aquecimento da terra.

Os pesquisadores da entidade concluiram que comer menos carne é mais promissor para combater o aquecimento que comprando um carro de consumo eficiente. Pense nisso!

Fonte: http://odia.terra.com.br/ciencia

Seu Cardápio ajudando o Planeta!

Você chega em casa depois de um dia no trabalho e se prepara para fazer o jantar. Abre a geladeira e, de acordo com o cardápio, contribui ou não para o aquecimento global… 

Já pensou que a forma como você se alimenta também pode impactar o meio ambiente? Além dos Fast Foods que frequentamos durante o dia e que contribuem demais para o Aquecimento Global (afinal você já deve ter visto aqueles caminhões enormes, transportando freezers gigantescos que mantém fresquinhos o “hamburguer nosso de cada dia”, não é verdade? Então, além do combustível gasto em imensas rotas de distribuição, esse tipo de alimento (derivados de carne bovina) acabam causando um baita estrago na atmosfera.

Tudo bem, você não é chegado a carne, mas gosta de um queijinho importado ou um item que, para chegar à sua mesa, precisa atravessar o País ou até mesmo o continente? Talvez seja hora de pensar melhor em seus hábitos alimentares.

Não vá embora sem ler a matéria abaixo, ela pode te ajudar a pensar melhor sobre o assunto:

Consumir produtos regionais

 pode preservar o planeta

Vem da Itália mais uma iniciativa contra a poluição do planeta: o “menu a quilômetro zero”, selo dado a bares e restaurantes que servem pratos feitos apenas com produtos locais e da estação, produzidos a poucos quilômetros de distância. A idéia foi criada pela organização agrícola Coldiretti para conscientizar as pessoas de que o simples fato de comer também pode ajudar a poluir o meio ambiente. O objetivo é levar o cardápio de baixo impacto ambiental aos refeitórios de escolas, hospitais e órgãos públicos italianos. O transporte de produtos importados, de frutas exóticas e verduras fora da estação ­ em aviões, trens, caminhões e navios ­, aumenta muito a emissão de CO2 na atmosfera. A distância percorrida pelo alimento do campo até nosso prato é conhecida mundialmente como food miles e pode ser calculada. Apesar de não ser exata, dá uma idéia do estrago: na viagem de 1 quilo de cerejas argentinas até Roma, por exemplo, são percorridos 12 mil quilômetros e emitidos 16,2 quilos de CO2. E você não precisa esperar o selo chegar ao Brasil: na próxima vez que for ao supermercado, ao mercadinho da esquina ou à feira de rua, converse com o vendedor e descubra quais são os produtos da sua região ­ e dê preferência ao que foi plantado e colhido mais perto de você.

Descubra a distância percorrida pelos alimentos importados

O site canadense Lifecycles (www.lifecyclesproject.ca/initiatives/food_miles/) traz mais informações sobre Food miles e no site inglês Organiclinker (www.organiclinker.com/food-miles.cfm) é possível calcular a distância percorrida pelos alimentos importados. Apesar do cálculo ser feito em relação à Inglaterra, dá para ter uma noção do quanto viaja a nossa comida.

Elisa Correa

Fonte: Vida Simples

Dica: Procure saber o que sua região ou estado produz e busque consumir os produtos locais. Com certeza será tudo mais fresquinho e saudável e  você ainda vai estar contribuindo para diminuir o impacto ambiental.

A verdade sobre a Nestlê

Outro dia escrevemos sobre o circuito das águas que a Nestlê vem extraindo de forma irresponsável pelo Brasil a fora e agora trago um vídeo onde se mostra que o problema não é somente no Brasil. Tirem suas conclusões. Você ainda quer tomar um danoninho? Aquele, que vale por um bifinho?

Nestlé vem destruindo lençóis freáticos e desmineralizando água medicinal

http://mercedeslorenzo.multiply.com/journal/item/489

Há alguns anos a Nestlé vem utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões.

As águas minerais, de propriedades medicinais, e baixo custo, eram um eficiente e barato tratamento médico para diversas doenças, que entrou em desuso, a partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos médicos. Mas o poder dessas águas permanece. Médicos da região, por exemplo, curam a anemia das crianças de baixa renda apenas com água ferruginosa.

Para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde, desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente. A desmineralizaçã o de água é proibida pela Constituição. Cientistas europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais para fechar a reação. Em outras palavras, a PureLife é uma água
química.

A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água, além de o estar esgotando por não obedecer às normas de restrição de impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos desconhecidos. O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do permitido. Troca de dutos na presença de fiscais é rotina. O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos. A extração em níveis além do aceito está comprometendo os poços minerais, cujas águas têm um lento processo de formação. Dois poços já secaram. Toda a região do sul de Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras localidades.

Durante anos a Nestlé vinha operando, sem licença estadual. E finalmente obteve essa licença no início de 2004.

Um dos brasileiros atuantes no movimento de defesa das águas de São Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas frustradas junto ao governo e imprensa para combater o problema, conseguiu apoio, na Suíça, para interpelar a empresa criminosa. A Igreja Reformista, a Igreja Católica, Grupos Socialistas e a ong verde ATTAC uniram esforços contra a Nestlé, que já havia tentado a mesma prática na Suíça.

Em janeiro deste ano, graças ao apoio desses grupos, Franklin conseguiu interpelar pessoalmente, e em público, o presidente mundial do Grupo Nestlé. Este, irritado, respondeu que mandaria fechar imediatamente a fábrica da Nestlé em São Lourenço. No dia seguinte, o governo de Minas (PSDB), baixou portaria que regulamentava a atividade da Nestlé. Ao invés de multas, uma autorização, mesmo ferindo a legislação federal. Sem aproveitar o apoio internacional para o caso, apoiou uma corporação privada de histórico duvidoso. Se a grande imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão.

Em uma dessas matérias, o vereador Cássio Mendes, do PT de São Lourenço, envolvido na batalha contra a criminosa Nestlé, reclama que sofreu pressões do Governo Federal (PT), para calar a boca. Teria sido avisado de que o pessoal da Nestlé apóia o Programa Fome Zero e não está gostando do barulho em São Lourenço.
A empresa, como estratégia de marketing, incentiva os consumidores a comprar seus produtos, alegando que reverte lucros para o Fome Zero. E qual é a real participação da Nestlé no programa? A contratação de agentes e, parece, também fornecendo o treinamento. Sim, a famosa Nestlé, que tem sido há décadas alvo internacional de denúncias de propaganda mentirosa, enganando mães pobres e educadores para a substituição de leite materno por produtos Nestlé, em um dos maiores crimes contra a humanidade.

A vendedora de leites e papinhas substitutos estaria envolvida com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome Zero, recolhendo informações e gerando lucros e publicidade nas duas pontas do programa: compradores desejosos de colaborar e famintos carentes de comida e informação.

Mais preocupante: o Governo Federal anuncia que irá alterar a legislação, permitindo a desmineralização parcial das águas. O que é isso? Como será regulamentado?

Se a Nestlé vinha bombeando água além do permitido e a fiscalização nada fez, como irão fiscalizar a tal desmineralização parcial ? Além do que, parcial, integral a desmineralização é combatida por cientistas e pesquisadores de todo o mundo. E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa à Nestlé?

O que nós cidadãos ganhamos com isso?

Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, Unilever, Kraft Foods… estão no mesmo caminho ou pior do que a Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de água.

Se essa matéria tocou você de alguma forma, colabore, copie, envie para seus contatos para que a própria Nestlê venha de público dizer o que está fazendo com nossas reservas de ÁGUA MINERAL. Eu quero muito saber. E você?

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