Projeto Minhocasa

Vamos esclarecer algumas coisas? O maior problema da atualidade, nas grandes cidades e que originou um problema do tamanho do mundo, parece se chamar lixo, certo?

Alguém se lembra de nossas avós/mães dizendo que algo era sujo ou estava fedendo, para nos impedir de brincar com algo que caiu no chão, por exemplo? Bem, eu me lembro…

Crescemos achando que o resíduo gerado em nossas cozinhas, o tal lixo úmido, era ruim, fedorento, asqueroso. Eu escrevo e imagino a leitora fazendo cara de nojo ao pensar numa terrível casca de … mamão! Ui!

Brincadeiras à parte, o problema do lixo nos acompanhou desde os tempos primordiais do Homem reunido em sociedades mais ou menos organizadas. Por ser considerado asqueroso, através dos séculos, o Lixo (com L maiúsculo, mesmo!) foi sendo literalmente jogado para baixo tapete, não somente por nós indivíduos componentes das Sociedades Urbanas mas, principalmente, pelas grandes indústrias. Esgoto jogado no Mar, resíduos de fábrica jogados nos rios, lençóis freáticos contaminados, enfim… um problema que agora explode na nossa cara e se chama Impacto Ambiental de proporções catastróficas.

E então se descobre que o Lixo Tóxico produzido pela China, na forma de placas de componentes eletrônicos (computadores, baterias de celular, pilhas, etc) acabam jogados aqui, num lixão em Gramacho ou em outra cidade de periferia do nosso País. Ficamos indignados, não é? Com efeito, algo precisa ser feito. Pressionar as autoridades para que criem uma melhor destinação para o Lixo Tóxico parece ser uma excelente medida mas, o que fazer com o lixo de nossa própria casa ? Para começar, vamos a partir de agora chamar todo e qualquer produto ou subproduto gerado pelo nosso consumo doméstico de “resíduo”.  O resíduo seco, papelão, vidro, latinhas de alumínio, etc, pela própria carência de nossas populações, esse, já tem destino certo, que o Brasil é o país das soluções por conta da inventividade (e da necessidade por que passa) o seu povo. O problema está nos tais resíduos “imundos”, o lixo úmido que acaba gerando mais metano, quando jogado nos lixões, e cujo resíduo, o chorume, vai contaminar, lá no fundo, lá embaixo da terra, os queridos e necessário lençóis freáticos…

Prá tomar conta desse problema ambiental, vigiar se as Indústrias estão jogando metais pesados em local proibido, derramando óleo em rio, em oceano, digamos que a gente tem a mídia e os órgãos constituídos por … nós.  E prá tomar conta desse resíduo que sai da nossa casa? Quem vamos chamar ?

Hoje eu trouxe um vídeo legal, que vai chocar a maioria das pessoas, então querido leitor, se você não tem estômago forte e sente nojo de minhocas, é melhor não clicar no Play. O vídeo que vou mostrar, ensina a construir um minhocário para casas e até apartamentos, que além de produzir humus que é o “adubo feito pelas minhocas”, permite equacionar o problema do resíduo de nossas cozinhas.

Projeto Minhocasa!

Enquanto estava escrevendo esse post, vi no Globo, um artigo que vale à pena transcrever e que só vem confirmar o que eu estava pesquisando.

“Cientistas descobriram como minhocas que consomem metal pesado acabam ajudando plantas a limpar solo contaminado.

Pesquisadores da Universidade de Reading, na Inglaterra, encontraram mudanças sutis nas propriedades de metais à medida que minhocas ingeriam e expeliam o solo onde esses metais se encontravam.

Essas mudanças fizeram com que fosse mais fácil para as plantas absorver metais pesados – altamente tóxicos e prejudiciais à saúde humana – da terra.

As plantas podem normalmente absorver metais pesados do solo e incorporá-los em seus tecidos, mas esse é um processo que pode levar bastante tempo.

Por isso, se as minhocas podem fazer com que os metais se tornem mais fáceis de ser absorvidos pelas plantas, elas se tornarão as “guerreiras ecológicas do século 21”, disseram os cientistas no British Association Science Festival, em Liverpool.

Segundo os pesquisadores, as minhocas são verdadeiros “detetives do solo”: a presença delas pode ser um indicativo sobre a saúde geral da terra.

Esse papel é possível porque as minhocas desenvolveram um mecanismo que permite que elas sobrevivam em solo contaminado com metais tóxicos, incluindo arsênio, chumbo, cobre e zinco.

“As minhocas produzem um tipo de proteína que envolve determinados metais e as mantêm seguras (de intoxicação)”, explicou o pesquisador Mark Hodson.

A análise dos metais foi possível com o uso de um equipamento chamado Diamond Light Source, que utiliza a tecnologia de raios-X para determinar a propriedade de partículas “mil vezes menores do que um grão de sal”.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

E, para arrematar, que o post já está longo demais, deixo uma receitinha de como construir um minhocário, a partir de garrafas pet! Melhor do que isto…

Extraído do Blog “Verde Segredo“, que vale à pena visitar.

 

 

Materiais necessários para cada minhocário
Uma garrafa pet de 2 litros e uma menor de água mineral brita ou pedrinhas, terra, saco de lixo preto, minhocas.Procedimentos
Corte a garrafa pet tirando o bocal. No fundo da garrafa pet coloque brita (não há necessidade de furar o fundo da pet). Sobre a brita coloque a garrafa menor (com água e tampa) dentro da garrafa pet. Ao redor, despeje a terra e largue as minhocas. Após terminar, utilize um saco de lixo escuro para envolver a garrafa, pois as minhocas não são acostumadas com claridade. Não é necessário molhar, pois a garrafinha com água fornece umidade para a terra, a não ser que seja uma região de excessivo calor, molhe de vez em quando, podendo colocar alguns lixos orgânicos sobre a terra para alimento das minhocas. Depois de dias, ao tirar o saco de volta da garrafa poderemos observar os caminhos das minhocas bem definidos. Volte a cobris com o saco de lixo evitando a luz para as minhocas.”

O projeto Minhocasa, pode ser conhecido clicando Aqui .


Sabiam que, depois de aprender tanto sobre minhocas eu acabei achando que elas são as melhores amigas do Homem?

 

Leia tambem Ecologista era sua Avó

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A História das Coisas – Uma história para crianças

Olá amigos.

Trago para compartilhar com os leitores e amigos deste Blog a História das Coisas, traduzida pela Comunidade de Permacultura no Orkut, o que vai facilitar muito a compreensão dos internautas brasucas.

A História das coisas é um documentário curto e objetivo, que esclarece e lança um novo olhar sobre todas as coisas que consumimos há muitas décadas e a forma como a Mídia e Propaganda invadem nossas mentes nos induzindo a consumir, comprar, comprar, comprar, como símbolo de FELICIDADE.

Nós, adultos de hoje, fomos criados seguindo a lógica capitalista, segundo a qual, vale mais quem mais possui, quem mais pode comprar e ostentar o seu poder de compra. Nessa lógica maluca, não é possível ser feliz se não se pode comprar o carro da marca X ou o creme para cabelos que vai modificar sua vida e fazer com que os homens amem mais você.

Até mesmo as empresas ditas “ecologicamente corretas” criam embalagens recicláveis e refis dizendo que com isso estão colaborando com a sustentabilidade (palavra da moda) mas, basta um olhar mais atento, para percebermos que essas empresas só estão criando mais e mais embalagens, mais produtos baseados em plásticos, papel, alumínio e outros produtos que, ao invés de “economizar” o nosso Meio Ambiente, só estão impactando mais.  Me pergunto porque não existem leis que obriguem de verdade as empresas a recolherem as embalagens que vendem, através da criação de postos de coletas ou da troca pura e simples das embalagens em grandes redes de supermercados. Ficaria mais fácil devolver a embalagem vazia de shampoo, ou o creme hidratande daquela empresa “Bonita e Natural”, quando fóssemos às compras. Mas não é fácil, eu reconheço. Não é fácil.

Deixo o documentário para reflexão e, se possível, peço que divulguem essse vídeo para as crianças também. É delas o futuro do Planeta e se a educação vem de berço, já estamos atrasados nessa gigantesca tarefa de recriar as condições mínimas de sobrevivência no Planeta.

Meus parabéns à Comunidade de Permacultura, no Orkut, que se mobilizou para traduzir para nós! Vocês são DEZ!

Com vocês, para vocês, a História das Coisas:

Até as Cascas! Dicas para economizar de forma saudável

 

 Algumas atitudes comuns do dia a dia praticadas pela maioria da população, como por exemplo, cozinhar os alimentos como cenoura, chuchu, e legumes em geral sem a casca, podem retirar as barreiras naturais de proteção destes alimentos contra a perda de seus elementos nutritivos durante a fervura. Excluindo a casca comestível de algumas frutas, acabamos perdendo muitas fibras, que são importantíssimas para o bom funcionamento do intestino. Também não se deve cozinhar os legumes em água e depois jogá-la fora, já que todas as  vitaminas hidrossolúveis (aquelas diluídas na água) se perdem. 

Você quer saber mais dicas? 

  • Dicas para evitar maiores perdas dos alimentos:

  • Quando for usar uma metade de abacate, deixe a outra com o caroço – isso evita que ela se deteriore com rapidez;

  • A abóbora é altamente nutritiva, e devemos nos lembrar de aproveitá-la inteira: casca, folhas, polpa e o cabo. Seus caroços, quando torrados com sal, servem como aperitivo. Use o mesmo procedimento para a soja e sementes do melão;

  • Cascas, talos e folhas das hortaliças são ricos em fibras e podem ser utilizados em refogados, sopas, bolinhos, recheios para tortas, farofa e etc;

  • Não adicione bicarbonato de sódio ou outras substâncias químicas na água do cozimento para acentuar sua cor. Alguns nutrientes são destruídos por elas;

Agora, aprenda a reaproveitar sobras de alimentos em algumas receitas interessantes com ingredientes que você nunca pensou em utilizar na sua cozinha:

Pó de Casca de Ovo Separe a casca, ferva por cinco minutos e seque ao sol. Bata no liquidificador e depois passe por um pano fino. Deve ficar como pó. Utilize uma colherinha nos refogados, sopas, arroz, feijão, molhos, etc.. O pó de casca de ovo é riquíssimo em cálcio, nutriente importante para o crescimento e prevenção da osteoporose, na gravidez e amamentação.

Talos de Agrião Faça bolinhos ou refogados com carne moída.

Folhas de Brócolis ao Forno

600 g de folhas de brócolis (1 pé)
2 ovos batidos
2 colheres (sopa) de margarina
¼ xícara (chá) de farinha de rosca
2 colheres (sopa) de queijo ralado
sal à gosto
Cozinhe um pouco as folhas de brócolis com sal e escorra. Misture a farinha de rosca com a margarina derretida e junte todos os outros ingredientes, menos o queijo ralado que deve ser salpicado por cima. Asse em forno moderado por 30 à 40 minutos.

Cascas de Goiaba

Lave-as bem e bata-as no liqüidificador com água. Adoce à gosto.

Cascas da Maçã

Utilize-as no preparo de sucos e chás.

Doce de Casca de Maracujá

Lave 6 maracujás, descasque-os deixando toda a parte branca e dura com água. Deixe de molho de um dia para outro. Escorra, coloque em uma panela com 2 xícaras de açúcar e 3 xícaras de água. Deixe apurar. Se desejar acrescente canela.

Folhas de Couve-Flor

Prepare sopas com folhas desta hortaliça.

Bolinhos de Folhas de Beterraba

1 copo de talos e folhas lavadas e picadas
2 ovos
5 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de água
Cebola picada
Sal à gosto
Óleo para fritar
Bata bem os ovos e misture os outros ingredientes. Frite os bolinhos em óleo quente e escorra em papel absorvente.

Folhas de Uva

Podem ser enroladas com carne moída e servidas com molho de tomate.

Folhas de Figo

Pode-se utilizá-las no preparo de licores, chás ou xaropes.

Doce de Casca de Banana

5 copos de cascas de banana nanica, bem lavadas e picadas
2 1/2 copos de açúcar.
Cozinhe as cascas, em pouca água, até amolecerem. Retire do fogo, escorra, reserve o caldo do cozimento e deixe esfriar. Bata as cascas e o caldo no liqüidificador e passe por peneira grossa. Junte o açúcar e leve novamente ao fogo lento. Mexendo sempre, até o doce desprender do fundo da panela.

Aperitivo de Cascas de Batata

Cascas de batata
Óleo e sal.
Lave as cascas e frite-as em óleo quente, até ficarem douradas e sequinhas. Tempere à gosto.

Pó de Folha de Mandioca

A folha de mandioca é rica em vitaminas e ferro. Seque as folhas de mandioca na sombra e depois bata no liqüidificador. Use uma pitada de sal ao preparar um prato.

Molho de Cascas de Berinjela para Massas

2 dentes de alho picados
3 colheres (sopa) de óleo
2 copos de cascas de berinjelas cortadas em tiras de 1 cm de largura.
1 1/2 copo de água
Sal e pimenta do reino à gosto
1 colher (chá) de orégano
4 tomates sem pele e sem sementes ou
6 colheres (sopa) de polpa de tomate.
Doure o alho no óleo. Junte as cascas de berinjelas e refogue por 5 minutos. Junte a água, o sal, a pimenta do reino, o orégano e os tomates. Cozinhe por uns 5 minutos até engrossar ligeiramente. Dá para meio pacote da massa de sua preferência.

Bolinho de Talo de Brócolis

2 xícaras (chá) de talos de brócolis cozido
2 ovos
1 cebola média picada
Sal à gosto
6 colheres (sopa) de farinha de trigo
Óleo para fritar.
Bata no liqüidificador os talos cozidos juntamente com os ovos. Retire e misture os ingredientes restantes. Frite as colheradas em óleo quente.

Rama de Cenoura

Com o ramo de cenoura, experimente preparar bolinhos, sopas, refogados e enriquecer tortas e suflês .

Ramas de Cenoura Crocantes

1 xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) de óleo
Sal a gosto
30 raminhos de folhas de cenoura
Óleo para fritar
Misture a farinha com o óleo, o sal e 1/2 xícara de água. Passe ligeiramente os raminhos na massa sem cobrí-los totalmente e frite no óleo quente.

Doce de Casca de Melancia

Cascas de 1/2 melancia
1/2 kg. de açúcar
Cravo à gosto
Canela em pau à gosto
Remova a parte verde da casca, passe a polpa branca pelo ralador grosso e reserve. Misture o açúcar com 1/2 copo de água, junte cravo, canela e faça uma calda deixando ferver por 10 minutos .

Patê de Talos de Legumes

2 colheres de talos de beterraba e de espinafre
1 copo de ricota ou maionese
Sal e pimenta à gosto.
Bata tudo no liqüidificador. Sirva gelado.

Pudim de Casca de Goiaba

1 copo de suco de casca de goiaba
1 copo de água
2 colheres bem cheias de maisena
3 colheres bem cheias de açúcar.
Dissolva a maisena, junte os demais ingredientes e misture bem. Leve ao fogo mexendo sempre até engrossar. Despeje em forma umedecida e leve à geladeira.

Geléia de Casca de Abacaxi

Cascas de um abacaxi
4 copos de água
Açúcar, o quanto baste
3 colheres bem cheias de maisena .
Lave com uma escovinha as cascas do abacaxi. Bata as cascas junto com a água no liqüidificador. Passe por uma peneira. Junte o açúcar e a maisena dissolvida. Leve ao fogo e deixe cozinhar bem. Despeje em pirex previamente umedecido. Sirva gelado.

A receita abaixo foi extraída do livro “Diga não ao desperdício” – Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo

Doce de Casca de Abacaxi com Côco

Casca de 1 abacaxi picada
2 xícaras (chá) de açúcar
1 pacote de 100g de côco ralado
1 colher (sopa) de margarina
Descasque 1 abacaxi, lave a casca e ferva com um pouco de água.
Bata a mistura no liquidificador e coe.
A parte que ficou na peneira leve ao fogo em uma panela e acrescente o açúcar, o côco, a margarina e o cravo, se quiser.
Mexa sempre até desprender do fundo da panela. Dá 16 porções

Por
Equipe de Jornalismo
Planeta Natural
jornalismo@planetanatural.com.br

Quer saber mais sobre o assunto?

Visite a Comunidade no Orkut: Nada se Perde, Tudo se Aproveita,  que fica em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13790462 

 

Assista o vídeo excelente do Globo Repórter onde se aprende a fazer “Sal de Ervas”, que é uma mistura simples, excelente para combater o colesterol e a pressão alta, além de dar mais dicas sobre o cozimento dos alimentos em tempo mínimo, numa economia de gás e a manutenção dos nutrientes dos vegetais. O bolso agradece, além da nossa saúde (e a do Planeta também)! Clique na imagem abaixo, para assistir .

Globo Repórter

Assista ainda o vídeo do Programa Cidades & Soluções, com o Jornalista André Trigueiro, dessa vez, falando sobre o desperdício e iniciativas de alguns CEASAS de cidades do Brasil. Porque não no Rio de Janeiro ? Essa é a pergunta que não quer calar.

Garrafas PET – Idéias Brilhantes

Essa semana decidi escrever matérias somente sobre recicláveis e quero começar com a Garrafa PET, essa invenção que deu certo em termos econômicos e de praticidade mas que vem trazendo uma dor de cabeça, quando se pensa em degradação de Meio Ambiente.
O Plástico das PETs é feito de poliéster (derivado de petróleo)  e demora até 100 anos para se decompor . São produzidas atualmente, por mês, 370 Toneladas no Brasil, das quais apenas 50% vão para reciclagem (o restante vai parar nos córregos e rios e nos lixões), ocupando 20% do volume dos lixões atualmente.
Felizmente já existe uma tímida iniciativa para conscientização da Sociedade, no sentido de separar os resíduos domésticos.  Em cada Estado, no Brasil, existem cooperativas de catadores que  já começam a perceber que a PET pode gerar renda e, com isso, esperamos que o volume de garrafas plásticas descartadas nos Lixões diminua substancialmente, assim como ocorreu com as latinhas de alumínio. 
Para quem quer aprender um pouco mais sobre o novo universo possível para o plástico que iria parar no canal perto de nossa casa, convido a assistirem os vídeo abaixo, do Globo Repórter, onde a gente conhece o Moisés que resolveu dois problemas de uma só vez, usando garrafas PET, ou um projeto de AQUECEDOR feito a partir de Garrafas PET!

  

Matéria Relacionada: https://ecoamigos.wordpress.com/2007/11/19/feliz-natal-com-pet/

Litros de Luz!

Lâmpada, de Garrafas PET

Cada litro que se poupa ajuda a produzir energia – nas hidrelétricas e na engenhoca do mecânico Alfredo Moser. Em 2002, em pleno apagão, o mecânico de Uberaba percebeu que poderia escapar do breu pendurando no telhado de casa garrafas plásticas cheias de água.

“É uma garrafa PET de dois litros, com água limpa, duas tampinhas de água sanitária e um potinho de filme de máquina fotográfica para proteger do sol, para não estragar a tampa”, ensina seu Alfredo.

A invenção atravessou divisas e virou atração no Parque Ecológico Chico Mendes, na Grande São Paulo. Também atiçou a curiosidade da ciência. O engenheiro elétrico Clivenor de Araújo Filho mediu a intensidade de luz de cada garrafa. “Essa luminosidade equivale a uma lâmpada entre 40 e 60 watts”, constata.

A idéia luminosa de seu Alfredo se espalhou pela vizinhança. A dona de casa Geralda Monteiro de Melo tratou logo de instalar as tais lâmpadas de água em casa, até no banheiro.

“O banheiro era incrível de escuro e agora está claro. Ela não tem desvantagem nenhuma. Funciona quando chove, não tem goteira”, garante dona Geralda.

Aprovação também na oficina do torneiro mecânico José Marcos de Castro. A conta de luz baixou. As lâmpadas estão lá há dois anos e sem nenhuma manutenção. “É só deixar lá. Quando eu chego de manhã, já estão ligadas. À noite, desligam automaticamente”, diz.

A imagem é curiosa: bicos de garrafas para fora dos telhados no bairro todo.

Sem janelas e com o orçamento apertado, a dona de casa Lídia Arapongas também fez furos no teto para sair da penumbra. “É ótimo”, elogia.

Idéias simples como essas podem ajudar o planeta, mas precisam ser postas em prática com a urgência que a natureza agora impõe. Rafael e seus colegas de escola, seu Jairo e seu Alfredo já começaram a cuidar do futuro.

Assistam ao vídeo, vale à pena:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM681129-7823-LITROS+DE+LUZ,00.html

Tecnologia Social – Dessalinização de Água para o Semi Árido Nordestino

Pelo Blog Action Day!
Porque o Brasil é um País de proporções continentais e infinitas possibilidades. Eu acredito.

Tecnologias sociais garantem água, peixe e criação no semi-árido.

 

A Caatinga retratada por Graciliano Ramos em “Vidas Secas”, onde o sertanejo é derrotado pela natureza dura, expulso da terra pela impossibilidade de um futuro, não é mais a realidade em um pequeno pedaço do Sertão do Seridó, no Rio Grande do Norte. Caatinga Grande, um assentamento da reforma agrária feito em 1989, perto do pequeno município de São José do Seridó, a quase 300 km de Natal, é um modelo de desenvolvimento que vai servir como vitrine para tecnologias inovadoras, e ao mesmo tempo simples, de desenvolvimento social e econômico, o Programa Água Doce.

Na vila modesta, com a igreja dedicada a Santa Rita ao fundo, as casas são a prova de que a miséria foi espantada da região. Sem luxo e com dignidade, a comunidade de Caatinga Grande foi escolhida para testar uma tecnologia inovadora. Dona de um dos milhares de poços de água salobra cavados pelo sertão nordestino, a comunidade tem um dessalinizador que produz dez litros de água potável por dia para cada um de seus 355 habitantes. Isto é o suficiente para o consumo e para cozinhar. Água para outros fins não precisa ser potável. No entanto, a tecnologia de dessalinização gera um resíduo muito inconveniente: “Para cada litro de água potável temos um litro de água saturada em sais”, explica Odilon Juvino de Araújo, técnico da Embrapa que atua na comunidade. Essa água salinizada, quando descartada no solo contamina a terra e mata as plantas, conta o sertanejo Deda, batizado José Anselmo Filho.

Jogar fora a água salgada sempre foi para a comunidade um grande problema e já estava causando conflito com a vizinhança. O desafio sobre o que fazer com este resíduo foi levado à Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuária), que em Petrolina, em Pernambuco, já desenvolvia pesquisas nesta direção. “Viemos para resolver um problema ambiental”, explica Odilon, e acabamos criando um círculo virtuoso a partir do dessalinizador.

A menos de trezentos metros fora da vila se avistam três “piscinas”. Elas são parte da solução encontrada pela Embrapa e recebida, em princípio, com uma certa desconfiança pela população. “Já prometeram muita coisa, a gente aprende a desconfiar”, diz Netinha, sertaneja orgulhosa da vida que construiu no assentamento de Caatinga Grande. “Agora é diferente, já tem resultado”, diz ela apontando os peixes que saltam no tanque cheio de água salobra.

O sistema é simples, a água potável do dessalinizador vai para uma caixa d´água que abastece a comunidade, e a água residual vai para dois tanques onde é feita a criação de tilápia rosa, variedade híbrida do gênero Oreochromis, um peixe resistente e que gosta de águas com alto conteúdo mineral. Ao lado destes tanques tem um terceiro, para onde vai a água já servida pelos peixes, rica em minerais e em matéria orgânica. Esta água, com grande potencial de poluição, é usada para irrigar uma área plantada com erva sal (Atriplex nummularia), um arbusto forrageiro de origem australiana, que gosta de sal e serve como complemento alimentar para ovelhas e cabras criadas na região.

Cícero Martins da Costa, mais conhecido como “Pai dos Peixes”, é um dos responsáveis pelo cuidado cotidiano da criação de peixes. “Demorou para acreditar nesta história, mas agora os peixes estão gordos e vai dar uma boa pesca”, conta. A expectativa é de 800 quilos de tilápia rosa, que poderão ser vendidos ou consumidos pela comunidade. “É renda que não existia”, diz ele. O tesoureiro Miguelinho, responsável pela arrecadação e divisão dos resultados do projeto, conta que os dois tanques de peixes não são povoados simultaneamente. “Existe uma brecha de três meses entre cada um, os peixes estão prontos para pescar em seis meses. Com os dois tanques a gente consegue tirar peixe a cada três meses”. Desta forma a comunidade tem peixe quatro vezes por ano e não apenas duas, o que distribui melhor os resultados do projeto.

No final de março a comunidade de Caatinga Grande entrou em dias de festa. Autoridades e técnicos foram até lá para conhecer as instalações e ver como uma tecnologia simples, barata e de fácil replicação pode ajudar a resolver os problemas do semi-árido e dar um grande impulso ao desenvolvimento local. Iberê Ferreira de Souza, vice-governador do Rio Grande do Norte, que também acumula a Secretaria de Meio Ambiente, vê no Programa Água Doce a redenção para centenas de comunidades do semi-árido. “Temos mais de 400 dessalinizadores espalhados por este sertão, e mais da metade parados por falta de manutenção”, diz.

Caatinga Grande recebeu com satisfação gente importante do governo do Estado e do Governo Federal. Tudo para mostrar que desta vez o dinheiro foi bem gasto. Não sumiu pelo ralo da “indústria da seca” que há séculos sangra os cofres públicos sem dar água a ninguém. João Bosco Senra, secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, acredita que em pouco tempo esta tecnologia poderá ser utilizada em muitos dos dois mil poços já existentes no semi-árido, região que vai do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, passando pelos estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará. “Estamos desenvolvendo novos materiais para os dessalinizadores, para tornar mais fácil e barata a manutenção”, explica.

Senra acredita que apenas com a comunidade assumindo a responsabilidade pela implantação e manutenção dos equipamentos será possível mantê-los sempre operacionais. “Não tem sentido precisar de técnicos que vêm da capital para consertar bombas e trocar filtros”, ressalta.

E esta capacitação da população local para operar todas as fases do projeto teve sucesso em Caatinga Grande, graças ao suporte da Embrapa Semi-Árido, que desenvolveu a tecnologia de criação dos peixes e uso da erva sal em uma instalação piloto em Petrolina, Pernambuco. Odilon Juvino explica que o desafio era “o que fazer com a água salobra que sai do dessalinizador”. Deste desafio surgiu uma solução integrada que dá água potável, peixes e ração para cabras e ovelhas. Um modelo de desenvolvimento social que aponta para um horizonte de sustentablidade.

Uma conta nada salgada

Ao contrário da água salgada que sobra dos dessalinizadores, a conta paga pela Fundação Banco de Brasil (FBB) para a implantação do Projeto Água Doce no semi-árido nordestino tem um sabor de qualidade de vida. Cada uma das instalações – que inclui conserto e modernização dos dessalinizadores, construção dos tanques de criação de tilápias, bombas para a movimentação da água, plantio de erva sal e assistência técnica da Embrapa e do Ministério do Meio Ambiente – custa para a FBB cerca de R$ 70 mil. “Este é um dinheiro muito bem gasto”, diz o presidente da Fundação, Jacques de Oliveira Pena. “São cerca de R$ 0,50 por pessoa por dia, para garantir água potável de qualidade, saneamento ambiental, alimento, renda e estímulo à produção pecuária caprina”, resume Pena. Isto apenas no primeiro ano, porque depois as contas da FBB mostram que o projeto torna-se auto-suficiente apenas com a renda que poderá ser obtida com os peixes.

O desenvolvimento local e as tecnologias sociais são focos prioritários de investimento da Fundação Banco do Brasil, uma organização criada em 1985 para direcionar recursos para o desenvolvimento social de áreas de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Jacques Pena, que está em seu segundo mandato à frente da organização, explica que, no início, a FBB apoiava projetos em diversas áreas, como construção de praças e atividades diversas. “Hoje temos mais foco, atuamos na área social com tecnologias que promovam o desenvolvimento humano e apoiamos algumas ações na área cultural”, explica.

Para ele, o Projeto Água Doce é exatamente o foco de atuação da Fundação. Contribui para várias metas de desenvolvimento, como água potável, segurança alimentar e geração de renda. A FBB vai aplicar ao todo R$ 2,8 milhões na recuperação de poços e dessalinizadores em todo o semi-árido, além da construção dos tanques de peixes e áreas para a plantação da erva sal. Estas áreas são cercadas com lonas plásticas de contenção para que a água salgada não escape para o lençol freático.

Jacques Pena, com a experiência de quem visita centenas de projetos sociais em todo o Brasil, vê em Caatinga Grande uma experiência que pode ser replicada com sucesso. “O importante é ter o que mostrar para o sertanejo”, diz ele. “Este projeto vai servir de modelo e referência, outras comunidades poderão mandar representantes para conhecer e ver como funciona”, explica o executivo. Desta forma, o modelo “São Tomé” vai ajudar a melhorar a qualidade de vida, todo mundo vai poder ver para crer.

Por Adalberto Wodianer Marcondes

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.

Fonte: Envolverde/Terramérica

Link para o Vídeo do Globo Ecologia sobre a matéria, exibido em 13/10/2007

Globo Ecologia

Equipamento captura CO2 diretamente da atmosfera

As propostas de captura e armazenamento de carbono – também conhecidas como seqüestro de carbono – baseiam-se normalmente em tecnologias voltadas para aplicação em grandes estruturas, como usinas termoelétricas, por exemplo. Embora promissoras, essas propostas deixam de lado cerca de metade do carbono emitido, que vem principalmente de automóveis e outras fontes móveis ou dispersas.

Equipamento para captura de CO2

Agora, o pesquisador Frank Zeman, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, propôs a construção de um equipamento capaz de capturar o CO2 diretamente da atmosfera. Ele poderia ser instalado em áreas de grande concentração de veículos ou em áreas industriais, processando o ar ambiente e preparando o dióxido de carbono para armazenamento.

O maior desafio para a tecnologia de captura estacionária de CO2 é a baixa concentração do gás na atmosfera – 1 tonelada de CO2 capturado exigirá o processamento de 3 milhões de metros cúbicos de ar.

Correntes atmosféricas naturais

Desta forma, o custo da captura torna-se altamente dependente da energia necessária para movimentar o ar. Custo que pode ser totalmente eliminado, segundo o pesquisador, se o equipamento for instalado de forma a aproveitar as correntes naturais de vento.

O processo de funcionamento do equipamento é semelhante ao das demais técnicas de captura de CO2. O gás é absorvido por uma solução de hidróxido de sódio, resultando em um carbonato, que tem os íons de sódio substituídos por íons de cálcio. O CO2 é liberado do carbonato de cálcio por calcinação termal em um forno modificado especialmente para a tarefa.

O CO2 é então armazenado em cilindros a uma pressão de 80 bar. A energia consumida no processo é calculada em 350 kJ/mol de CO2 capturado, sem contar o gasto para pressurização do gás e a eventual necessidade de movimentação do ar ambiente.

Bibliografia:
Energy and Material Balance of CO2 Capture from Ambient Air
Frank Zeman
Environmental Science & Technology
September 26, 2007
Vol.: ASAP Article
DOI: 10.1021/es070874m S0013-936X(07)00874-7

 

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

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