DE VOLTA PARA O FUTURO

(Parte 2)
Engo. Agro. JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO
jviana@openlink.com.br
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Semanas atrás, ao ler minha correspondência eletrônica, fui surpreendido com uma mensagem de parabéns por ter sido sorteado para um curso presencial intensivo (de uma semana e que, soube depois, custa R$740/aluno) de ArcMap no LabGIS da Universidade do Estado da Guanabara – UERJ, aqui no Rio de Janeiro. Pensei que fosse uma pegadinha, e liguei para o telefone indicado para confirmar. Era verdade. Fiz o curso e gostei. Tratava-se da versão 10 do ArcInfo. Os que me tweetam há mais tempo devem lembrar que no meu tópico SIGa-me, escrevi alguns posts sobre a versão 9.2 que ganhei de presente de uma aluna e admiradora do Curso de Engenharia Ambiental da PUC-PR. Pois bem. O futuro (dos problemas ambientais) é esse: SIG = Sistema de Informações Geográficas.
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A RAZÃO DO SUCESSO
O ArcGIS é o software de SIG/Geoprocessamento (Geo = Terra + processamento = trabalho com mapas no computador) mais utilizado no mundo e, também, aqui no Brasil. Apesar de termos dois ´fuscasGIS´ feitos aqui no Patropi, chamados Spring e TerraView, do INPE e, logicamente, em português.
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Um exemplo corriqueiro do ArcGIS como uma ferramenta de apoio à decisão. A partir de um mapa dos municípios do Estado do Rio de Janeiro, podemos com facilidade selecionar feições por atributos (dados de tabela) e/ou por localização (informações geográficas). Assim, no 1o. caso, com o comando “NOME” = ´Petrópolis´, p.ex., será destacado no mapa o contorno desse município. Se quisermos saber quais são os seus vizinhos, damos outro comando, e eles serão realçados.
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Ao ´recortarmos´ deste mapa o município do Rio de Janeiro (onde fica a capital do Estado), adicionarmos ao ´projeto´ o arquivo com as estações do metrô e pedirmos ao programa para traçar um “buffer” de 3 km em volta de cada estação, representada cada qual por um ponto, em poucos milisegundos aparecerão no visor uma série de círculos em seqüência.
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Adicionando-se agora o mapa de Uso do Solo, podemos solicitar que sejam ´desenhados´ os contornos dos polígonos que representam as áreas de favelas. Na Tabela de Atributos que acompanha a imagem, podemos criar uma coluna com o nome AREA_FAVELAS e pedir ao ArcMap para calcula-la e preenche-la. Na mesma tabela, solicitamos as Estatísticas da coluna e lá aparecem os valores mínimo e máximo, média, total, desvio padrão, etc. Sofisticando mais um pouco o nosso estudo, através de um CLIP, podemos selecionar apenas as favelas que se encaixam nos círculos traçados anteriormente a partir das estações de metrô.
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FONTE DOS DADOS
É claro que nos exemplos acima os mapas não surgiram do nada. Eram arquivos que nos foram fornecidos durante o curso. Mas o que mais existe na rede são dados para se trabalhar, de qualquer parte do mundo. Eles estão disponíveis para download (cópia) gratuito nos sites do IBGE (população), EMBRAPA (biomas), CPRM (geologia), ANA (hidrografia) e muitos outros.
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Destaco o da Companhia Brasileira de Pesquisas de Recursos Minerais – CPRM, onde estão disponíveis dados e informações sobre todos os Estados brasileiros. Eles permitem identificar a geologia, a hidrografia, a topografia e outras feições muito úteis aos estudos ambientais. Se uma dada região for Sedimentar, p.ex., podemos deduzir que ela deve ser vulnerável à poluição (pelo chorume dos lixões) e útil à recarga dos lençóis subterrâneos. Num mapa da Amazônia, uma área que se destacar pela maior densidade de drenagem (e só por isso), pode revelar uma rica jazida de ferro. E assim por diante.
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Na Figura abaixo, recortada do site nela anotado (no rodapé), estão algumas aplicações típicas do Geoprocessamento, com sugestões de escalas, tipos de dados, representações gráficas e operações geográficas.
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E no site do Departamento de Análise Geo-ambiental da Universidade Federal Fluminense – UFF (*) existe um excelente tutorial do TerraView, arquivos de mapas para serem trabalhados, além da última versão do Software. Visite o fututo. SIGa-me. E bom proveito!
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(*) http://www.uff.br/geoden

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