Em 2009 adote uma Área Verde!


Primeiro de janeiro é o dia de começar a cumprir as resoluções de fim de ano. A maioria das promessas costuma ser de caráter pessoal (fazer mais exercício, parar de fumar, alimentar-se melhor, etc…), mas há boas ações que podem ajudar também toda a cidade. A reportagem de capa do GLOBO-Barra desta quinta-feira (aqui, para assinantes) mostra pessoas que em 2008 deram um bom exemplo: a adoção de áreas verdes da cidade, através da participação de um programa da Fundação Parques e Jardins (FPJ)

A Fundação Parques e Jardins do Rio de Janeiro, criou o programa Adote uma Área Verde, com o objetivo de estabelecer parcerias com empresas, associações de moradores e demais seguimentos da sociedade, para que Praças Públicas, Jardins e áreas verdes em nossa cidade sejam cuidadas e preservadas, já que reconhece que não é possível manter todas as áreas existentes com os recursos de que dispõe.

Esta parceria gera benefícios imediatos para todos:

– o adotante tem sua marca associada à projetos de marketing urbanístico, ecológico, cultural e de responsabilidade social;

– as comunidades locais são valorizadas pela proximidade às áreas de lazer bem cuidadas e agradáveis;

– e o setor público passa a dispor de mais recursos para investimento em áreas mais carentes da Cidade.

O adotante de uma área verde (que pode ser uma simples árvore, um canteiro, uma praça ou um trecho de parque municipal) fica responsável por cuidar daquela área, fazendo a manutenção, e avisando à Fundação Parques e Jardins sobre quaisquer danos mais graves. A FPJ reconhece que a Prefeitura não tem recursos para cuidar de todas as áreas verdes do Rio, e que a participação da população, através desse programa, é sempre bem-vinda.

Para quem quiser seguir o exemplo, o processo não tem grandes burocracias. Qualquer cidadão pode adotar uma árvore ou praça próxima à sua casa. Para isso, basta comparecer à sede Fundação Parques e Jardins (dentro do Campo de Santana, no Centro) com identidade, CPF, e uma carta manifestando o desejo de adoção de determinada área. Técnicos da FPJ farão uma vistoria para avaliar quais as condições daquela área, e será assinado um contrato entre o adotante e a prefeittura. Assim que o contrato é publicado no Diário Oficial, o cidadão passa a ser responsável pela área.

O endereço da Fundação Parques e Jardins é:

Praça da República s/nº – Campo de Santana
Centro – Rio de Janeiro – RJ
Cep.: 20211-360 – Tel: 2323-3500

Vários condomínios adotaram canteiros e praças, na Barra, além de empresas que vêm adotando esta excelente idéia. Pessoas físicas também já tomaram esta atitude que faz bem a quem adota e à cidade.
A curto prazo, estas parcerias são interessantes para quem adota e a médio e longo prazo poderemos contar com mais ruas arborizadas, diminuindo a temperatura do bairro em que você mora.

Agora, dê uma boa olhada em sua rua e, se ela é arborizada ou numa Praça pertinho da sua casa e veja quantas árvores estão precisando de cuidados imediatos. Não basta plantar, tem que cuidar da árvore que é um ser vivo e, como tal, necessita de alimentação e cuidados, está sujeita à fungos e doenças que a fazem apodrecer e cair com a primeira chuva mais forte. Que tal juntar-se aos vizinhos e separar algum tempo para cuidar de uma área verde em seu bairro ? Você cuida do Planeta, faz amigos e ganha um lugar mais bonito para viver. A Natureza, e os seus filhos e netos, é claro, agradecem, afinal, além de ajudar o Planeta a se recuperar, você estará ajudando nossa cidade a voltar a ser Maravilhosa! 

 

tijuca

Rua Dona Delfina, na Tijuca - Rio de Janeiro

 

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Ajuda para Santa Catarina

Tragédia em Santa Catarina

Tragédia em Santa Catarina

 

Acredito que seja do conhecimento de todos, a situação de catástrofe que se abateu sobre Santa Catarina nos dois últimos meses. A Cidade está literalmente debaixo d’água, contando dezenas de mortos (que podem chegar a centenas) e milhares de desabrigados. Tragédia igual não ocorria desde 1980, quando mais de duzentas mil pessoas ficaram desabrigadas. 
Dessa vez não vou levantar um tópico para discutir os motivos climáticos que desencadearam a tragédia, nem culpar governos ou população. 
O que me traz aqui é a possibilidade de divulgar um canal para ajudar aqueles que estão passando por momentos de desolação. 

A Defesa Civil de Santa Catarina abriu duas contas bancárias para receber depósitos para ajudar as pessoas atingidas pelas fortes chuvas que caíram no Estado. Os interessados em contribuir podem depositar qualquer quantia nas contas do órgão no Banco do Brasil ou Besc. Nesta terça, uma conta foi aberta pelo Banco Bradesco para arrecadar fundos para as vítimas das chuvas no Estado. Todo dinheiro arrecado será utilizado para compra de mantimentos para os desalojados, de acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina e com o banco.

Quem quiser fazer doações pode depositar a quantia desejada nas contas do Banco do Brasil (agência 3582-3, na conta corrente 80.000-7) e do Besc (agência 068-0, na conta corrente 80.000-0). Os depósitos devem ser feitos para o Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ – 04.426.883/0001-57. Na conta do Bradesco, o depósito deve ser feito na agência 348-4, conta corrente 160.000-1, também em nome do Fundo Estadual da Defesa Civil.

Vamos ajudar?

A Cota de cada um

Uma nota preocupante sobre nosso consumo e o Planeta…

Fonte: http://www.unisinos.br

A reportagem é de Antonio Cianciullo e publicada pelo
jornal La Repubblica, 22-09-2008.

Imagine um contador, fazendo a “contabilidade” do que consumimos de recursos do Planeta. Imagine que a Terra é um Banco de Recursos e que nós sejamos os correntistas desse enorme (porém não inesgotável) banco.

Todos os anos, desde 1955, é feita uma espécie de “balanço” do nosso consumo na Terra. Esse balanço é chamado Earth Overshoot Day e, naquele ano, o “balanço” fechou quase dois meses mais tarde.  Neste ano, ele se encerrou em 23 de setembro e, a partir de então, já estamos consumindo com as contas “no vermelho” e, até o final deste ano vamos consumir muito mais recursos do que aqueles que a natureza pode fornecer de modo renovável.

Isso significa dizer que estamos comendo, apenas no último século,  o capital biológico acumulado em mais de três bilhões de anos de evolução da vida!  nem mesmo uma superintervenção como a do governo dos Estados Unidos para tapar os buracos dos bancos americanos bastaria para reequilibrar nossa relação com o planeta.

Dia 23 de setembro de 2008 foi o Earth Overshoot Day (dia da ultrapassagem dos limites da Terra, ndt): a hora da bancarrota ecológica.

O Earth Overshoot Day é o dia em que a renda anual à nossa disposição acaba e os seres humanos vivos continuam a sobreviver pedindo um empréstimo ao futuro, ou seja, retirando riqueza aos filhos e aos netos. A data foi calculada pelo Global Footprint Network, a associação que mensura a pegada ecológica, ou seja, o sinal que cada um de nós deixa sobre o planeta retirando aquilo de que necessita para viver e eliminando o que não lhe serve mais, os rejeitos.

O dia 23 de setembro não é uma data fixa. Por milênios o impacto da humanidade, em nível global, foi transcurável: era um número irrelevante no que se refere à ação produzida pelos eventos naturais que modelaram o planeta. Com o crescimento da população (o século vinte começou com 1,6 bilhões de seres humanos e concluiu com 6 bilhões de seres humanos) e com o crescimento do consumo (o energético aumentou 16 vezes durante o século passado) o quadro mudou em períodos que, do ponto de vista da história geológica, representam uma fração de segundo.

Em 1961 metade da Terra era suficiente para satisfazer as nossas necessidades. O primeiro ano em que a humanidade utilizou mais recursos do que os oferecidos pela biocapacidade do planeta foi 1986, mas, daquela vez o cartãozinho vermelho se ergueu no dia 31 de dezembro: o dano ainda era moderado. Em 1995 a fase do superconsumo já devorara mais de um mês de calendário: a partir de 21 de novembro a quantidade de madeira, fibras, animais e verduras devoradas ia além da capacidade dos ecossistemas de se regenerarem; a retirada começava a devorar o capital à disposição, num círculo vicioso que reduz os úteis à disposição e constringe a antecipar sempre mais o momento do débito.

Em 2005, o Earth Overshoot Day caiu no dia 2 de outubro. Neste ano já o adiantamos para o dia 23 de setembro: já consumimos quase 40 por cento a mais do que aquilo que a natureza pode oferecer sem se empobrecer. Segundo as projeções das Nações Unidas, o ano no qual – se não se tomarem providências – o vermelho vai disparar no dia primeiro de julho será 2050. Isto significa que na metade do século precisaremos de um segundo planeta à disposição. E, visto que é difícil levantar para aquela época a hipótese de uma transferência planetária, será preciso bloquear o superconsumo agindo numa dupla frente: tecnologias e estilos de vida.

O esforço inovador da indústria de ponta produziu um primeiro salto tecnológico relevante: no campo dos eletrodomésticos, da iluminação, da calefação das casas, da fabricação de algumas mercadorias o consumo se reduziu notavelmente. Mas, também os estilos de vida desempenham um papel relevante. Para nos convencermos disso basta confrontar o débito ecológico de países nos quais os níveis de bem-estar são semelhantes. Se o modelo dos Estados Unidos fosse estendido a todo o planeta, precisaríamos de 5,4 Terras. Com o estilo do Reino Unido se desce a 3,1 Terras. Com a Alemanha a 2,5. Com a Itália a 2,2.

“Temos um débito ecológico igual a menos do que a metade daquele dos States, mesmo para nossa adesão às raízes da produção tradicional e para a liderança no campo da agricultura biológica, a de menor impacto ambiental”, explica Roberto Brambilla, da rede Lilliput que, junto com a WWF, cuida da difusão dos cálculos do rastro ecológico.

É, sem dúvida, uma equação difícil (mas não impossível) de resolver. A resposta para isso talvez seja criar um novo lema individual e de responsabilidade intransferível:

“Consuma com moderação, para que os seus filhos e netos tenham o que consumir.”

Concentração de CO2 tem aumento recorde

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Como se as recentes previsões do IPCC (o painel do clima das Nações Unidas) sobre o aquecimento da Terra não fossem pessimistas o suficiente, um grupo de cientistas do Reino Unido afirmou ontem que elas já estão defasadas: o aumento da concentração de gás carbônico (CO2) na atmosfera terrestre cresceu 35% desde o ano 2000 -uma aceleração sem precedentes.Isso significa que, se a tendência for mantida, todos os efeitos previstos da mudança climática se farão sentir mais cedo e de forma mais aguda.
Em estudo publicado na edição de hoje da revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA (www.pnas.org), o grupo afirma que a taxa de crescimento do CO2 atmosférico foi de 1,93 parte por milhão (ppm) por ano entre 2000 e 2006. Nos anos 1990, essa taxa era de 1,49 ppm ao ano.

Hoje, a concentração de gás carbônico na atmosfera é de 381 partes por milhão, o que já representa um aumento brutal em relação aos níveis pré-industriais: em 1750, o nível de CO2 no ar era 280 partes por milhão. Nunca antes, nos últimos 650 mil anos, essa cifra havia sido ultrapassada.

O gás carbônico é o principal responsável pelo efeito estufa, nome dado à retenção do calor irradiado pela Terra por uma capa de gases na atmosfera. A aceleração do efeito estufa por atividades humanas, em espacial a queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e derivados) e o desmatamento, é a principal causa das mudanças climáticas que o planeta sofre.

O novo estudo indica que a humanidade está acelerando rumo a uma concentração de CO2 considerada perigosa: a partir de 450 ppm, dizem os cientistas, será virtualmente impossível limitar o aquecimento adicional do planeta a 2C até 2100, nível considerado mais seguro.Causa tripla
A aceleração a partir de 2000 tem três causas principais. Primeiro, as emissões cresceram de forma acelerada, especialmente no Terceiro Mundo (leia-se China), que se desenvolve à custa do uso intensivo de petróleo e carvão.

Depois, a chamada intensidade energética -ou total de carbono emitido por dólar produzido no PIB- cresceu nos últimos anos. Ou seja esses países estão se desenvolvendo de forma cada vez mais suja, usando o combustível fóssil mais poluente (e barato), o carvão. Por fim, os “ralos” naturais de que a Terra dispõe para escoar o carbono produzido pela humanidade, em especial os oceanos, parecem estar esgotando sua capacidade.

“Nós não estamos no caminho em que pensávamos estar em termos do controle do aquecimento global”, disse Corinne Le Quéré, da Universidade de East Anglia (Reino Unido), co-autora do estudo. O grupo de Le Quéré analisou dados sobre o gás carbônico atmosférico obtidos a partir de 1959, e os comparou com as tendências atuais.

Eles descobriram que as projeções feitas no final dos anos 1990 subestimaram as emissões decorrentes do uso de energia em até 17%.

Em meio a tanta notícia ruim, o estudo traz um dado positivo para o Brasil: as emissões decorrentes do desmatamento na América do Sul caíram de 900 milhões para 600 milhões de toneladas de carbono por ano. Uma queda que o Brasil ameaça compensar aumentando, como tem feito, a fatia do carvão na sua matriz energética. 

Folha de São Paulo – 23/10/2007

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