Muito se tem recomendado, para economia de energia e consequentemente menor impacto ao Meio Ambiente, a substituição das tradicionais lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, de maior durabilidade e menor consumo. Porém a pergunta que não quer calar é:
Do que são feitas as lâmpadas fluorescentes e mais: onde descartá-las, após o seu uso?
Busquei algumas respostas e compartilho com vocês:
LÂMPADAS FLUORESCENTES
Uma lâmpada fluorescente típica é composta de um tubo selado de vidro preenchido com gás argônio e vapor de mercúrio à baixa pressão parcial. Nestas condições, o tubo está em vácuo parcial. O interior do tubo é revestido com uma poeira fosforosa composta de vários elementos. Espirais de tungstênio, revestidas com substância emissora de elétrons, forma os eletrodos em cada uma das extremidades do tubo. Quando a voltagem é aplicada, os elétrons passam de um eletrodo para outro, criando um fluxo de corrente, denominado de arco voltaico, ou descarga elétrica. Estes elétrons chocam-se com os átomos de argônio, os quais por sua vez emitem mais elétrons. Os elétrons chocam-se com os átomos do vapor de mercúrio, e energizam o vapor causando a emissão de radiação ultravioleta (UV). Quando os raios ultravioletas atingem a camada fosforosa que reveste a parede do tubo, ocorre então a fluorescência, produzindo luz visível.
COMO OCORRE A DESCONTAMINAÇÃO
As lâmpadas fluorescentes são, primeiramente, classificadas por comprimento e diâmetro e em seguida são encaminhadas para o processo de descontaminação propriamente dito.
O processo de descontaminação ocorre na máquina de descontaminação que está enclausurada e sob pressão negativa para que não haja fuga do vapor de mercúrio. A máquina fará o corte e a limpeza das lâmpadas através de processo automatizado.
Durante o processo de corte o vapor de mercúrio é capturado, através de exaustão forçada, em filtros de carvão ativado. O ar carregado de partículas de pó de fosfato exaurido durante a limpeza das lâmpadas passa através de filtros onde as partículas ficam retidas e o ar segue passando pelo filtro de carvão ativado saindo limpo para a atmosfera. O tubo de vidro descontaminado é recolhido no final da linha de produção.
LÂMPADAS DE VAPOR DE MERCÚRIO
Lâmpadas do tipo vapor de mercúrio são lâmpadas de descarga, do tipo alta pressão, pertencentes a um grupo denominado HID – High Intensity Discharge . Nestas lâmpadas, uma pequena quantidade do metal Mercúrio (Hg), no estado líquido, é colocado em uma cápsula de vidro com gás Argônio em seu interior. O Argônio serve para ativar o arco voltaico que é formado entre eletrodos colocados nas extremidades da cápsula. Durante o aquecimento inicial da lâmpada, o Mercúrio gradativamente se vaporiza, enquanto uma luz fraca é produzida. A pressão aumenta a seguir e a luz produzida pelo arco voltaico com o vapor de mercúrio a alta pressão ganha intensidade. Na realidade, o que o arco emite são raios UV, invisíveis ao olho humano. A ampola, no entanto, é montada no interior de um bulbo revestido internamente com uma camada de fósforo, que passa a emitir luz assim que recebe os raios UV. Utilizadas geralmente em iluminação pública, estádios, fábricas, etc.
O mercúrio é considerado o elemento potencialmente mais perigoso entre os constituintes das lâmpadas, encontrando-se num estado e composição bastante volátil nas condições normais de pressão e temperatura.Ao final de sua vida útil as lâmpadas contendo mercúrio são, na maioria das vezes, destinadas aos aterros sanitários contaminando o solo e, mais tarde, os cursos d’água. A presença de mercúrio nas águas, mesmo que em pequenas quantidades, representa um grande problema ecológico devido à sua bioconcentração, ou seja, a concentração de mercúrio aumenta nos organismos animais com a passagem através da cadeia alimentar, devido ao depósito do metal em vários tecidos vivos.Assim, os organismos situados no final da cadeia alimentar apresentam uma concentração mais elevada e, por vezes, perigosa para o próprio animal ou para os que deste se alimentam, originando sérios problemas de saúde pública, podendo intoxicar comunidades inteiras, além dos prejuízos econômicos que daí possam advir.A via respiratória é a mais importante via de penetração e absorção do mercúrio pelo organismo do ser humano. A ação tóxica do mercúrio se manifesta, sobretudo, nas células do sistema nervoso, originando o quadro clínico característico do mercurialismo, com tremores das mãos e eretismo, que é um comportamento anormal e introvertido.A exposição mercurial tem provocado profundos efeitos sobre a saúde humana. Antologicamente, um dos mais trágicos exemplos de envenenamento pelo mercúrio aconteceu na Baía de Minamata – Japão, na década de 1950, onde mulheres grávidas foram expostas a altos níveis de mercúrio através do consumo de peixes contaminados. Como resultado desta exposição, seus descendentes desenvolveram múltiplos sintomas neurológicos (microcefalia, hipoplasia e atrofia do cérebro).
É importante salientar, porém, que as lâmpadas não são os únicos produtos ou resíduos contendo mercúrio. O mercúrio é amplamente utilizado em centenas de aplicações industriais e domésticas.
LÃMPADA DE VAPOR DE SÓDIO
Lâmpadas do tipo vapor de sódio são lâmpadas de descarga, pertencentes a um grupo denominado HID – High Intensity Discharge. Existem em duas variedades, alta pressão, também conhecidas como HPS (High Pressure Sodium) e baixa pressão, também conhecidas como LPS (Low Pressure Sodium). No primeiro tipo (HPS), uma pequena quantidade do metal Sódio (Na) misturada com Mercúrio (Hg) é colocada em uma cápsula de vidro com gás Xenônio (ou Argônio) em seu interior. Estes gases servem para ativar o arco voltaico que é formado entre eletrodos colocados nas extremidades da cápsula. Durante o aquecimento inicial da lâmpada, o Sódio/Mercúrio gradativamente se vaporizam, fazendo com que uma tênue luz seja emitida pela lâmpada. A pressão aumenta a seguir e a luz produzida intensidade. Na realidade o arco emite raios UV, invisíveis ao olho humano, mas a ampola é montada no interior de um bulbo revestido internamente com uma camada de fósforo, que passa a emitir luz assim que recebe os raios UV. No segundo tipo (LPS), uma pequena quantidade do metal Sódio (Na) é colocada em um tubo de vidro com gás Neon e Argônio. Estes gases servem para ativar o arco voltaico que é formado entre eletrodos colocados nas extremidades do tubo. Durante o aquecimento inicial da lâmpada, o Sódio se vaporiza passando a emitir luz visível. O tubo onde forma-se o arco e onde é colocado o Sódio é dobrado na forma de um longo “U” e montado dentro de outro tubo maior, que forma o corpo da lâmpada. Lâmpadas LPS constituem a fonte de luz mais eficiente entre todas as lâmpadas (consumo de energia – iluminação produzida), sendo por este motivo muito utilizadas em iluminação pública (em ruas e frequentemente em túneis).
Prefeitura de Jahu lança cartilha sobre o destarte das lâmpadas. Clique para abrir o documento.
No Brasil, ainda são poucas as empresas responsáveis, que indicam locais para entrega das lâmpadas fluorescentes usadas. Abaixo, uma lista das empresas que recebem. Os dados foram coletados no site da OSRAM
Contato com empresas de reciclagem de lâmpadasEmpresas recicladoras:
Contato com empresas de reciclagem de lâmpadasA OSRAM acompanha o desenvolvimento do mercado de reciclagem de lâmpadas fluorescentes e de iluminação pública.Empresas recicladoras:
| São Paulo WPA AmbientalContato: José Ângelo Rigo Dir. Comercial Rua Aral, 115 – Jardim do Mar CEP 09750-330 S. Bernardo do Campo – SP Unidade Industrial: Rodovia PR 469, Km 03 – Parque Tecnológico Industrial Pato Branco – PR Tel.: (0xx11) 4330-1133 / Fax: (0xx11) 4330-0094 E-mail: wpa@wpaambiental.com.br Web Site: www.wpaambiental.com.brEsta empresa só recicla reatores |
REGIÃO SUL Mega ReciclagemContato: José Carlos Capelup – Diretor Comercial Rua Ilnah Pacheco Secundino de Oliveira, 261 CEP 81460-032 CIC – Curitiba – Paraná Tel: (41) 3268-6030 Fax: (41) 3268-6031 Web Site: www.megareciclagem.com.br E-mail: mega@megareciclagem.com.br |
| ApliquimContatos: Norberto Gaviolle / Fernando / Elimara Escritório/Fábrica: Avenida Irene Karcher, 1201 – Betel CEP 13140-000 – Paulínia – SP – Caixa Postal 170 Tel.: (19) 3884-7184 / 3884-8140 / 3884-8141 Fax: (19) 3884-7562 E-mail: apliquim@apliquim.com.br Web Site: www.apliquim.com.br |
Brasil RecicleContatos: Márcia Rosário Goll – Comercial / Márcio Adilson Goulart – Diretor Rua Brasília, 85 – Bairro Tapajós CEP 89130-000 – Indaial – SC Tel./Fax: (47) 3333-5055 E-mail: descontaminacao@brasilrecicle.com.br Web Site: www.brasilrecicle.com.br |
| São Paulo Naturalis BrasilDesenvolvimento de Negócios Contato: Plínio C. Di Masi – Diretor Rua Manuel Lopes, 85 – V. Municipal CEP 13201-190 – Jundiaí – SP Tel: (11) 4521-5645 Fax: (11) 4521-2793 E-mail: naturalisbrasil@naturalisbrasil.com.br Web Site: www.naturalisbrasil.com.br |
Rio de Janeiro ELRECRecicladora de lâmpadas / Envirochemie Tratamentos Especializados Ltda. Contato: Marcio Valli Braile – Gerente Comercial Estrada da Curicica, 1280 – CEP 22770-552 Rio de Janeiro / RJ Tel./Fax: (21) 2441 – 4393 Cel: (21) 9222- 8755 E-mail: marcio@enviro-chemie.com.br Internet: www.enviro-chemie.com |
| Minas Gerais RECITECReciclagem Técnica do Brasil Ltda. Contato: Renato Barros – Diretor Comercial Tel: (31) 3213-0898 / 3274-5614 / (31) 9139-1460 / (31) 9631-7272 Fábrica: Rua Zico Barbosa, 426 – Distrito Industrial Teotônio B. Freitas CEP 33600-000 Pedro Leopoldo – MG Tel: (31) 3660-8332 E-mail: comercial.recitec@uol.com.br Web Site: www.recitecmg.com.br |
Minas Gerais HG DescontanimaçãoContato: Fábio Quirós da Silva – Diretor Rua Projetada, 89 – Jardim Canadá CEP 34000-000 – Nova Lima – MG Tel.: (31) 3581-8725 Fax: (31) 3541-8696 E-mail: hg@hgmg.com.br Web site: www.hgmg.com.br |
Recebi a informação fresquinha, lá no Blog da FUNVERDE, sobre a empresa NORTEVISUAL, que dá destinação correta a estas lâmpadas, em sua própria empresa.
em Maringá, no Paraná, que coleta as lâmpadas, a partir de um determinado número e tritura com uma máquina chamada bulbox. Eles tem um pequeno vídeo no Youtube, que compartilho com os leitores.
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Muito boa informação.
Tomara que mais pessoas passem a se preocupar com este problema.
Só lamentamos que existam tão poucas empresas recicladoras no Brasil. E aqui no RS, não existe nenhuma!
Iremos “linkar” esta postagem no nosso Blog.
Algum problema nisso?
Não somente podem linkar, como podem copiar a matéria inteira. A idéia é justamente a difusão do conhecimento. Agradeço se me ajuda a divulgar.
Abraços fraternos,
GOSTARIA DE POSTAR A MINHA INDIGNAÇÃO, SOU INSTALADOR, JÁ FAÇO MINHA PARTE RECOLHENDO TODA AS LAMPADAS DESCARTADAS, AGORA TENHO CERCA DE 5000 LAMP. E TENHO QUE PAGAR P/ DESCARTALAS CORRETAMENTE.
SERÁ QUE TEM UM MEIO DE ALGUMA FABRICA PATROCINAR ESTE DESCARTE, POIS POR LEI, ELAS É QUE SÃO RESPONSAVEL.
Bom dia Carreira
Na verdade, existe normas nos qual afirma a responsabilidade do fabricante, mas ainda não está sendo o descarte correto, por este meio.
Fico decepcionada com a estrutura de cada municipio, onde não fazem uma divulgação completa dos perigos desse resíduo, assim com as devidas precauções.
Fico sempre a disposição daqueles que necessitem de maiores informações sobre o assunto, assim como meus serviços para o descarte correto desse resíduo.
abraços e sucesso
Márcia R. Goll
Gostaria de saber se depois de retirado o mercúrio dessas lâmpadas as mesmas podem ser jogadas no lixo?
Já existe no Estado de Goiás uma empresa chamada Lumitech Materiais Elétricos que realiza a descontaminação de Lâmpadas de descarga.
Fone: 0XX62 – 3271-7031
ESTAMOS, NO DF SOMOS PROPRIETARIO DA EMPRESA FLATELTECNOLOGIA EM CONECTIVIDADE. VAMOS COLETAR E RECICLAR LAMPADAS USADAS. PEÇA AGORA UMA PROPOSTA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. flantel@ig.com.br
gostaria de uma maneira ou melhor fazer da escola onde trabalho um ponto de coleta de mapadas fosforescentes , e qual o local mais proximo para a empresa ou o feam , ou orgãos publicos possam recolher
dildade de Sao João del Rei MG
Tem algum lugar no Ceará que recolha lâmpadas fluorescentes?